sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Nº. 833 - Luta Popular


1. Embora se afirmem repetidamente de esquerda, a propriedade colectiva dos meios de produção, a supressão das classes sociais e a distribuição mais igualitária das riquezas, através de reformas levadas a cabo por gente 'esclarecida', são projectos tradiconalmente socialistas.

2. Logo, o socialismo engloba os utópicos que vão do conde Saint-Simon a Robert Owen; mais tarde abraça os teóricos da estirpe da Babeuf, Sismondi, Marx e Engels; no início do século passado assume o vanguardismo partidário de Lenine, apelidado de centralismo democrático, tendo por base a ditadura em nome das classes trabalhadoras.

3. Abro aqui um parêntesis a fim de salientar a pecha dos sociólogos que, à semelhança de Herbert Spencer, consideram o processo social como uma luta pela existência que leva à sobrevivência dos mais aptos, nesta linha justificando a arrogância das minorias na condução do destino dos mais.

4. Longe de mim a presunção de que a sociedade seja um organismo idílico onde floresce o amor terno e ingénuo, sem interesses perversos até no aspecto sexual, pois tenho presente que a vida se desenvolve aleatoriamente desde a infância à morte - "rien ne se perd, rien ne se crée, tout se transforme".

5. Só por descabido optimismo se poderá atribuir o canto de cisne à pujança do acometimento capitalista dos nossos dias, este baseado na propriedade privada dos meios de produção e do altar, digo, mercado onde se compram e vendem mercadorias, sobretudo a força laboral.

6. A hegemonia bicéfala de potências dominantes está a esboroar-se com a emergênvia de novos sátrapas que, procurando adquirir maior protagonismo, jogam em todos os tabuleiros, mormente sob a capa de um novo socialismo, procurando tirar aos pobres para dar aos ricos, numa versão aggiornata de Robin Hood.

7. Bom é ter presente que a luta popular só terá significado através de uma real prática cooperativa, tal como tem sido neste espaço defendido.

Nau

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Nº. 832 - Prelo Real


1. Claro está que prelo, no sentido aqui utilizado, indicia trabalho editorial, revelando o adejectivo a afeição doutrinária ao nosso Rei.

2. Porém, abrir uma firma editora não é o mesmo que fazer ou encher chouriços, isto é, colocar o suino na boca da máquina e esperar que o chouriço saia no extremo desta.

3. Burocracia, como é hábito, não falta, muito próxima da quantidade daqueles que dão conselhos e pareceres, sempre de braços cruzados, mas, como é óbvio, não mexendo uma palha.

4. Outros, sendo mais despachadinhos, já trazem o manuscrito no bolso e nada pedem; basta o original ser dado à estampa para as suas dúvidas existencialistas ficarem esclarecidas.

5. "... Mas se ela for tão má/ oh triste realidade!/ que haja de ser lançada a obscura eternidade,/ abri uma cova num monte de arminho,/ depois baixai-a de manso e com carinho,/ pois eu lhe tenho amor".

6. Nem tempo resta para fazer quaisquer juizos de valor mas, após o arranque, então sim, de palmatória na mão, iremos analizar as obras com os critérios mais rígidos do que aqueles impostos á Santa Inquisição.

7. Por ora, façam como nós, tenham paciência!, e aproveitem este espaço para amenas cavaqueiras, pois não faltam aqui temas para a vossa intervenção in loco.

Nau

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Nº. 831 - RAC


1. A doutrina e a real actividade cooperativa foram apresentadas, com pompa e circunstância, no apontamento de ontem.

2. Claro está que os mais recalcitrantes poderão visitar as páginas disponíveis acerca do movimento cooperativo no País Basco, apresentando as suas abalizadas opiniões.

3. Há aqui no Porto uns figurões que, encaminhados para um espaço da Internet onde se acomodaram, vomitam pareceres pouco doutrinários e excêntricos: o Rei deve ser eleito; as Cortes deviam ser consultadas de imediato; quem não é da minha cor não é boa gente, e outras coisas mais.

4. Conservados mentalmente nos tempos idos por crionização incipiente, os ditos figurões têm dificuldade em viver o dia de hoje, exigindo a aplicação dos métodos do passado; criticando o presente, sem coragem para avançar com propostas de recurso e/ou até inovadoras.

5. No combate político são exímios em atacar os correligionérios porque fazem alguma coisa, embora eles, os novos Catões, nada façam para além de palrarem, picardiarem e repetirem os lugares comuns que, candidatos à ribalta situacionista, alardeiam.

6. Voltamos a afirmar: não somos liberais, nem socialistas - somos cooperativistas. Quem tiver já experiência no sector cooperativo (diremos como Mao) que o continuem a praticar melhorando, se possível, tal prática; quem a não tiver que procure informar-se convenientemente.

7. Novas hegemonias se desenham no horizonte da política, todas elas com raizes herdadas do capitalismo mais grosseiro e inhumano. Urgente é engrossar o movimento de recurso: o CMC.

Nau

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Nº. 830 - Doutrina cooperativa


1. O cooperativismo é um sistema político-económico que tem por fundamento associativo a cooperação, esta tida como um escudos eficaz contra o capitalismo radical e o centralismo burocrático de cariz socialista.

2. Um bom exemplo da hipótese cooperativista é o movimento associativo desenvolvido no País Basco (Espanha), constituido por cooperativas de trabalho associado, formando um forte grupo empresarial com ramificações por tudo que é sítio

3. Fraco de riquezas naturais, a aposta no cooperativismo do País Basco permitiu a abertura das primeiras escolas de formação profissional que, airosamente, culminaram no grau universitário, envolvendo industriais e estudantes, todos do sector das cooperativas de trabalho:

4. Para manter um nível de produção bastante elevado, as cooperativas do sector estabeleceram acordos com os meios universitários a fim de ficar a par das novas tecnologias e garantir um aumento sustentado de novos postos de trabalho.

