sábado, 17 de dezembro de 2011

Nº.34 - Democracia I

MONITA PUBLICA: por erro dos escribas de serviço,
foi omitido um parágrafo no último
apontamento de Nau ao qual, publicamente,
apresentamos as nossas desculpas,
transcrevendo na íntegra o referido
apontamento.

AA/MM

1. Ao contrário do futebol, a governação propriamente dita apenas interessa a uma minoria mas, à semelhança do futebol, todos têm opiniões e remoques acerca do governo.

2. Sem dúvida que a maioria das pessoas está somente preocupada com aquilo que afecta as suas vidas quotidianas, não mostrando grande interesse (compreensão?)pela política nacional e/ou internacional.

3. Para a maioria da população a feitura das leis pouco importa; a percentagem de votantes em cada acto eleitoral atinge percentagens tão insignificantes que apenas passam despercebidas pela engenharia do escrutínio.

4. Votar é uma chatice. Porém, quando o governo afecta opressivamente os interesses do indivíduo, aumenta impostos, corta benefícios, arruina o padrão de bem-estar (fictício ou real) a que o cidadão comum está habituado, o rastilho precisa apenas de uma hipótese de pólvora.

5. A democracia não significa melhor qualidade de vida, sendo até possível
que uma oligarquia bem organizada atenda mais eficiente e rapidamente as necessidades da população. O defeito do poder oligárquico reside na infantilização popular.

6. De facto, a democracia torna-se ineficaz: quando permite o acesso ao poder de políticos pouco qualificados que, geralmente, fomentam a corrupção; quando vacilam na tomada de decisões; quando se fragmentam em questões de técnicas meramente parlamentares.

7. A corrupção na democracia é pior que nos regimenes tendencialmente oligárquicos, porquanto nestes o espólio é compartilhado por uma minoria, particularmente quando essa minoria tem à cabeça um demagogo encartado.

Nau

NoTA: texto apresentado no 'realistas.org' em 26/8/2011.

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