sábado, 2 de julho de 2016

Nº. 1688 - Fim de Semana 27


1. Estado de perda de contacto com a realidade só poderá ser recidivo fenómeno político luso ou mero autismo resultante da impossibilidade do indivíduo em comunicar.

2. Logo o Estado, como organismo político-administrativo, ou o modo de existir na sociedade, são ambos responsáveis pelas ansiedades sociais manifestadas sob a forma de histeria, fobia e neuroses obsessivo-compulsivas.

3. A comuna - circunscrição territorial em que os residentes exercem a jurisdição efectiva inspirada na prática da autogestão e do autofinanciamento do cooperativismo - é a expressão autonómica de um conjunto de acções que asseguram a integração dos indivíduos num meio do seu agrado.

4. Porém, não é correcto dizer que o trabalhador é aquele dado ao trabalho, uma vez que muitos são os que agenciam a vida desfrutando do trabalho alheio, reservando para si as tarefas leves e/ou incontornáveis, longe do espírito e prática cooperativistas.

5. A burguesia - controlando o esquema de produção/consumo financiado pelo capitalismo - só poderá ser combatida através da multiplicação das células cooperativas, apostando estas nas energias renováveis que o Planeta Azul gratuitamente disponibiliza, dispensando a tutela de patrícios, sacerdotes e quejandos.

6. Forçoso será cantar a pleno pulmões a irónica "Epígrafe da Arte de Furtar" gizada por Jorge de Sena, uma vez que a classe dominante e os governantes que temos tido apenas nos têm espoliado pelo que somente nos resta gritar - "aqui del-rei!".

7. A luta em que estamos envolvidos - isto é, a luta popular - não será contra os credos religiosos; contra a burguesia liberal; contra os burgueses socialistas  ou contra os burgueses sociais-fascistas, uma vez que, com todos contemporizamos - somos a nova geração rumo ao futuro. Somos cooperativistas monárquico-comunalistas.

Nau

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