quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Nº. 678 - Luta Popular
1. O povo, nome colectivo das pessoas que vivem num país sujeitos às mesmas leis, não luta - a maioria procura a sua subsistência, isto é, o necessário para sustentar a vida.
2. Claro que a maioria é o povoléu, o populacho, a plebe que no colectivo apenas vale como número para fins estatísticos porquanto a minoria - bem instalada na vida - é a razão do Estado de Direito e das leis em vigor no mesmo.
3. A classe intermédia - aquela sobre a qual incidem o grosso dos impostos que sustentam a comunidade - essa de facto luta, mas para manter o seu estatuto de serventuária dos possidentes que vai macaqueando com muito empenho.
4. Os possidentes entesouram e, como é normal em qualquer pagador de impostos, escamoteiam o património - ora diminuindo o seu valor real, ora mantendo-o em parte incerta, mas em boa segurança - persistindo como mentores da partidocracia que nos governa.
5. A corrupção - subornar com peitas, presentes e/ou favores - é prática corrente, tanto para a realização de grandes projectos que apenas satisfazem vaidads ou interesses particulares, comom para abafar escândalos e proteger amigos.
6. O confronto partidário, isto é, entre os partidos com assento parlamentar, é apenas clubístico: os marxistas-leninistas, estrategicamente, abdicam do leninismo; os socialistas aspiram por uma sociedade sem classes, mas quanto mais tarde melhor; os sociais-democratas apostam na redistribuição da riqueza, começando por eles próprios; os liberais são tão burocratas como os adeptos do centralismo radical.
7. Nas próximas eleições vota Joana Miranda, nas autárquicas; Garcia Pereira, nas legislativas.
Nau
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