segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Nº. 682 - Doutrina Cooperativa


1. Partilhar projectos é contribuir para a realização de consensos - única via para uma gestão democrática.

2. A gestão democrática significa dependência mútua e responsável entre os cooperantes - é uma função nobre e enrobustece a solidariedade.

3. A solidariedade, uma identificação de sentimentos, de ideias, de doutrinas, estimula a disposição de reconhecer o direito à diferença de cada um.

4. O direito à diferença permite qualquer pessoa de agir de um ou outro modo (ou não agir) por seu livre arbítrio, em suma - a liberdade.

5. Sem a persecução doentia do lucro (valores acumulados acima do que é necessário para a gestão de qualquer empreendimento) a cooperativa é a plataforma ideal para a satisfação de necessidades económicas, sociais e culturais.

6. Tendo ganho o hábito de viver acima das suas possibilidades - especiarias da Índia; ouro do Brasil; hemorragia demográfica e retorno de bens fungíveis - Portugal definha, sem Rei e sem Norte.

7. Os partidos com assento na Assembleia da República demonstram incapacidades em dar novo rumo ao país - urgente é votar nas próximas eleições no PCTP/MRPP.

Nau

domingo, 29 de setembro de 2013

Nº. 681 - Portal Comunalista


1. Por muito que se fale do comunalismo haverá sempre alguém que se faz de desentendido ora confundidndo tal ideia com seitas religiosas, ora chamando a ateñção para o municipalismo vigente que serve apenas para um statu quo anódino.

2. Também a palavra portal - entrada grandiosa de um edifício - tem causado engulhos a muita gente que talvez se contentasse com entrada fronho, mais preocupada com as superfluidades do que com a substância - talvez por isso ter sido o recurso para não ficar calada.

3. Recentemente um anarquista luso, bisneto de um bombista da 1ª República, procurou suscitar em mim uma certa simpatia para com a sua causa, afiançando que a carreira universitária na qual se aventurara pela Europa fora mais lhe robustecera o orgulho pelo avoengo em causa.

4. Por outro lado, muitos que se dizem realistas evocam ascendências ilustres para sublinhar as suas simpatias pela instituição monárquica, esquecendo que numa convivência multi-secular impossível será qualquer família não ter na sua árvore genealógica o que pior há na comunidade lusa.

5. Acreditar que pela mudança de regimen político e a profusão de imagens de santos e santinhas se acabará com a corrupção em Portugal, obrigando políticos e empresários a trabalhar apenas para o bem comum, é de um absurdo estupidificante.

6. Poderíamos continuar a sugerir temas para este espaço porém, de momento, o que importa é pedir ao eleitor nas próximas eleições que penalize os partidos com assento parlamentar durante os últimos 30 anos.

7. O PCPTP/MRPP é o voto do protesto.

Nau

sábado, 28 de setembro de 2013

Nº. 680 - Psyche


1. O sexo é o modo como se acha formado o ser vivo e que lhe permite uma função ou papel crítico no acto da geração.

2. A forma específica como cada espécie se adapta às variações externas, não depende somente das suas características próprias, mas também do tipo de interacção que realiza com o meio ambiente.

3. Logo, os impulsos fisiológicos (a fome, a sede. o sexo e outras coisas mais) motivam o comportamento humano, condicionado pelas necessidades sociais de segurança, pertença, auto-estima e auto-realização.

4. Porém, é na puberdade que o processo de maturação das glândulas sexuais tem início, condicionado pelas secreções da hipófise (crescimento, desenvolvimento, metabolismo), dado que o mecanismo hormonal tem grande relevância no comportamento humano, acrescido pelos hábitos e pela aprendizagem.

5. A aprendizagem é, basicamente, efectuada pelo instinto e pela observação/informação adquirida, pelo que um pouco antes ou durante a adolescência, os jovens de 11 e 12 anos descobrem o interesse pelo sexo oposto, explorando, tacitamente, a diferença.

6. Sendo a frustração o resultado de expectativas malogradas e/ou insucesso, esta terá implicações profundas na construção da personalidade, incluindo pensamentos, motivos, emoções, interesses, atitudes, capacidades e outros fenómenos semelhantes.

