terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Nº. 823 - Doutrina Cooperativa
1. Muitas são as histórias que nos têm relatado acerca das actividades cooperativistas, umas mais simpáticas do que outras.
2. Comecemos por aquela ocorrida nos tempos da salazarquia que, à semelhança do que se verifica no presente, emperra por excesso de burocracia, para lá dos "esquerdismos" de que era apodado pelas autoridades de então.
3. O fluxo populacional - do interior e do meio rural - para as grandes urbes já se verificava nos anos 60 do século passado, um para servir de mão de obra barata às indústrias que se ensaiavam nas cinturas de Liboa e do Porto; outros para simplesmente emigrarem.
4. A carência de habitação na capital era colmatada por mestres-de-obras improvisados, geralmente oriundos de Tomar (por chacota, os patos-bravos) que lá iam fazendo pela vida, mas tão sugados por usurários que as rendas das novas construções tiveram que ser fixadas.
5. Cedo as residências com três assoalhadas e a mensalidade de Esc: 1 110$00 (cerca de Euros 5.50) se vulgarizaram, tomadas de assalto por 2 ou 3 jovens casais, tendo presente que a remuneração de um polícia na altura rondava os Esc.: 600$00 (cerca de Euros 3.00) mensais.
6. O protagonista da nossa história é um manga de alpaca que, pretendendo casar e manter numerosa prole, aliciou colegas e amigos a formarem uma cooperativa para a construção de um edifício urbano, de múltiplos andares, com amplas divisões.
7. Negociado o terreno, o projecto de construção e o empréstimo com a banca, o manga de alpaca (que nada percebia destas matérias) acomodou-se, à semelhança dos restantes associados, num confortável andar, pagando uma mensalidade de Esc.: 2 400$00 (cerca de Euros 12.00) graças a juros fixos ajustados antes do 25A.
Nau
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