quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Nº. 46 - O Diálogo I

1. Dialogar é coisa fácil, basta a existência de um interlocutor, tendo por objectivo a troca de informações, isto é, comunicar.

2. Logo, comunicar é tornar algo comum, quer por via oral, quer por sinais convencionais - representação gráfica (pictográfica, ideográfica, fonética e silábica) - ou mera linguagem gestual em que poderemos incluir o vagido da criança recem-nascida e a voz de outros animais parceiros do homem.

3. O diálogo pressupõe o confronto de ideias, de conceitos, de opiniões, sempre na linha do entendimentoe com vista à solução de problemas, de modo harmonioso como é apanágio do movimento cooperativo.

4. Dialogar, na óptica do cooperativista, jamais significará mera altercação, isto é, briga; polémicas com impugnação de argumentos; levantamento de dúvidas ou simples contestação da matéria acerca da qual se aguardam consensos.

5. Na comunicação doutrinária, os princípios que servem de base para o aliciamento de pessoas através da apresentação de factos e razões que não deixam qualquer espécie de dúvidas resumem-se em poucas palavras, pelo que a verbosidade apenas revela insegrança ou vulgarismo no mau sentido da palavra.

6. Argumentar, aduzindo razões que, através do raciocínio lógico, desembocarão em conclusões sustentáveis, é exercício de fraco recurso nestes espaços internáuticos, onde o insulto e os faits divers são o prato do dia.

7. Ninguém se mostra disponível para debater ideias, procurando apenas subscrever vulgaridades onde o seu nome apareça em letra bem redonda.

Nau

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