7. Abordar o sexo é entrar num mundo de relatos e casos sui generis que eventualmente serão contemplados em próximos apontamentos.

Nau

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Nº. 679 - Fim de Semana 39


1. A percepção de coisas tão importantes como a responsabilidade, a liberdade e a oportunidade - quer externamente pelos sentidos, quer pela consciência - define o carácter comunalista.

2. Optar pela cooperação e, sobretudo, pela prática cooperativa é pugnar eficientemente pela reforma das mentalidades e pelo robustecimento da comuna.

3. Claro que a responsabilidade e a liberdade são a base da descentralização administrativa, reforçada pela prática cooperativa que é totalmente aversa às capelinhas partidocráticas.

4. Sem dúvida que a cooperativa é como um domínio público, porquanto todos os praticantes poderão beneficiar de tal espaço, mas este não é, de modo algum, propriedade particular.

5. Os bons exemplos são para ser observados e esta é a razão do relevo dado neste espaço a Henrique Sousa que, sem toleimas ou fome de protagonismo, é autêntico abencerragem no deserto das ideias lusas.

6. De facto, a luta popular não é do colectivo, mas dos vários interesses que actuam de costas voltadas uns para os outros - a partidocracia é apenas o acerbamento do mau clubismo.

7. Votar, nas presentes circunstâncias, poderá ser um acto de protesto, mas racional quando direccionado a Joana Miranda, nas autárquicas, e a Garcia Pereira, nas legislativas.

Nau

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Nº. 678 - Luta Popular


1. O povo, nome colectivo das pessoas que vivem num país sujeitos às mesmas leis, não luta - a maioria procura a sua subsistência, isto é, o necessário para sustentar a vida.

2. Claro que a maioria é o povoléu, o populacho, a plebe que no colectivo apenas vale como número para fins estatísticos porquanto a minoria - bem instalada na vida - é a razão do Estado de Direito e das leis em vigor no mesmo.

3. A classe intermédia - aquela sobre a qual incidem o grosso dos impostos que sustentam a comunidade - essa de facto luta, mas para manter o seu estatuto de serventuária dos possidentes que vai macaqueando com muito empenho.

4. Os possidentes entesouram e, como é normal em qualquer pagador de impostos, escamoteiam o património - ora diminuindo o seu valor real, ora mantendo-o em parte incerta, mas em boa segurança - persistindo como mentores da partidocracia que nos governa.

5. A corrupção - subornar com peitas, presentes e/ou favores - é prática corrente, tanto para a realização de grandes projectos que apenas satisfazem vaidads ou interesses particulares, comom para abafar escândalos e proteger amigos.

6. O confronto partidário, isto é, entre os partidos com assento parlamentar, é apenas clubístico: os marxistas-leninistas, estrategicamente, abdicam do leninismo; os socialistas aspiram por uma sociedade sem classes, mas quanto mais tarde melhor; os sociais-democratas apostam na redistribuição da riqueza, começando por eles próprios; os liberais são tão burocratas como os adeptos do centralismo radical.

7. Nas próximas eleições vota Joana Miranda, nas autárquicas; Garcia Pereira, nas legislativas.

Nau

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Nº. 677 - Prelo Real: Henrique Sousa


1. Hoje recomendamos o enriquecimento da vossa biblioteca com livros de boa referência - quatro livros de Henrique Sousa:

2. "Energia de Ponta", informações práticas sobre como fabricar pilhas de alumínio-ar, pilhas de combustível de hidrogénio e outras coisas mais.

3- "Manifesto Robotista", com a denúncia do que pior há no aproveitamento máximo das circunstâncias em benefício próprio; na fome de protagonismo de alguns.

4. "Das Tinturra", num apelo à educação dos mais, de modo a moderar os apetites infantis inatos, desenvolvendo a empatia e o espírito de entreajuda.

5. "O Manifesto Desmontado", aaque frontal ao manifesto m'Energia para Portugal' que pretende atribuir o sobrecusto (que é benefício da EDP) às energias renováveis.

6. Aos quatro livros de Henrique Sousa acrestamos "Deus Tornou-se Visível", bons temas para reflexões, a par de "O Grande Desígnio", de Stephen W. Hawking e Leonard Mlodinow.

