quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Nº. 671 - Luta Popular


1. A máquina partidária dos políticos que têm tido lugar na Assembleia da República não merece o nosso respeito pelos desaforos praticados no seu meio.

2. Conhecida como agência de emprego para a pazada anual de licenciados que abundam na via pública sem qualquer experiência profissional, os partidos dificilmente se identificam com a doutrina política que, supostamente, defendem.

3. Tanto a esquerda, como a direita portuguesa actuam como se estivessemos a viver em meados do século passado - com o mesmo servilismo que então devotavam a Moscovo, a mesma vacuidade (agora como órfãos) da salazarquia - secundados por larga clientela.

4. Uma miríade de pequenas organizações medram em ambos os extremos, ligados a chefes quarteleiros ou gurus das purezas doutrinárias, agarrados a fórmulas e a credos que não podem ser exorcismados ou só a custo se revelam, saciando a fome de protagonismo e/ou de coisas exóticas.

5. Claro que a maioria das pessoas se está borrifando para a política, apenas cultivando o desporto de mal-dizer, aproveitando as festas e as passeatas que lhes são proporcionadas, de duvidoso aproveitamento à boca das urnas, mas de natural descompressão.

6. Nos blogs da Internet apenas se alardeiam as opções clubísticas - comedidas umas, desbragadas outras - vituperando tudo e todos que estejam na bancada contrária; defendeno as cores por azedume e frustração das expectativas de vidas goradas.

7. Resta-nos o PCTP/MRPP: nas eleições autárquicas vota Joana Miranda; nas legislativas, Garcia Pereira.

Nau

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