quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Nº. 25 - Cooperativismo vs competitividade

1. A crise económica dos anos 20 do século passado - que foi tema do último apontamento - inscreve-se no ciclo de fluxo e refluxo da macroeconomia.

2. Porém, séculos de monoteísmo na Europa e a consciência de que a nova crença (comunismo) não é suficiente justificação racional para a governação de reformuladas minorias - tese constatada por intelectuais descomprometidos - deu azo a um sentimento de vazio.

3. Tal sentimento foi a mola para a emergência dos fascismos/nazismos que impunham a autoridade perdida com a decapitação de Luis XVI de França, inventando padrastos tenebrosos que varreram a Europa com fétidos ventos apocalípticos.

4. A emancipação do homem comum através da morte do rei apenas sortiu novas formas de escravatura, assentes na acumulação de riqueza por minorias e/ou a alienação total aos problemas sociais e políticos por mediação tecnocrática.

5. Resistente ao abandono de uma fé que justificava a sua existência, Emmanuel Mounier - a quem o mundo hedonista burguês repugnava pelo esbulho da riqueza comum - fraco aprazimento sentia pelas tentações socialistas que, prometendo um paraíso terrestre, apenas condicionavam o cidadão a meras estatísticas e viciados esquemas alienatórios.

6. Na senda de uma Nova Renascença e esforçados a fazer uma revisão radical de valores e princípios, começam os 'novos renancentistas' inspirados por Mounier por compreender que opressão não é apenas um facto económico e/ou político, sendo curial buscar a essência reformista no coração.

7. A doutrina cooperativista opõe a cooperação e o apoio mútuo à competitividade entre as pessoas.

Nau

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