1. Para Aristóteles, a política era uma ciência sublime e o homem um animal comunitário graças à capacidade de dialogar.
2. A entreajuda reforça os laços comunitários e estes procuram satisfazer as necessidades individuais, isto é, melhor segurança, conforto e felicidade comunal l.
3. O direito que, por mais elementar que seja, não passa de um conjunto de regras moralmente justas e imparciais, peca pela mera despersonalização.
4. Logo, segundo Aristóteles, o melhor governo seria aquele proporcionado pelo rei o qual, com base nas regras estabelecidas, usaria a prudência na aplicação das mesmas.
5. Porém, a autoridade do monarca poderia tornar-se arbitrária - por simpatias ou desafectos pessoais - provocando uma eventual degradação da capacidade governativa, que nem rei, nem lei evitariam.
6. A democracia é a forma de governo menos boa e, simultaneamente, menos má como o próprio Platão já tinha reconhecido e Aristóteles subscrevera, embora ambos se preocupassem com o facto da maioria ser inferior em qualidade à minoria competente.
7. Talvez um equilíbrio fosse possível através da educação sistemática, abjurando o estado polícia, por natureza corruptível.
Nau
NOTA: texto apresentado no 'realistas.org' em 29/8/2011.
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