sábado, 7 de setembro de 2013

Nº. 659 - Psyche


1. Na Idade Média, comuna era a designação que tomavam os aglomerados humanos com administração própria, por carta de autonomia outorgada oelo soberano.

2. A comuna - que em Portugal correspondia a uma mescla de bairro e município de cariz da Antiga Roma - ganhava o direito de se governar, sendo este uma das aspirações da burguesia de então.

3. Bom é ter presente que a burguesia em causa era bastante empreendedora, devotada à actividade mercantil, a qual consistia na compra de produtos agrícolas in loco e venda nas urbes, dando azo a que aí se desenvolvessem pequenas indústrias cujos produtos eram comercializados nos meios rurais.

4. As actividades da burguesia mercantil cedo deram lugar à intervenção de usurários - os que financiavam as operações em causa - bem como à multiplicação de funcionários públicos que justificavam a sua existência através da inevitável cobrança de impostos.

5. Enquanto no meio rural se apostava no aumento de braços na família (rebentos e criadagem) para o arroteamento das terras, nas urbes o entesouramento impunham os grandes burgueses - não como classe mercantil, mas como cortesãos, isto é, exploradores do trabalho alheio.

6. Hoje, procurando emular com os senhores dantanho, a classe média burguesa presume ter nascido para ser servida, desprezando tudo e todos que modestamente ganham a vida a trabalhar para o bem comum - seja a varrer as ruas, seja a proteger o património dos mais - que outros conspurcam ou vandalizam.

7. Logo, na linha maoísta, não será a repressão ou a punição que urge implementar, mas uma simples reeducação das comunidades humanas.

Nau

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