sábado, 21 de setembro de 2013
Nº. 673 - Psyche
1. Responsável é todo aquele que responde pelos seus actos e sofre as consequências daí resultantes.
2. Logo, a obrigação de levar a cabo os compromissos assumidos, a obedecer aos deveres inerentes, a cumprir a palavra dada, tem por fundamento a faculdade de se agir deste ou doutro modo - ou nem sequer agir - por seu livre arbítrio.
3. A responsabilidade deriva da opção feita, da liberdade ou faculdade de escolha, pelo que o mero acto de delegar será transferir o nosso poder de decisão a outrém, fugindo do incómodo de deliberar, resolver, exprimir uma preferência.
4. Sem qualquer pejo abdicamos da nossa liberdade - embora a mesma continue a ser invocada como um direito inalienável - numa escapatória à resolução que só depende da nossa vontade, não abdicando de exprobar os outros pelos erros ou más consequências das decisões por estes assumidas.
5. A categoria dos indivíduos fundamentada na diferença de condições sociais, na desigualdade entre os sexos, no racismo ou outro estratagema artificioso apenas são trazidos à colação para alimentar disputas, estas originadas por frustrações insofridas.
6. Em verdade, aos olhos do indivíduo desprovido de meios materiais o mundo parece diferente daquele auferido por alguém bafejado por benesses ( lucros conseguidos sem esforço nem trabalho) ou bens herdados por ventura, mas apenas as oportunidades entre ambos diferem.
7. Em suma: responsabilidade e liberdade são conceitos incontroversos; as oportunidade meras coisas aleatórias - a percepção das mesmas é o cerne da diferença.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário