segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Nº 661 - Doutrina Cooperativa


1. O amor excessivo ao bem próprio sem respeito pelos interesses alheios; a fome de poder, de mandar, de impor a sua autoridade; a disposição para agredir, sem razão ou motivo, são aspectos do normal comportamento humano.

2. Sem dúvida que o individualismo de alguns (em que as supra mencionadas características se exacerbam) foi no passado e é no presente impulsionador do progresso económico e social, embora fautor de larga angústia a muita boa gente.

3. No entanto, a cooperação sempre esteve na ribalta - desde os primeiros passos dados pelo homem no planeta Terra - na defesa da fêmea e da prole; na formação dos primitivos agregados; na recoleta e, mais tarde, no arroteamento das terras, na caça, na pesca e até na pastorícia.

4. O capitalismo é um sistema económico baseado na propriedade privada dos meios de produção e na existência de um mercado onde se compra e vende com a finalidade da obtenção do máximo de lucro, por via de cálculos sobre ganhos e custos.

5. A força de trabalho faz parte da mercadoria - oferecida e procurada no referido mercado - com a qual empresários dinamizam projectos assegurando a produção e distribuição de produtos; repartindo salários e benefícios; embolsando os respectivos lucros.

6. Procura o Estado, como organismo político-administrativo, sofrear o capitalismo do mercado livre dando origem a um centralismo burocrático, eivado dos mesmíssimos defeitos do sistema que procura combater, alienando vontades e infatilizando os mais.

7. Logo, o reforço da cooperação é a hipótese que se apresenta sendo esta possível através da "associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais, por meio de propriedade comum e gestão democrática".

Nau

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