5. Obviando o recurso a financiamentos do mundo capitalista, o movimento cooperativista do País Basco estabeleceu cooperativas mutualistas de crédito, através dos excedentes financeiros resultantes das actividades das diferentes cooperativas.

6. Na mesma linha foi estabelecido um importante sistema de segurança social, cobrindo as despesas com os seguros de vida, acidentes pessoais, baixas por motivos de doença e outras coisas tais.

7. Só o preconceito de uns e a ronhice de outros é que têm enredado o movimento cooperativista luso.

Nau

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Nº. 829 - Portal Comunalista


1. Comum, pressupõe a ideia de partilha e esta vai na linha da comparticipação; fazer parte; de uso público, indiferenciado.

2. Logo, comum é o oposto ao uso restrito - de poucos ou só de um - nada tendo a ver com propriedade unipessoal, a chamada propriedade privada, isto é, que não é pública.

3. Como todo o mundo já se apercebeu, este assunto do "comum" não vai ficar por aqui, por ser uma ideia muito grata, oposta ao espírito avassalador de posse que sublima a subjugação em vez do mero uso.

4. Partilhamos muitas coisas - até a maneira de estar no planeta Terra - embora, convictamente, se afirme o meu país, a minha rua, de modo enfático, sem o ferrete prejorativo de posse.

5. A hipótese da formação do "Partido dos Arnaldos" que em tempos sugeri ao meu homónimo brasileiro vai na linha certa, embora seja de salientar que até o partido da esperança lusa - o PCTP/MRPP - já tem nos seus quadros um Arnaldo: Arnaldo de Matos.

6. Bom é voltar ao cerne da questão - o comum - entendido como o oposto ao privado que importa cultivar para a consolidação do espírito comunalista - aquele que exige o respeito por tudo que é público.

7. Este portal continua escancarado a todo o tipo de intervenções que sublimem o comunalismo.

Nau

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Nº. 828 - Psyche


1. Do inefável Paul Valéry, catrapisquei um dos seus pensamentos que me impressionou bastante: "A política foi durante muito tempo a arte de impedir as pessoas de se ocuparem com que é de sua conta. Tornou-se agora a arte de interrogar o que desconhecem".

2. Talvez seja esta a razão do descalabrado ataque (injúria e/ou mero acometimento) às ideologias e credos que, pela rigidez das fórmulas emocionalmente apresentadas com paus e pedras na mão e a frase predilecta do "crê ou morres!", se descredabilizam apenas motivando os que, pela força bruta, evidenciam as suas frustrações.

3. O empobrecimento material daqueles que trabalham na perspectiva de uma velhice como pensionista do Estado, embora colaborando para uma produção racional da riqueza e sendo a aspiração do maralhal, é falácia perante o pantagruélico apetite de usurários e oligarcas que, apenas por essa via, maçajam o seu ego.

4. A miséria e a doença numa sociedade consumista tem, por recurso último, a fé e esta, levada ao extremo dogmático, apenas infantiliza as pessoas tornando-as ainda mais carentes e passivas ao domínio parasitário das minorias que controlam os bens de produção.

5. Sendo o homem um animal racional tem, por norma, actuado irracionalmente no seu habitat, destruindo quando constrói obras arquitectónicas sem préstimo material como as antigas catedrais; construindo esquemas sociais que, pela sua complicada estrutura, o torna manipulável e insignificante.

6. Por outro lado, as doutrinas económicas postas em prática pelos actuais governantes de muitos países têm por fundamento teorias conjecturadas há 60 ou mais anos, na perspectiva de um avanço tecnológico imparável, tendo no pormenor, como na globalidade, soluções pouco credíveis.

7. Certo é que o consumismo satisfaz o momento, mas instila despeito e inveja pelo conceito de competitividade que o fundamenta.

Nau

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Nº. 827 - Fim de Semana 8


1. Na funçcão reprodutora o protagonista é o sexo, dependendo deste a conformação particular do ser vivo; porém, não só para o sexo vive o homem, pois a necessária energia é facultada pelo pão.

2. O modelo social europeu estrebucha; logo, o recurso ao cooperativismo - autogestão e comunalismo - parece ser a alternativa mais viável, pelo que o importante é o aumento em número dos cidadãos criteriosos, logicamente monárquicos.

3. A doutrina cooperativa procura corresponder às necessidades daueles que, numa plataforma comum, arquitectam os seus projectos obviando o recurso a usurários, através de uma gestão ponderada que, até para a construção de andares de várias soalhadas bem assoalhadas, resulta.

4. Importante é não esquecer que a discussão dos pormenores de qualquer projecto é fundamental porquanto as decisões a nós, cooperativistas, pertencem, através de consensos que não da artimanha de "um homem, um voto", aparentemente na linha de "cada cabeça, sua sentença" dos Tribunais da Santa Inquisição.

5. Todos - até aqueles que de tudo, por princípio, discordam - são bem-vindos a este espaço de debate cooperativo mas, por favor, em vez de picardias, o importante é o despertar do maralhal, sem as intervenções espúrias dos tribunais citados no parágrafo anterior que apenas servem para combater "heresias".

6. "Lutar pela vida digna da espécie humana" é o nosso apelo, mas lutar com afinco, determinação e muita coragem, numa disciplina maoísta, tendo presente que não somos liberais nem tão-pouco socialistas (sociais-fascistas, anarquistas, sociais-sindicalistas, etc.) mas convictamente cooperativistas.

7. O futuro está na cooperação (trabalho concertado) e no comunalismo (autogestão) sob o pendão real.

Nau

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Nº. 826 - Luta Popular


1. Luta o homem primitivo pela sua sobrevivência.

2. Luta o justo (e o não justo) porque a vida dura.

3. Luta o possidente para preservar o seu já vasto património.

4. Luta o usurário para arrecadar mais uns cobres.

5. Luta por boa saúde o doente enquanto outros a mal-baratam.

6. Luta o demagogo pelas cadeiras do poder.

7. Luta pela vida!. Luta para seres um eficiente cooperativista!.

Nau

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Nº. 825 - Prelo Real


1. Talvez o frontal intimide um pouco os visitantes, habituados ao exame prévio, ao complicado processo editorial, às exigências do mercado, etc., que culmina na apresentação pública da obra.

