domingo, 29 de setembro de 2013

Nº. 681 - Portal Comunalista


1. Por muito que se fale do comunalismo haverá sempre alguém que se faz de desentendido ora confundidndo tal ideia com seitas religiosas, ora chamando a ateñção para o municipalismo vigente que serve apenas para um statu quo anódino.

2. Também a palavra portal - entrada grandiosa de um edifício - tem causado engulhos a muita gente que talvez se contentasse com entrada fronho, mais preocupada com as superfluidades do que com a substância - talvez por isso ter sido o recurso para não ficar calada.

3. Recentemente um anarquista luso, bisneto de um bombista da 1ª República, procurou suscitar em mim uma certa simpatia para com a sua causa, afiançando que a carreira universitária na qual se aventurara pela Europa fora mais lhe robustecera o orgulho pelo avoengo em causa.

4. Por outro lado, muitos que se dizem realistas evocam ascendências ilustres para sublinhar as suas simpatias pela instituição monárquica, esquecendo que numa convivência multi-secular impossível será qualquer família não ter na sua árvore genealógica o que pior há na comunidade lusa.

5. Acreditar que pela mudança de regimen político e a profusão de imagens de santos e santinhas se acabará com a corrupção em Portugal, obrigando políticos e empresários a trabalhar apenas para o bem comum, é de um absurdo estupidificante.

6. Poderíamos continuar a sugerir temas para este espaço porém, de momento, o que importa é pedir ao eleitor nas próximas eleições que penalize os partidos com assento parlamentar durante os últimos 30 anos.

7. O PCPTP/MRPP é o voto do protesto.

Nau

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