7. Mais informações no - Lulu Author Spotlight.

Nau

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Nº. 676 - RAC


1. A real actividade cooperativa não é somente aquela praticada pelos realistas (realistas, na acepção de partidário do Rei) mas, a grosso modo, pelos comunalistas criteriosos.

2. Como é óbvio, os comunalistas terão múltiplas opções políticas e credos religiosos, porém a unidade onde satisfazem as suas necessidades económicas, sociais e culturais é na sua cooperativa.

3. Na sua cooperativa os comunalistas têm presente que esta é propriedade comum, sem fins lucrativos, de gestão democrática, pelo que o afastamento voluntário da mesma não lhe trará qualquer benefício material.

4. De facto, a cooperativa é como um domínio público - todos poderão beneficiar de tal espaço, mas não é propriedade particular - pelo que o cultivo de boas relações entre os cooperantes é prática natural.

5. Com personalidade jurídica própria e, voltamos a sublinhar, sem fins lucrativos, as cooperativas prestarão serviços: actuarão nos ramos do crédito, do seguro, do ensino, produção , solidariedade social, comercialização e tantas outras actividades que os seus membros pretendam desenvolver.

6. Embora as cooperativas como pesssoas jurídicas colectivas privadas, sem fins lucrativos, possam articular as suas actividades em Uniões, Federações e Confederações, o espírito destas não será do centralismo burocrático, nem de clubismos espúrios, mas simples coordenação das actividade afins.

7. "São cooperativas de ensino as que tenham por objecto principal a manutenção de um estabelecimento de ensino" (Artº. 2, parag. 1, Dec-Lei 441-A/82, de 6 de Novembro): Universidade Lusíada (www.ulusiada.pt); Instituto Piaget (www.oiaget.org) ; CESPU (info@cespu.pt).

Nau

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Nº. 675 - Doutrina Cooperativa


1. Vamos lá trocar por miúdos a entrada de ontem: comunalista é o adepto da descentralização burocrática numa operação realista.

2. Sendo o comunalista defensor da administração popular esta é exercida pelas vereações municipais em consonância com as vereações das respectivas freguesias.

3. Logo, a descentralização da administração pública é realizada através do município, tendo este o direito de se governar e administrar pelas suas próprias leis.

4. Claro que os partidocratas têm viciado o sistema municipalista, mas o saneamento deste só é possível através dos comunalistas criteriosos.

5. As cooperativas distinguem-se pela prática que não pelo "clubismo"; na actuação destas, cada membro vai-se habituando a lidar com diferentes credos religiosos e diferentes cores políticas, valendo apenas os objectivos concertados por largo consenso.

6. Segundo o pensamento de Mao, a reeducação é mais imporante do que a prática Estaliniana, pelo que a doutrina comunalista será consolidada pelos princípios de Rochdale, na base de uma eonomia social.

7. Realista é todo aquele que age com realismo, considerando os objectivos tão importantes como a figura do Rei, este tido como o garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da instituição política.

Nau

domingo, 22 de setembro de 2013

Nº. 674 - Portal Comunalista


1. Comunalista é o adepto da descentralização burocrática numa operação realista.

2. A centralização em curso - tanto a de feição socialista, como a de cariz liberal - é levada a cabo por tecnocratas que presumem ser esta uma tendencia universal.

3. De facto, coligida a informação de todas as fontes disponíveis, a questão é trabalhar os dados adquiridos e aplicar as fórmulas há muito conhecidas, segundo as tonalidades partidárias.

4. Se assim fosse, um potente computador substituiria toda a pesada máquina governamental, com a vantagem de não termos que ser confrontados com os aselhas que nos têm governado, pelo menos, nos últimos 50 anos.

5. Pelo sim e pelo não, nós, os cooperativistas, continuamos a pugnar pela cooperação entre as pessoas, em unidades bem dimensionadas, a fim destas poderem satisfazer as necessidades económicas, culturais e sociais dos cooperantes.

6. A prática cooperativa será o escudo ideal para sustar tanto as investidas dos tecnocratas da direita, como os da esquerda, por mais avançados que estes se afirmem no processo tecnológico.

