1. Para Spinoza, não é a cronologia do mundo que, em termos filosóficos, se deverá ponderar; o homem é um ser unitário e consciente - pensa, quer, deseja.
2. A liberdade não será a contenção do desejo mas a sua transmutação reflexionante - a inconsciência sobreleva o apetite ao desejo - libertando o homem da morte e de angústias metafísicas.
3. Pensar, querer, desejar - vizinhas da perfeição - são factores de alegria, de bem-estar, que se opõem às correntes trágicas que vão de Heráclito a Heidegger.
4. Sendo o poder, a realidade e a perfeição coisas idênticas, apenas esta última poderá conduzir ao sublime e, consequentemente, à excelência, i.e., à liberdade.
5. A liberdade está na natureza propriamente dita e no homem que decidirá o caminho a percorrer, superando a frustração do amanhã contingencial através da realização do necessário possível.
6. Só o conhecimento poderá conduzir o desejo à dignidade real e à sublime perfeição, pois apenas este definirá a utilidade comunitária - acquiescientia in se ipso.
7. Democracia poderá vir a ser o governo consciente do povo.
Nau
NOTA: Texto editado no 'realistas.org' em 8/9/2011.
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