1. Para algumas pessoas, o cooperativismo é algo estranho, uma espécie de mahjong, jogo que vagamente se conhece mas com o qual não se está familiarizado.
2. O desconhecido provoca um sentimento de curiosidade ou de repulsa, embora a maioria assuma a indiferença para consumo externo, i. e., para salvar as aparências.
3. Segundo parece, o homem tem consciência que a sua integração na comunidade lhe é vantajosa. Porém, ao contrário de outros animais gregários, necessita que o governem.
4. Logo, o governo é uma forma do homem abdicar de uma boa parte do poder de decisão pessoal a favor de terceiros que estabelecem normas de conduta na comunidade.
5. Claro que o indívíduo se poderá eximir ao cumprimento das tais regras comunitárias ficando sujeito à condenação dos seus pares e/ou à força coerciva do Estado.
6. O governo estabelece, definitivamente, a fronteira entre dirigentes e dirigidos, havendo a possibilidade dos primeiros se tornarem opressivos, caso não exista uma cultura judiciosa de contra-poder.
7. O cooperativismo é a via pragmática para a formação do contra-poder.
Nau
NOTA: apontemento editado no 'realistas.org' em 8/X/2011.
Nenhum comentário:
Postar um comentário