7. Resta aos cooperativistas continuarem a apelar para o bom-senso a fim de que o número dos comunalistas criteriosos possa aumentar o mais rapidamente possível.

Nau

sábado, 21 de setembro de 2013

Nº. 673 - Psyche


1. Responsável é todo aquele que responde pelos seus actos e sofre as consequências daí resultantes.

2. Logo, a obrigação de levar a cabo os compromissos assumidos, a obedecer aos deveres inerentes, a cumprir a palavra dada, tem por fundamento a faculdade de se agir deste ou doutro modo - ou nem sequer agir - por seu livre arbítrio.

3. A responsabilidade deriva da opção feita, da liberdade ou faculdade de escolha, pelo que o mero acto de delegar será transferir o nosso poder de decisão a outrém, fugindo do incómodo de deliberar, resolver, exprimir uma preferência.

4. Sem qualquer pejo abdicamos da nossa liberdade - embora a mesma continue a ser invocada como um direito inalienável - numa escapatória à resolução que só depende da nossa vontade, não abdicando de exprobar os outros pelos erros ou más consequências das decisões por estes assumidas.

5. A categoria dos indivíduos fundamentada na diferença de condições sociais, na desigualdade entre os sexos, no racismo ou outro estratagema artificioso apenas são trazidos à colação para alimentar disputas, estas originadas por frustrações insofridas.

6. Em verdade, aos olhos do indivíduo desprovido de meios materiais o mundo parece diferente daquele auferido por alguém bafejado por benesses ( lucros conseguidos sem esforço nem trabalho) ou bens herdados por ventura, mas apenas as oportunidades entre ambos diferem.

7. Em suma: responsabilidade e liberdade são conceitos incontroversos; as oportunidade meras coisas aleatórias - a percepção das mesmas é o cerne da diferença.

Nau

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nº. 672 - Fim de Semana 38


1. A impossibilidade de dissecar quantitativamente em laboratório a faculdade de percepcionar, apreender, intuir e outras coisas da mesma jaez será frustrante, contudo (e frequentemente) usamos algo cuja natureza não se compreende - o que é a inteligência?.

2. Conjecturar será o recurso, mas o debate de coisas aparentemente inextrincáveis é um bom exercício porquanto motiva os comunalistas criteriosos a expor as suas razões num portal que continua escancarado sem afoitos interlocutores; porém, os temas de interesse comum não faltam.

3. Também os desafios para uma frutuosa actividade cooperativa saltam aos olhos, desde a ventura de uma "casa de férias", aliada a uma aprendizagem ecológica, esta extensível à criação de outras cooperativas de interesse muito pertinente nos difíceis tempos em que vivemos, i.e., as cooperativas de consumo.

4. Os números demonstram que a população portuguesa segue no encalço dos outros membros da União Europeia: o apelo das grandes urbes deseraiza e aparentemente esmaga o espírito comunalista através do centralismo burocrático que é urgente combater.

5. Um cheiro de poesia vem mesmo a calhar, nas palavras do poeta batalhense José Travaços Santos: "mas em quantas mudanças nós não temos voz e ficamos sós com a esperança", (poemas "Guarda-Livros", editora Folheto Edições e Design).

6. Não, não baixamos os braços. Não aceitamos uma República partidocrática, nem uma Monarquia redentorista porquanto o regresso do Rei só será possível através do robustecimeno do conceito cooperativista monárquico-comunalista.

7. Votar nos partidos que ainda não tiveram lugar na Assembleia da República é uma boa hipótese - o chamado voto de protesto - mas votar no PCTP/MRPP é reacender a chama da esperança pois, parafraseando o poeta José Travaços Santos, não estamos sós.

Nau

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Nº. 671 - Luta Popular


1. A máquina partidária dos políticos que têm tido lugar na Assembleia da República não merece o nosso respeito pelos desaforos praticados no seu meio.

2. Conhecida como agência de emprego para a pazada anual de licenciados que abundam na via pública sem qualquer experiência profissional, os partidos dificilmente se identificam com a doutrina política que, supostamente, defendem.