2. Certo é que os nossos irmãos brasileiros, tão afoitos nestas coisas, botando a palavra com a vivacidade que lhes é peculiar, têm visitado, regularmente, este espaço mas entrando mudos e saindo calados.

3. O meu homónimo brasileiro tem fortes razões para se manter silencioso porquanto a minha descabida proposta para a formação do partido político dos Arnaldos levanta vários problemas, dos quais salientarei a crescente má vontade daqueles que não disfrutam de tal nome.

4. Possivelmente o mesmo aconteceu com a rapaziada do IBEM - Instituto Brasileiro de Estudos Monárquicos - que ficaram deveras magoados com a trapalhada dos nomes que fiz no apontamento que lhes dediquei, tudo porquanto aqui se trabalha sobre os joelhos, apertados pela escassez de tempo.

5. Sem dúvida que é agradável que nos continuem a visitar, mesmo que a disciplina da ormetà imponha compreensivos silêncios, embora estes possam ser facilmente contornados pelas discussões acerca da doutrina cooperativista.

6. Logo, os visitantes colombianos, venezuelenses, canadianos, estadunidenses, etc., do Novo Mundo, bem como os suecos, alemães, russos, polacos, sérvios, ucranianos, macaenses, etc., do norte e leste europeu, extremo-oriente inclusive, - sejam estes da diáspora portuguesa ou naturais dos referidos países - poderão prestar aqui valioso contributo nestas lides internáuticas.

7. Basta apresentarem uma resenha das obras editadas nos respectivos países - sobretudo aquelas relacionadas com a doutrina cooperativista - enriquecidas com os pertinente e sempre bem-vindos comentários.

Nau

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Nº. 824 - RAC


1. A actividade cooperativista não se circunscreve à enumeração das unidades cooperativas existentes.

2. Logo, a cooperação robustece-se através da prática; da definição de novos projectos; do planeamento; da análise dos progressos realizados.

3. Por vezes, os indivíduos mais dinâmicos procuram ser os motores da sua cooperativa, mas tal atitude, embora compreensível, poderá dar azo a resistências desgastantes.

4. Cooperar (insistimos uma vez mais) significa colaborar, trabalhar juntamente com alguém, pelo que se torna imprescindível ouvir e ponderar acerca das opiniões de cada um dos cooperadores.

5. Por vezes, a discussão dos pormenores de qualquer projecto, aparentemente, é mera perca de tempo, ganhando vantagem ao tornar a parçaria mais coesa, pois a unidade cooperativa é escola democrática.

6. Ao fim e ao cabo, os intervenientes em todo o tipo de debates no forum cooperativo vão-se precavendo, estudando bem a matéria trazida à colação, emitindo opiniões ponderadas e responsáveis.

7. Quanto maior for o número de associados na fundação e actividades das cooperativas, mais rápida será a multiplicação destas.

Nau

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Nº. 823 - Doutrina Cooperativa


1. Muitas são as histórias que nos têm relatado acerca das actividades cooperativistas, umas mais simpáticas do que outras.

2. Comecemos por aquela ocorrida nos tempos da salazarquia que, à semelhança do que se verifica no presente, emperra por excesso de burocracia, para lá dos "esquerdismos" de que era apodado pelas autoridades de então.

3. O fluxo populacional - do interior e do meio rural - para as grandes urbes  já se verificava nos anos 60 do século passado, um para servir de mão de obra barata às indústrias que se ensaiavam nas cinturas de Liboa e do Porto; outros para simplesmente emigrarem.

4. A carência de habitação na capital era colmatada por mestres-de-obras improvisados, geralmente oriundos de Tomar (por chacota, os patos-bravos) que lá iam fazendo pela vida, mas tão sugados por usurários que as rendas das novas construções tiveram que ser fixadas.

5. Cedo as residências com três assoalhadas e a mensalidade de Esc: 1 110$00 (cerca de Euros 5.50) se vulgarizaram, tomadas de assalto por 2 ou 3 jovens casais, tendo presente que a remuneração de um polícia na altura rondava os Esc.: 600$00 (cerca de Euros 3.00) mensais.

6. O protagonista da nossa história é um manga de alpaca que, pretendendo casar e manter numerosa prole, aliciou colegas e amigos a formarem uma cooperativa para a construção de um edifício urbano, de múltiplos andares, com amplas divisões.

7. Negociado o terreno, o projecto de construção e o empréstimo com a banca, o manga de alpaca (que nada percebia destas matérias) acomodou-se, à semelhança dos restantes associados, num confortável andar, pagando uma mensalidade de Esc.: 2 400$00 (cerca de Euros 12.00) graças a juros fixos ajustados antes do 25A.

Nau

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Nº. 822 - Portal Comunalista


1. Incitamentos não faltão. Todo o mundo está consciente que novos confrontos se avizinham, tanto no extremo cmo no médio-oriente.

2. O modelo social europeu rebenta pelas costuras e os remendos são tantos! - restando já poucos activos para esbanjar e joias da coroa para servir de penhor.

3. Energúmenos clamam - quer do sector religioso, quer das facções políticas - num rebate que soa a falso e apenas movimenta os profissionais do confusionismo.

4. A maioria almeja pelo pão e descanso - se possível sem qualquer esforço físico ou intelectual - abocanhando, com astúcia e/ou oportunismo, tudo o que esteja ao seu alcance.

5. Os contemplativos aguardam as benesses que cairão dos céus; os meretrícios bocejam pelos clientes para se satisfazerem em posião sobranceira; os ronhentos cultivam esperanças...

6. Quem quizer trabalhar que trabalhe pois a escravatura há muito (?) que foi postergada!. Apenas queremos ser servidos, destruindo o que é comum...

7. O apelo à concertação e ao consenso morre no deserto das ideias e nos projectos adiados e/ou escondidos debaixo da cama.

