segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Nº. 815 - Portal Comunalista


1. Mesmo de portas escancaradas, ninguém se afoita a terçar argumentos - pró ou contra - o fundamento cooperativo.

2. Se bem me lembro, apenas durante a nossa passagem pelo 'monarquicos.com indice', Paulo Especial aventou a hipótese das cooperativas desatarem a competir umas com as outras, esboroando toda a razão das suas existências.

3. Claro que tal suposição é possível apenas numa optica clubística em que os jogadores são vendidos/comprados pelos clubes rivias numa fé desportiva que, como toda a espécie de fideísmo, suplanta qualquer tipo de razão.

4. Também se poderá considerar a tendência de alguma prática cooperativa descambar em facciosismos espúrios, isto é, na defesa de um só credo , fechado em si como um ovo, alimentado por aqueles que comungam os mesmos ideais.

5. A razão cooperativa tem por objecto a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados e estas, estou em crer, são transversais a todos os quadrantes políticos, logo uma boa escola para o exercício democrático.

6. Caso a cooperativa se transforme na extensão de qualquer credo político e/ou religioso, o problema será dos seus associados apenas se assumirem como sportinguistas, portistas, benfiquistas, etc., sendo a hipótese de crescimento limitada a tais adeptos.

7. Todos os seres da mesma espécie têm necessidades idênticas; o importante é que a satisfação destas se faça de modo racional, numa optica cooperativa, através da concertação, do consenso e da capacidade - física e intelectual - dos cooperadores.

Nau

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