3. Tanto a esquerda, como a direita portuguesa actuam como se estivessemos a viver em meados do século passado - com o mesmo servilismo que então devotavam a Moscovo, a mesma vacuidade (agora como órfãos) da salazarquia - secundados por larga clientela.

4. Uma miríade de pequenas organizações medram em ambos os extremos, ligados a chefes quarteleiros ou gurus das purezas doutrinárias, agarrados a fórmulas e a credos que não podem ser exorcismados ou só a custo se revelam, saciando a fome de protagonismo e/ou de coisas exóticas.

5. Claro que a maioria das pessoas se está borrifando para a política, apenas cultivando o desporto de mal-dizer, aproveitando as festas e as passeatas que lhes são proporcionadas, de duvidoso aproveitamento à boca das urnas, mas de natural descompressão.

6. Nos blogs da Internet apenas se alardeiam as opções clubísticas - comedidas umas, desbragadas outras - vituperando tudo e todos que estejam na bancada contrária; defendeno as cores por azedume e frustração das expectativas de vidas goradas.

7. Resta-nos o PCTP/MRPP: nas eleições autárquicas vota Joana Miranda; nas legislativas, Garcia Pereira.

Nau

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Nº. 673 - Prelo Real: Guarda-Livros


1. Guarda-livros, num passado recente, era o empregado de casa comercialque registava a actividade da empresa.

2. fora da área comercial, guarda livros seria aquele incumbido de zelar pela conservação e arrumo de livros, estes considerados como documentos estimáveis cuja existência era importante acautelar.

3. O simples hábito de guardar livros a título pessoal apenas revela o amor pela leitura e a necessidade de manter estes à mão, isto é, fáceis de compulsar, folhear ou percorrer páginas a esmo, por mero prazer.

4. Sentimento ou deleite em chamar de novo à memória imagens, emoções, factos que nos impressionaram e que, metaforicamente, dizemos terem ficado guardados no coração, presumo ter sido a intenção do poeta José Travaços Santos.

5. Assim, o "Guarda-Livros", obra publicada em Junho de 2011 pela Folheto Edições e Design (folheto@gmail.com), é uma sucessão de registos num livro de devoção do poeta que nos apraz ler e reler porquanto, em cada passagem de olhos, lembra qualquer coisa de nós, algo que nunca soubemos exprimir com tanta subtileza.

6. Espectadores:

   Mudam-se os tempos,
   mudam-se as vontades;
   a nossa esperança
   está sempre na mudança.

   Mas em quantas mudanças
   nós temos voz
   e ficamos sós
   com a esperança.

7. Sem dúvida, vale a pena reler o "Guarda-Livros" de José Travaços Santos.

Nau

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Nº. 669 - Real Actividade Cooperativa


1.As organizações da economia social, como um dos instrumentos geradores de emprego, são as cooperativas, as fundações, as mutualidades e as misericórdias, estas últimas como instituições de assistência de apoio à população menos favorecida.

2. Cerca de 10% das entidades envolvidas na economia social, a nível europeu, isto é, dois milhões de organizações - 6% do emprego total - garantem elevado potencial para gerar e manter empregos estáveis, segundo informação do Parlamento Europeu (Resolução 12/2/2009).

3. Quase metade da população portuguesa (49%) vive em regiões urbanas; 15% em regiões intermédias e 36% nos meios rurais, enquanto que no conjunto da União Europeia os dados são os seguintes: urbanos 46%; regiões intermédias 35% e nos meios rurais 23%.

4. O sector não lucrativo (organizações de cariz social) empregam cerca de 185 mil pessoas, contribuindo com 2,7 mil milhões de Euros para o valor acrescentado bruto (VAB), com uma remuneração laborial média inferior à praticada no mercado de trabalho.

5. Claro que Bruxelas já se prontificou criar uma "Fundação Europeia" para englobar as organizações que se dediquem a causas de interesse público pelo que, dentro em breve, haverá tantos procedimentos burocráticos para favorecer os centralismos habituais.

6. Construir soluções para o dia de amanhã é uma das preocupações do movimento cooperativista monárquico-comunalista, almejando para o aumento em número de apoiantes criteriosos que permitam a dinimização de uma bem estruturada economia social.