Nau

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Nº. 821 - Psyche


1. O essencial para o homem comum é a subsistência e o sexo.

2. Para sustentar a vida basta o que serve para os seres vivos se desenvolverem, conservarem e produzirem energia.

3. Um bom meio ambiente é outrossim importante, obviando agressões físicas ou psíquicas, desgastantes ou meramente terminais.

4. O papel especial no acto da geração é protagonizado pelo sexo e dele depende a conformação particular do ser vivo.

5. Na luta pela sobrevivência o homem coopera, compete e campeia ou simplesmente vive porque a vida dura.

6. A vida sexual humana desabrocha muito antes do estado nubil, influenciada pelo meio ambiente e, sobretudo, pela convivência.

7. Logo, o sexo do nascituro está determinado embora a futura orientação possa ser influenciada por factores exógenos.

Nau

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Nº. 820 - Fim de Semana 7


1. De facto, somos cooperativistas porque a prática e a cooperação consegue dirimir a competitividade entre pessoas, tornando a concertação e a solidariedade mais real.

2. Todos os animais da mesma espécie têm necessidades idênticas; logo, são todos semelhantes em natureza, embora diferentes em capacidades - físicas e/ou intelectuais - que na cooperação tornam-se a força adequada para a almejada reforma da ancilosada comunidade dos nossos dias.

3. Por outro lado, a prática cooperativa não só disciplina o consumo, como robustece o espírito comunalista, através de consensos que não de jogos eleitorais em que o estratagema de 'um voto, um homem' apenas serve o interesse de oligarcas e de demagogos de serviço.

4. Repetimos: o Estado Providencial descredibilizou-se pela exaustão de meios, bem como pela doentia centralização, fundamentada na transformação de indivíduos capazes e dinâmicos em meros pensionistas que inexoravelmente serão confrontados  pela insolvência do alardeado projecto.

5. A apatia do maralhal continua vergada de impostos e na contemplação dos respectivos umbigos (ou um palmo abaixo deste) na expectativa que a recessão económica se esvaneça, mas os usurários não abdicam das suas onerosas regalias.

6. Claro que a luta popular só terá o desejado êxito através de uma ilustríssima e reverendíssima reforma: clamar por direitos sem o cumprimento das inerentes responsabilidades é disparate certo.

7. O regresso do Rei depende do robustecimento da consciência cooperativa.

Nau

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Nº. 819 - Luta Popular


1. A luta popular jamais poderá ser de desassossego anímico, isto é, violência gratuita.

2. Pois a violência sem fundamento apenas multiplica o mal-estar, zanga, cegueira, assim como o despertar dos impulsos mais baixos dos seres humanos.

3. Mobilizar os mais para a conquista do poder apenas resulta no prestar de trampolim a alguém; alçapremar algum figurão para o topo da comunidade, cometendo este os mesmíssimos erros do passado.

4. O movimento organizado em sindicatos para obter reivindicações económicas, sociais e políticas apenas serve para alimentar o espírito de classe que urge atenuar.

5. Mesmo com uma especialização em determinada área, a maior parte dos homens poderá dedicar-se a várias actividades - ora como mestre, ora como aprendiz - sem estatuto de classe única.

6. A maior parte das frustrações humanas são devidas à inadequação nas actividades em que se comprometem, dando as ditas frustrações azo a espíritos conflituosos e mórbidos.

7. Logo, a luta popular só terá o êxito desejado através de uma ilustríssima e reverendíssima reforma das mentalidades pela via e prática cooperativa.

Nau

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Nº. 818 - Prelo Real


1. Hoje é dia de Prelo Real, mas os afazeres são muitos e as sequelas das viroses ainda estão latentes.

2. Por outro lado, o prelo, como máquina primitiva de impressão manual, continua nas grandes esperanças - é agora, é agora - mas não arranca.

3. Real, isto é, não imaginária ou fictícia, tem sido a voracidade de uns e a apatia dos mais que, sem apelo nem agravo, se vergam ao peso dos impostos.

4. Falar das minhas recentes leituras não adianta: é matéria tão imbricada e chata como uma sessão da Assembleia da República, sem a democrática vantagem de lá se poder dormir.

5. Uma boa achega poderia ser dada pelos nossos amigos brasileiros, com a apresentação de uma resenha dos livros publicados no Cruzeiro do Sul, mas, tudo silêncio, até o meu homónimo não responde às cartas que aqui lhe enderecei.

6. Não resisto à tentação de mencionar um livro com textos coligidos por M.Y. Adamgy e uma introdução de Gary Leupp que reza assim: "Desde o 11 de Setembro que pessoas do EUA, poderosas e influentes, têm dito algumas coisas verdadeiramente estúpidas acerca do Islão e dos Muçulmano...".

7. O dito livro tem o pacífico título de "Um Repto à Ignorância em Relação ao Islão".

Nau

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nº. 817 - RAC


1. Sempre alimentei a esperança de que alguma cooperativa portuguesa - num mundo a rondar as 4 000 unidades - se apresentasse de motu proprio neste espaço.

2. Claro está que, ao tomar tal iniciativa, os promotores da mesma forçosamente não se identificariam com a opção institucional aqui preconizada.

3. As unidades cooperativas estão abertas a todas as pessoas interessadas em utilizar os seus serviços e responsabilidades inerentes, sem qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa.

4. Caracerizam-se as associações de índole cooperativo pela livre adesão, gestão democrática, independência de quaisquer grupos económicos ou facções políticas, objectivos sociais, ausência persecutiva do lucro e benefício pessoal dos cooperadores.

5. Nos exemplos apresentados ao longo da nossa actividade neste espaço tais princípios têm sido escrupulosamente respeitados: as cooperativas trazidas à ribalta apenas servirão como modelos inspiradores.

6. Assim, todo o grupo de cooperadores dinâmicos poderão anunciar neste espaço as suas actividades e projectos, eventualmente aliciando novos associados para os mesmos.

