segunda-feira, 4 de julho de 2016
Nº. 1690 - Portal Comunalista
1. Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, tendo por soberano - aquele que ocupa o primeiro lugar na subordinação gradativa de poderes na classe política - uma figura vitalícia e hereditária; por fundamento o direito consuetudinário.
2. Os soberanos a prazo são uma característica da República, servindo estes para apoiar os governos da sua cor política ou contrariar aqueles que não correspondam à pertinente clientela, assente no Estado de direito, consistindo este de um conjunto de leis que regulam as relações sociais e asseguram o poder da classe política dominante.
3. Na Monarquia, sempre que uma série de soberanos pertencentes ao mesmo trono não apresenta um sucessor consensual - por quebra dinástica, inadequação e/ou mera inimputabilidade - apenas uma assembleia magna ou uma consulta popular (referendum) poderá esclarecer o assunto.
4. A divulgação do ideal monárquico não tem sido fácil uma vez que se encontra associada a uma classe social preconceituosa, esgotada nas grandezas de um passado mítico, com uma enorme carga religiosa em que a fé suplanta a razão, pretendendo encarreirar por conceitos nitidamente republicanos e burguesocráticos.
5. Logo, não basta contemporizar com os esquemas dos plutocratas dominantes uma vez que só uma reforma da mentalidade burguesa de subserviência aos poderosos e sobranceria perante os fracos ou humildes poderá dar lugar a francos diálogos e cooperação frutuosa.
6. Não consigo entender como o consenso alcançado por 40 ou mais pessoas nos anos 30 do século passado, após o falecimento do último soberano, seja menos vinvulativo do que o eventual acordo que outras tantas pessoas possam atingir nos dias de hoje, embora aceite como salutar o acompanhamento da actuação pública do presuntivo herdeiro da Coroa Portuguesa, resumido em carta sigilosa pontualmente endereçada a este, subscrita pelos respectivos analisadores sob o tema:
senão, não.
7. Por outro lado, será bom cultivar o espírito associativo, talvez promovendo reuniões (por todo o país) onde sejam regularmente discutidas matérias de interesse doutrinário (Jornadas Monárquicas?) coma a divulgação possível nos meios de comunicação social, sem os vedetismos do costume; impondo rigor, pontualidade e frontalidade, com o objectivo da instauração da Monarquia.
Nau
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