sábado, 30 de julho de 2016

Nº. 1716 - Fim de Semana 31


1. Para certos monárquicos - tradicionalistas por insatisfação com algumas ideias de progresso, beatificamente presumindo que o conhecimento da verdade e a prática do bem são inacessíveis ao homem sem a intervenção divina - a relaxação estival há muito que começou.

2. Os antimonárquicos continuam agarrados à República que, sendo o apanágio da classe burguesa, lhes garante um sistema económico baseado na propriedade privada dos meios de produção, e num mercado onde compram e vendem mercadorias (sobretudo a força do trabalho), o controlo dos plutocratas e apaniguados é avassalador.

3. Delegar em terceiros a solução dos problemas que apenas a nós cabe resolver é ardil burguesóide  que,  a fim de melhor proteger os seus interesses, demagogicamente se arvora em classe dirigente.

4. Porém, cooperar é trabalhar juntamente com alguém, sem reservas ou segundas intenções, evitando a competitividade entre as pessoas; opondo a cooperação e o apoio mútuo; cerrando fileiras com as unidades cooperativas locais, regionais e internacionais numa frente comum ao capitalismo monopolista dominante.

5. Cultiva-se a irresponsabilidade por interesses... culturais e, na eventualidade das coisas não correrem de feição, será possível atribuir a culpa aos "chefes", alguém descartável a quem os plutocratas condescenderam uma ascensão "condicionada", e tudo se repete já sem cura.

6. Falar de amor é incontornável e Francisco Rodrigues Lobo não foge à regra, embora centrado no apetite sexual uma vez que os interesses particulares falam mais alto do que amar o próximo - somos gregários por natureza e egoístas pela mesmíssima razão ou apenas fome de imortalidade.

7. Sem dúvida que a luta popular contra os capitalistas e fideístas só poderá ser realizada com e através de eficientes células cooperativas (autogestão e autofinanciamento); pelo comunalismo apartidário: pelo regresso do rei.

Nau

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