7. O Estado providencial por disponibilizar os meios necessários para remediar necessidades chegou ao fim e sobrevive carregando de impostos os menos favorecidos - é ttempo de arregaçar as mangas e lutar pelos nossos interesses, respondavel e solidariamente.

Nau

N. 816 - Doutrina Cooperativa


1. No Portal achego-,e ap cooperativismo; hoje, face à doutrina que é mister defender neste espaço, resta-me tresmalhar para o lado do comunalismo.

2. Nunca é demasiado repetir que o comunalismo é um sistema social que tem por fundamento a autonomia da comuna.

3. Logo, comuna é o agrupamento de pessoas que, segundo o número de habitantes num determinado espaço tomam a designação de aldeias, freguesias, concelhos, etc., com administração autónoma.

4. Claro que a diferença entre comuna e município é evidente, vinculada a primeira à prática cooperativa - gestão criteriosa e descentralizadora - e a segunda à estratégia sectária.

5. Sem dúvida que os partidos são essenciais para o funcionamento da democracia, agrupando pessoas com ideias comuns, mas tresvariando pela alvorotada obcessão da conquista das cadeiras do poder.

6. Em suma: tendo presente que o municipalismo tem sido a estratégia partidária para a conquista do poder,consolidada por soberanos a prazo, os comunalistas marcam a diferença, pela autonomia de inspiração cooperativa.

7. Quando mais a prática cooperativa se afirmar, mais o ímpeto pela conquista das cadeiras do poder se atenua, consolidando-se o fundamento democrático pelo regresso do soberano vitalício e hereditário.

Nau

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Nº. 815 - Portal Comunalista


1. Mesmo de portas escancaradas, ninguém se afoita a terçar argumentos - pró ou contra - o fundamento cooperativo.

2. Se bem me lembro, apenas durante a nossa passagem pelo 'monarquicos.com indice', Paulo Especial aventou a hipótese das cooperativas desatarem a competir umas com as outras, esboroando toda a razão das suas existências.

3. Claro que tal suposição é possível apenas numa optica clubística em que os jogadores são vendidos/comprados pelos clubes rivias numa fé desportiva que, como toda a espécie de fideísmo, suplanta qualquer tipo de razão.

4. Também se poderá considerar a tendência de alguma prática cooperativa descambar em facciosismos espúrios, isto é, na defesa de um só credo , fechado em si como um ovo, alimentado por aqueles que comungam os mesmos ideais.

5. A razão cooperativa tem por objecto a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados e estas, estou em crer, são transversais a todos os quadrantes políticos, logo uma boa escola para o exercício democrático.

6. Caso a cooperativa se transforme na extensão de qualquer credo político e/ou religioso, o problema será dos seus associados apenas se assumirem como sportinguistas, portistas, benfiquistas, etc., sendo a hipótese de crescimento limitada a tais adeptos.

7. Todos os seres da mesma espécie têm necessidades idênticas; o importante é que a satisfação destas se faça de modo racional, numa optica cooperativa, através da concertação, do consenso e da capacidade - física e intelectual - dos cooperadores.

Nau

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Nº. 814 - Psyche


1. Não somos liberais, porquanto o empresarismo criador de riqueza, apanágio dessa doutrina política, é mais equilibrado pela via cooperativa.

2. Não somos sociais-democratas, porquantoa redistribuição da riqueza por meios parlamentares defendida pelos partidos dominantes é pura cosmética, dado que a reforma social só é eficaz pela via cooperativa.

3. Não somos socialistas, porquanto defendendo a propriedade colectiva dos meios de produção e a supressão das classes sociais, estes mantêm o esquema de dirigentes e dirigidos (com ênfase nos primeiros) ao arredio do fundamento cooperativo.

4. Não somos comunistas, porquanto toda ditadura, mesmo que baseada na comunidade de bens e a abolição da propriedade privada, apenas subalterniza a maioria, jamais conduzindo esta a uma autêntica reforma social, possível unicamente pela prática cooperativa.

5. Não somos fideístas, porquanto não acreditamos que a fé suplante a razão, sobretudo no sector das reformas sociais, estas acessíveis pela via cooperativa.

6. Não somos republicanos, porquanto os interesses da comunidade jamais poderão ser defendidos por soberanos a prazo de génese partidária, num conluio adverso à prática cooperativa.

7. Somos cooperativistas, porquanto dirimimos a competitividade entre pessoas, motivando a cooperação e o apoio mútuo.

Nau

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Nº. 813 - Fim de Semana 6


1. A apatia do maralhal, bem como dos bem pensantes (fideístas aberrantes) são a razão da existência desta República canhestra.

2. O Estado dito Social rebenta pelas costuras salvando-se os timeiros de serviço, digo, os timoneiros que, servindo-se da posião dominante alcançada por via partidária, fazem jogos de prestidigitação política.

3. Saibamos escolher os parceiros para as actividades cooperativas que pretendemos realizar, traçando planos e estabelecendo metas, pequenos passos para a reforma da ancilosada República.

4. Repetimos: a harmonia cooperativista, dentro de uma prática comunalista, e o regresso do Rei, este por obviar disputas partidárias no topo da comunidade, são as grandes linhas do CMC.

5. As vozes discordantes alimentam debates esclarecedores, porém as mentes perversas apenas se satisfazem com as trapaças e os actos de vilania que lhes são peculiares.

6. "...somente pelo método da discussão, da crítica e da argumentação é realmente possível desenvolver as ideias correctas, eliminando as ideias erradas e resolver os problemas" - Mao dixit.

7. Fim de semana. Visita aos espaços ditos monárquicos - talvez me fique por 'Aqui d'el-Rei.

Nau

Nº. 812 - Luta Popular


1. "Os marxistas dogmáticos não fazem mais que brincar com o marxismo e a Revolução chinesa; para eles, não há lugar nas fileiras da Revolução chinesa. A cultura chinesa deve ter a sua forma própria, isto é, uma forma nacional. Uma forma nacional e um conteúdo de democracia nova, tal é a nossa cultura nova de hoje" - Max dixit.