7. Hoje salientamos: "ARCOOP - Cooperativa para a Inserção Profissional em Arquitectura", www.arcoop.com; "SEACOOP - Social Entrepreneurs Agency", www.seagenvy.org; "CULTUREPRINT, www.cultureprint.pt.vu.

Nau

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Nº. 668 - Doutrina Cooperativa


1. "Pola, pola", dizia o agastado japonês, leitor na Universidade de Coimbra, pretendendo usar as expressões dos intelectuais lá do sítio.

2. De facto, a doutrina cooperativa resume-se numa simples palavra - cooperação - e apenas a prática poderá dar os almejados objectivos.

3. Como é natural, a burocracia assusta os neófitos quando ensaiam os primeiros passos nesta doutrina, mas uma visitinha à CASES (Cooperativa António Sérgio para a Economia Social) obviará a maior parte dessas dificuldades.

4. Sugestões e exemplos têm sido avançados neste espaço, voltando nós a insistir: porque não organizar um grupo de amigos e fazer uma casa de férias na aldeia em que um dos membros do referido grupo tem familiares incapazes de fazer a manutenção da mesma?.

5. Neste primeiro passo de "casa de férias" segue-se a oportunidade de aprender a fazer a manutenção de uma horta, a ampliação de um pomar, até o trato de animais de capoeira que alguns apenas têm presente, como refeição de recurso, nas churrasqueiras das grandes urbes.

6. Talvez a proximidade dos váriosmembros do grupo da "casa de campo" - no planeamento das acções; nos trabalhos realizados; nos consensos atingidos - permita algo mais subsancial: uma cooperativa de consumo, dispensando as peregrinações plurifamiliares aos hipermercados.

7. As reformas sociais não são realizadas apenas pelos partidos políticos: os cooperativistas monárquico-comunalistas convictos darão uma boa achega.

Nau

domingo, 15 de setembro de 2013

Nº. 667 - Portal Comunalista


1. "Amigos, cento e dez, ou talvez mais, eu já contei. Vaidades que eu sentia: supus que sobre a Terra não havia mais ditoso mortal entre os mortais".

2. Todos me têm apoiado, chamando a atenção para erros de todo o tipo - troca de letras, saltos de linhas, frases ambíguas... - tudo devido a cansaços, precipitações e inexperiência dactilográfica dos operadores.

3. Porém, o objectivo deste espaço é discutir ideias; alertar para os erros do presente (e do passado); chamar a atenção para as tropelias daqueles que se acham grandes, e para os pequenos que conspurcam e vandalizam o espaço comum.

4. Gigantes (como a EDP) desdobram-se em várias empresas, duplicando serviços e onerando os custos aos consumidores apenas para garantir chorudos postos de trabalho a administradores, e maiores rendimentos a accionistas "desconhecidos".

5. A indústria farmacêutica continua a apostar em embalagens gigantescas de comprimidos, pastilhas, drageias, etc., que apenas servem para um aumento da tolerância do organismo, depois da sua administração repetida. Logo, droga para pacientes que alimentam, não uma útil investigação científica, mas uma onerosa "propaganda médica".

6. O que produzem os burocratas? Apenas soluções formalistas e/ou organizativas, mormente tão cheias de buracos que obrigam os simples mortais a gastar tempo e dinheiro a preencher formulários, a peregrinar por vários serviços públicos para o cumprimento de regras ditadas por Bruxelas (complicadas em Lisboa) que nada de útil ou eficaz garantem.

7. "Amigos, cento e dez...", urgente é motivar os comunalistas criteriosos a expor as sauas razões; a denunciar os sanguessugas que nos rodeiam; a erguer o escudo cooperativista contra as investidas do capitalismo selvagem e/ou do centralismo burocrático.

Nau

sábado, 14 de setembro de 2013

Nº. 666 - Psyche


1. A inteligência será a faculdade de apreender e compreender; consciência das coisas; destreza mental; capacidade de resolver situações problemáticas.

2. No entanto, a afasia global destrói parte do cérebro, nomeadamente o hemisfério esquerdo, afetando a linguagem e o comportamento da pessoa em causa; esta incapacidade de compreeder coisas - auditiva e visualmente - exprime, no modo de proceder, a sua disposição sensorial em relação ao envoltório.

