segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Nº. 43 - A Dída Soberana

1. Ler o 'Luta Popular' poderá ser uma heresia para alguns, breviário para outros mas, sem dúvida, um refrigério para os descomprometidos.

2. O "Balanço do 2º dia da Convenção para uma Auditoria Cidadã da Dívida", editado no dia 18 deste mês com base na sessão realizada na 6ª-feira anterior, é boa matéria para reflexão obrigatória.

3. A badalada dívida pública resultou de abstrusos incentivos à desordenada utilização de créditos ao consumo, tendo por base taxas de juro muito baixas que, em termos bancários, apenas se tornavam vantajosos em progressão constante.

4. Claro que a utilização imoderada de tais créditos animaram a construção civil, bem como actividades ligadas ao lazer, criando postos de trabalho para técnicos, operários, artistas, etc., além de empresas ligadas ao sector imobiliário, turístico e, sobretudo, especulativo.

5. Ao fim e ao cabo, parte da dívida pública poderá ser considerada ilegítima, por ter sido realizada com intuitos pouco transparentes, quiçá dolosos, pela motivação da transferência de activos públicos para as mãos de privados.

6. Legítimo será questionar a existência de tantos bônzios na política e, acima de tudo, nas ciências económicas deste país, sem qualquer deles ter alertado os cidadãos para os riscos em causa, limitando-se a maioria a comentar o que já é óbvio.

7. Talvez o cooperativismo...

Nau

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