2. "De vassoura na mão, deveis aprender a varrer; não fiqueis na cama à espera de que uma rabanada de vento se levante e faça desaparecer o pó... Há na China um velho ditado: 'levanta-te ao alvorecer e varre o páteo'. O alvorecer é o nascimento de um novo dia (...) Somente pensando e agindo dessa maneira lucraremos e teremos com que nos ocupar". - Max dixit.

3. "...Percorremos um caminho sinuoso. Lutámos, no seio do nosso Partido, contra os desvios oportunistas tanto de 'direita' cmo de 'esquerda' ... Instruidos pelos erros e reveses, crescemos em sabedoria e, em consequência disso, o nosso trabalho resulta melhor. É difícil a qualquer partido político ou a qualquer pessoa evitar cometer erros. Pedimos que se cometam menos. Quando se praticar algum erro, queremos que seja corrigido e, quando mais depressa e mais completamente o for, tanto melhor". - Mao dixit.

4. "... devemos aprender o que ignoramos. Devemos aprender com todos os que sabem (sejam eles quem forem) a trabalhar no domínio económico. Devemos considerá-los como nossos mestres, aprender com eles humilde e conscenciosamente. Quando não soubermos, confessemos a nossa ignorância; não devemos fingir-nos entendidos. Não tomemos ares de burocratas". - Mao dixit.

5. "Não se pode obrigar as pessoas a renunciarem ao idealismo nem a crerem no marxismo. Toda a questão de ordem ideológica, toda a controvérsia no seio do Povo, só pode ser resolvida por meios democráticos, meios de discussão, de crítica, de persuasão e de educação; não se pode resolvê-la por meios oercivos e repressivos". - Mao dixit.

6. "Seria não só ineficaz, mas ainda extremamente prejudicial adoptar métodos simplistas para reolver as questões ideológicas no seio do povo, as questões relativas ao mundo espiritual. Embora seja possível proibir a expressão das ideias erradas, elas não deixam de existir. E as ideias correctas se forem cultivadas em estufa, se não forem expostas ao vento e à chuva, se não forem imunizadas, não poderão triunfar das ideias erradas quando as enfrentarem. Por isso, somente pelo método da discussão, da crítica e da argumentação é realmente possível desenvolver as ideias correctas, eliminar as ideias erradas e resolver os problemas". - Mao dixit.

7. Mao sempre recomendou aos intelectuais chineses, "aprender a pensar por eles próprios".

Nau

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Nº. 811 - Prelo Real


1. Uma vez mais, as boas almas pensantes visitam este espaço, deixando como recuerdo a sua impressão digital, isto é, a ferradura.

2. Talvez por falta de argumentos, entre o zurro e o coice optam por este último fazendo encomendas de virus às mães-santas da informática.

3. Claro que a rapaziada (que fez uma formação técnica apressada) de virus percebe pouco, agarrando alguns servicinhos deste género, pois a vida está difícil.

4. Estou certo que os mandantes deste tipo de encomendas são pessoas com uma formação intelectual e religiosa impecáveis - tanto da esquerda, como da direita.

5. O importante é calar as vozes discordantes pois o pensamento único - tanto quanto à religião, como à doutrina política - é a melhor receita para as figuras tacanhas.

6. Para tais figurões, comunalismo é sinónimo de comunismo; cooperativismo próxima versão de corporativismo; monarquia,impossibilidade de se candidatar à Presidência da República...

7. Em sintonia com o PCTP/MRPP diremos: ninguém fara calar a vontade popular!

Nau

Nº. 810 - RAC


1. Será que o cooperativismo sobreleva o comunismo?. Claro que sim, porquanto o primeiro adestra o trabalhar juntamente e o segundo delega em terceiros as decisões que só a nós dizem respeito.

2. Será que o socialismo que defende o predomínio da sociedade sobre o indivíduo leva vantagem sobre o cooperativismo? . Claro que não, porquanto o primeiro preconiza o domínio do Estado e a extinção das classes sociais ("quanto mais tarde, melhor...") e os segundos apenas ficam vinculados à prática cooperativa.

3. será que os liberais, partidários da liberdade política, civil, económica e religiosa são mais eficientes na criação da riqueza do que os cooperativistas?. Claro que sim, porquanto os primeiros impõem o consumismo à maralha para o usufruto de maiores lucros a minorias, enquanto que os segundos apenas procuram satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperadores.

4. Melhor será ter presente que as riquezas naturais são exauríveis e a produção de sucedâneos a custo zero não é possível, mesmo com a utilização de andróides muito sofisticados, isto é, super-habilidosos.

5. Usufruir de um bem-estar - do corpo ou do espírito - sem nada contribuir  para isso, só através de milagres e estes nem os cooperativistas são capazes de realizar.

6. Quer a partidarização da sociedade, quer a sindicalização de trabalhadores profissionais oude patrões (comerciais, industriais, financeiros) poderão tornar a soceidade mais conflituosa, masraramente os berros curam as dores de cabeça.

7. A harmonia cooperativista, dentro de uma prática comunalista, e o regresso do Rei - este por obviar as disputas partidárias no topo da comunidade - são as grandes linhas do CMC: cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

Nota: apontamento suprimido em 5/2/14.

Nº. 809 - Doutrina Cooperativa


1. Ontem, no Portal, rompi pela doutrina cooperativa dentro; hoje, resta-me apelar à boa vontade dos eventuais leitores para a prática cooperativa.

2. Não basta afirmar que conhece duas ou vinte cooperativas portuguesas - num cômputo de 4000 - cujo funcionamento é deficiente para, daí, tirar conclusões erradas.

3. Não basta sublinhar que pertence (ou pertenceu) a várias cooperativas das quais guarda amargas experiências para vituperar contra todas as outras que não conhece.

4. Talvez o erro não seja apenas dos outros e, segundo a pecha cá do sítio, se tenha deixado enredar pelos mexiriqueiros de longo curriculum que nada fazem e tudo emperram.

