1. Ortega y Gasset afirmava, na introdução ao seu livro "La Rebelion de las Masas", que os homens, quando não sabem o que dizer, falam da humanidade.
2. Talvez isso fosse possível no início do século passado, mas hoje o género humano democratizou-se e todo o mundo só pensa na democracia, em ser democrata, em democratizar o planeta.
3. A humanidade, significando um ser colectivo ou sentimento de benevolência, está tão arredada do espírito dos homens em geral que apenas há lugar para os interesses particulares.
4. Entende-se democracia como delegação de decisões o que agrada à maioria da população, contentando-se, uma pequena parte desta, a meter o voto na urna - último acto de esperança e/ou de revolta, dado que os governantes são meros camalões.
5. A cor muda, apenas a motivação do oligarca varia de acordo com o interesse dos possidentes, dos oportunistas, dos músculos do bravata...
6. Nos dias de hoje onde há petróleo a revolução é um facto; noutros termos apenas a rebelião é possível caso esta sirva os interesses de minorias locais e/ou internacionais, num jogo de xadrez pouco convencional.
7. Como a Victor Hugo ocorre-me: "Ah, l'Humanité, l'Humanité!", quero dizer: Ai, a Democracia, a Democracia! - Mas afinal o que é a Democracia?
Nau
NOTA: texto publicado no 'realistas.org' em 28/8/2011.
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