1. A democracia parlamentar era o sistema político do agrado de Stuart Mill, a par de um socialismo utópico possível (segundo ele) quando um escol de homens superiores finalmente superasse a brutalidade e ignorância das massas.
2. O equilíbrio entre a liberdade desejável e a opressão do poder sobre o indivíduo, tendo por catalisador a intervenção popular, dimiria as paixões desta. Logo, a solução governativa seria a de uma democracia autenticamente representativa, não só das forças maioritárias, mas também de outras correntes de interesses
3. As correntes de interesses, forçosamente minoritárias, impor-se-iam através de amplas discussões e propostas inteligentes, tornando viável a almejada igualdade e imparcialidade, isto é, um governo de todos para todos que justificaria o epíteto democrático, com base no paradoxo de que o povo que exerce o poder não ser o mesmo povo que o governa.
4. O socialismo utópico de Stuart Mill por herança paterna caracteriza-se pela necessidade de restrições serem impostas à propriedade privada, pois a única razão que autoriza os homens, individualmente ou colectivamente, a perturbarem a liberdade de acção de outrém é a protecção efectiva dos mesmos na base utilitária.
5. A liberdade económica e política justificam-se em estreita parçaria, sendo ambas factores de desenvolvimento e progresso, tanto da comunidade, como do indivíduo, e única via para atenuar a tendência da população em exaurir, irresponsavelmente e sem visão futura, os recursos materiais disponíveis.
6. Será igualmente importante fazer uma distinção entre as leis da produção e os da repartição, porquanto as primeiras existem por razões óbvias e necessárias por curar da sustentabilidade comunitária, enquanto que as segundas apenas se justificam pelo seu caracter legislativo, ambas possibilitando um equilíbrio periclitante, superável através de uma educação cívica progressiva.
7. As simpatias liberais e intervencionistas, bem como as tendências individualistas e socializantes de Stuart Mill justificam-se por este recusar a possibilidade de uma explicação mecânica para a comunidade, quando esta apenas carece do bem-estar.
Nau
NOTA: texto editado em 'realistas.org', 11/9/2011.
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