5. Cooperar, trabalhar solidária e juntamente, precede qualquer embrião civilizacional e/ou religioso abertamente contestando a doutrina político-económica que preconiza a abolição da propriedade privada e a comunhão dos bens a distribuir segundo o princípio a cada um de acordo com as suas necessidades.

6. Tais receitas mirabolantes que delega em sacerdotes a tomada de decisões que só a nós pertence é uma fraude que apenas serve para robustecimento de um Estado campeador da burocracia e bonifrate do grande capital.

7. Saibamos escolher os parceiros para as actividades que pretendemos realizar - traçando planos, estabelecendo metas - sem perder de vista que o objectivo é satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperadores.

Nau

Nota: apontamento suprimido em 4/2/14.

Nº. 808 - Portal Comunalista


1. Como povoação medieval que se emancipava do feudalismo, governando-se autonomicamente, a moderna comuna tem por fundamento pequenas unidades cooperativas ligadas entre si.

2. A suscitada proximidade de cooperativas de produção, serviços, agrícolas, consumo, etc., é o estabelecimento de uma rede que através de recursos financeiros próprios, satisfaça as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.

3. Pequenas unidades aumentam a indispensável participação dos cooperadores na gestão das mesmas, tornando-as mais eficientes e adequadas tanto a comunas de pequenas, como as de grandes dimensões.

4. Criadas as expectativas num sistema politico-económico que preconiza a direcção e domínio do Estado nos bens de produção e consenso bem como de uma equitativa distribuição das riquezas, toda a iniciativa é coarctada e substituida por uma enredade burocracia.

5. A cultivada dependência num Estado todo poderoso só tem a aquiescência daqueles que beneficiam das sinecuras esportuladas pelas minorias que o tomaram de assalto e o controlam, bem como daqueles que, por manifesta incapacidade se submetem passivamente.

6. Toda a revolução destroi o momento e recria os mesmos esquemas do passado - o dos dirigentos e dos dirigidos - ronhosamente alimentados pelos gordos usurário sem rosto.

7. Os cooperativistas monárquico-comunalistas procuram, através do diálogo consolidar o futuro, tendo por fundamento a liberdade, a equidade e a solidariedade.

Nau

Nota: apontamento suprimido em 3/2/14.

Nº. 807 Psyche


1. Tanto a informática (técnica do tratamento da informação), como a dinâmica (relação entre forças e movimento) tomam diferente significado na palavra informação, poré, esta não é massa nem energia mas precisa de ambas para o seu valimento.

2. Sem os sentimentos fenómenos psíquicos respeitantes ao espírito individual, isto é, às faculdades intelectuais e morais de cada um, só pela análise de comportamentos alheios se poderá aquilatar benefícios e/ou impulsos desviantes.

3. O político obtem prazer a dominar o maralhal - além de outros políticos - através de comportamentos demagógicos, de argumentos circunstanciais e o mero estatuto adquirido pela função pública a que se alçapremou.

4. Sem dúvida que a Revolução Francesa teve por berço o Terror e este eliminou os aristocratas de então cortando-lhes as cabeças, porém mantendo as regras ancestrais baseadas na propriedade privada, bem como na transmissão desta.

5. Por outro lado, a Revolução no Novo Mundo, encabeçada pelos políticos estadunidenses, consistiu no alijar do colonialismo europeu - este baseado em administrações delegadas - substituido-o por governos locais, vinculados aos interesses do neo-colonialismo da potência dominante nas Américas.

6. Enquanto na Europa se eternizavam os conflitos entre dirigentes e dirigidos - sem Rei e sem Norte - no vasto território estadunidense a continuada partecipação nas guerras fratricidas europeias deu azo a jerarquização timocrática de que o 'tea party' é o exemplo.

7. Porém, nada se vislumbra - quer a leste, quer no ocidente - pois a autogestão/cogestão próxima do cooperativismo tem por antagonistas a apatia de uns e a fome de poder das minorias habituais.

Nau

Nota: apontamento suprimido em 2/2/14

Nº. 806 - Fim de Semana 5


1. O embrião da consciência nuclear abre as portas do conhecimento, suscita o processo da criatividade e adequa o comportamento humano

2. Sem dúvida que a maioria da gente lusa inveja quem tudo tem e almeja por um euromilhões que lhe proporcione usufruir daquilo que veementemente condena nos outros.

3. Toda actividade cooperativa deverá ser concertada com os mais aptos, os mais voluntariosos e os mais determinados em dar vida a pequenas unidades associativas que, numa frente comum, dirimirão os abusos de capitalistas, bem como de demagogos.

4. Pequenas unidades mas em grande número permitirão que o destino da maioria passe da mão dos oligarcas e políticos corruptos para as mãos da maioria que, decedidamente, conduzirá os seus destinos.

5. "A riqueza esvai-se porentre os dedos e ninguém pode escapar à inexorável morte, pelo que melhor será acabar honrando a vida, sem vileza, nada receando..." como, por palavras mais subtis, exprimia Mutanabi, poeta mulçumano do ano 303 da hégira.

6. Lamúrias, insultos e maledicência jorram de todos os quadrantes (monárquicos incluidos) chegando à desfaçatez dos energúmenos lançarem virus informáticos ao trabalho daqueles com os quais se encontram mal-entendidos por não comungarem as suas ideias.

7. Desafiava Mao Tsé Tung aos intelectuais chineses a "aprender a pensar por eles próprios" - tal igualmente se aplica aos camaradas portugueses.

Nau

Nota: apontamente suprimido em 2/2/14.

Nº. 805 - Luta popular


1. Frente ao Atlãntico, num pequeno rectângulo da Península Ibérica, há um povo ingovernado por carência cooperativa.

2. Com uma vasta disposição para os sentimentos religiosos, esta leva a crer que tudo se resolve por intervenção de entes supremos, bastando a palavra de sacerdotes encartados e/ou de políticos demagogos, isto é, daqueles que fazem dos negócios públicos a sua profissão, para a coisa ir andando.

