quarta-feira, 6 de julho de 2016

Nº. 1692 - RAC


1. Há muito que questionamos os presumíveis monárquicos acerca das suas opções políticas e, a mor parte das respostas obtidas, dariam um anedotário de centenas de páginas.

2. Relembro a história de um jovem que supunha a sua proveniência por geração de um ilustre príncipe da última casa reinante, exibindo como prova incontestável uns botões de punho (e de ouro maciço!) com as armas reais; coisa preciosa guardada pelos seus familiares.

3. Claro que nunca passara pela cabeça de várias gerações que tal relíquia pudesse ter sido obtida por recompensa de serviços, mero desvio ou artigo do conjunto de um uniforme militar, corporativo ou libré, uma vez que o jovem alegava existirem outras peças de igual valor.

4. Sem dúvida que grande parte da simpatia de uma pessoa pela instituição monárquica se deve a razões meramente sentimentais; predisposições afectivas; gosto pelos registos públicos (reais ou fictícios) de casos memoráveis que, comparados com a incerteza e agruras do presente, leva a concluir quão fácil e agradável era a vida de antanho.

5. Os factos sociais, políticos, económicos, militares, etc., são relevantes da capacidade dos nossos antecessores e um desafio para que sejam estabelecidos sólidos rumos, evitando penosas experiências e/ou repetições de erros crassos, tais como zelos religiosos, as paixões políticas exageradas, a intolerância e coisas da mesma sorte.

6. Apenas o associativismo prático e não as contemplações fantasiosas - sem atender às pessoas; às necessidades essenciais - poderá motivar uma aproximação maciça ao ideário monárquico, através de grupos de estudos; pontos de encontro (cafés, clubes, associações culturais e/ou recreativas, etc.) consolidando vias de contacto e actividades produtivas - serviços, rádios amadores, equipas de intervenção e convívio na Internet.

7. Logo, as células cooperativas e o espírito cooperativista são a única via para reforma da impante mentalidade republicana burguesóide.

Nau

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