3. Mas o que faz a coisa andar é a vida - espaço de tempo que decorre do nascimento de um ser vivo até à sua morte - enquanto a vida dura, sendo tal espaço preenchido por grandes esperanças, muitas desilusões, alguns projectos materializados e, sobretudo, a pecha de mal-dizer a toda a sela.

4. A discussão de ideias vai do insulto ao arroto, acabando nas lamúrias habituais e à maledicência, apanágio dos frustrados , bem como daqueles que, por preguiça física e intelectual, se guardam para o dia seguinte que jamais se avizinha.

5. Por todos os meios, procura-se silenciar aqueles que não comungam das mesmas ideias, tidos como ultrages às suas imaculadas doutrinas ou perigo manifesto para a fé que fazem questão de alardear, embora fujam sempre à prática da sã moral, bem como da solidariedade para com os seus semelhantes.

6. O silêncio que tem sido imposto neste espaço é devido à continuada artimanha de infectar os computadores de serviço, pelo que, pacientemente, aguardamos que tais mentes perversas que o praticam se cansem e vão prá p. q. os p..

7. Nada fará parar a luta popular em que estamos empenhados pois, dentro em breve, o movimento CMC (cooperativimo monárquico-comunalista) será imparável.

Nau

Nº. 804 - Prelo Real: Mutanabi


1. Hoje chamo a vossa atenção para o poeta muçulmano Abdul - l - Tayyib Ahmad Ibn al-Hussayn (Mutanabi), de origem iemenita, que nasceu no ano de 303 da hégira (915/6 d.d.).

2. Segundo consta, Abdul - L -Tayyib, nasceu no seio de uma família muito modesta, mas cedo evidenciou a sua vocação poética de uma sensibilidade cativante, bem como uma prodigiosa memória.

3. Desgostoso do convulsionado tempo em que vivia, o poeta voltou-se para o passado, esconjurando os conterrâneos pela falta de lhaneza e perversidade, insofridos e pouco tolerantes.

4. A força da vida se vai, tal como a juventude, dado que tudo é efémero, melhor será escudar-se do desagradável.

5. A riqueza se esvai por entre os dedos e ninguém pode escapar à inexorável morte, pelo que melhor será acabar honrando a vida, sem vileza, nada receando, porquanto o fim é mera incógnita.

6. Não tendo os conhecimentos acerca da língua muçulmana de Fernando Amaro Monteiro, nem a elegância estilista deste, socorri-me da versão castelhana de Emílio Garcia Gomez, que espero seja do vosso agrado.

7. "He perdido mi edad y mi vida. Oxalá ésta hubiera pasado en otro pueblo diferente, de los ya extinguidos! / Esos pueblos fueron hijos de la juventud del Tiempo, / y el Tiempo los alegró. Nosotros yanlo hemos cogido decrépito. / Cuando el Destino hace brotar contra nosotros  un asta de lanza, / nunca falta un hombre  que encaje en esa lanza un hierro agudo. / No te quejes a nadie, porque has de producirle alegria: / Es como si un herido en la lid se quejase a los cuervos y a los buitres; / los instrumentos de la vida son el vigor y la juventud: / cuando ambos abandonam al hombre, la vida se va. / Morir e sufrir  son para mi preferibles a la inacción: Anchíssima es la tierra y el mundo es de quien vence. / Evita a tus ojos todo lo penoso de ver ; Al fin Y al cabo, todo pasa, y lo que ven ins tus ojos dispertos es como sueños. / La miseria de mi vida sería perder mi honor, / pero non sería perder la riqueza. / El mancebo noble debe acceptar el encuentro de la muerte / sombría, pero no el encontro de la vileza. / Somos hijos de los Muertos. Por qué, entonces, / rechazamos la copa en que hay que beber? .,.. / Muere el pastor en su ignorancia  / lo mismo que Galeno con su Medicina, /  yhasta quizá vierá más que Galeno con su Medicina, / y hasta quizá vivirá más que Galeno / y por caminos más seguros... / No alcanza la inmunidad de la muerte el que la espera / con el corazón trémulo de espanto. / Goza, ahora que vives, de la vigilia y del sueño, / y no esperes dormir baso la losa. / Este 'tércer estado' tiene un sentido diferente / del tienen nuestras palabras 'dormir' y 'estar despierto'.".

Nau

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Nº. 803 - RAC


1. Pela Europa toda, as hortas dentro das grandes urbes são uma realidade, tal como se verifica em Berlim.

2. Há hortas ecológicas, hortas em estufas, hortas até nos quintais de certos restaurantes que fazem gala em afirmar que os vegetais incluidos nas suas saladas estão isentos de produtos químicos.

3. A febre de produtos frescos - e de boa qualidade! - são já preocupação de autarcas de todos os quadrantes políticos, tendo ganho alguma visibilidade em Lisboa com a passagem de João Soares pela presidência camarária.

4. Já no tempo de Sidónio Pais - e reflexo dos desmandos verificados na 1ª República - aquele ditador sugeriu aos lisboetas o cultivo de alfaces em tudo que era terra - em vaso, caixote ou varanda - advindo daí o epíteto de alfacinha aos residentes da capital.

5. No último apontamento avancei com a hipótese da exploração de hortas comuns na velha tradição cooperativista, podendo os mini projectos - estufas, sementes e técnicas de desenvolvimento - serem adquiridos nas casas dessa especialidade.

6. O êxito que se tem verificado neste tipo de hortas em Berlim é digno de ser seguido, pelo que a sugestão aqui apresentada tem cabeça, mãos e pés para ir avante, particularmente nos tempos difíceis que por aí se advinham.

7. A segunda hipótese consiste na formação de uma cooperativa "irregular", isto é sem implicância de estatutos, mero acordo de cavalheiros que fazem a compra e armazenamento de produtos essenciais para um grupo de famílias.

Nau

Nota: apontamento suprimido em 29/1/14.