3. Sendo a consciência o sentimento íntimo da pessoa, esta será adquirida pela linguagem que converte imagens não linguísticas em casos e coisas, limitando os seres sem tal faculdade em mera existência ; condicionando os mais à acomodatícia e transigente subsistência.

4. Por outro lado, incapacitados de falar - por acidente ou malformação - as pessoas usam um sistema de pensamento que obvia palavras, recorrendo a processos gestuais e/ou vibrações sonoras para a transmissão das suas emoções, com reduz´díssimo desembaraço.

5. Embora esteja incluido na consciência nuclear um sentimento fundamentado em imagens, a mensagem verbal é o resultado do conhecimento quando confrontado pelo objecto, sendo tal conhecimento possível através de neurónios activados em milésimos por segundo.

6. Claro que a consciência nuclear é fundamental, fazendo parte da locomoção, do sentimento emocional, da capacidade de construir imagens, resolver situações problemáticas comuns a várias espécies não humanas.

7. Afinal, o que é a inteligência?. Algo que todo o mundo é capaz de distinguir, porém difícil de padronizar e medir quantitativamente.

Nau

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Nº. 665 - Fim de Semana 37


1. Quando tanto se fala no esbatimento do espírito de classe, muitos são aqueles que presumem ter nascido para serem apageados.

2. Esclarecer em que consiste o cooperativismo monarquico-comunalista é a nossa determinação, embora muitos se enfadem com a ideia apenas por falta de paciência e/ou preconceito.

3. Na mesma linha vem a necessidade de dar ênfase à cooperação pois esta, no nosso entender, é a hipótese menos confrangedora e escudo possível contra o capitalismo selvagem e o centralismo burocrático.

4. O exemplo da determinação e capacidade dos jovens de Chaves num empreendimento promissor (produção de cogumelos) é algo que nos apraz e dá esperança num futuro melhor.

5. A resenha dos livros apresentados no Prelo Real são, simultaneamente, compromissos de leituras que espero possam ser também cumpridas do vosso lado.

6. A luta popular continua pois esta é a razão do movimento cooperativista monárquico-comunalista aqui defendido.

7. O aumento do número de visitantes deste espaço é o sinal do crescente interesse por estes assuntos; porque não discuti-los?.

Nau

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Nº. 664 - Luta Popular


1. Marx advogava a união dos trabalhadores contra os representantes do capital, estes tidos como os apropriedores inveterados, apenas diligenciando pelos benefícios próprios.

2.Lenine considerava que a tomada do poder por operários e camponeses jamais seria possível sem um forte núcleo centralizador - o partido comunista.

3. Opensamento de Mao vai no sentido da disciplina militar (o que convém ao bom funcionamento da comuna) e à motivada reeducação - processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano.

4. Porém, sem riqueza ou valores acumulados destinados à produção de novos valores, o movimento progressivo da civilizaçãoe a tendência do género humano procurar a perfeição e a felicidade, não é possível.

5. Lutar pela extinção das classes sociais (ou o Paraíso) criando uma nova classe dirigista só é possível sob a compulsiva administração de credos religiosos em que a fé nos sacerdotes tem de ser inabalável a fim destes terem a ventura de oferecer vítimas à divindade.

6. Robustecer o físico e a mente - sem preconceitos - instruindo-se acerca das necessidades próprias e dos mais é a via para a cooperação - concorrência de auxílio, de forças, de meios para uma economia social.

7. A luta popular obedece a estratégias (acções que permitem a consumação de determinados objectivos) e estas, no presente, serão votar Joana Miranda, nas autárquicas, e Garcia Pereira, nas legislativas.

Nau

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Nº. 663 - Prelo Real


1. Segundo a Chiado Editora, editar livros é a sua actividade e paixão.

2. Aqueles que têm o vício de ler, aceitem o convite desta editora e descubram os livros que a mesma tem para vos oferecer.

3. A talho de foice, apresento alguns dos livros que, embora ainda não os tenha lido, pretendo incluir nas minhas horas de lazeira.

4. "Sobre o Tempo que Passa", de José Adelino Maltez, sem dúvida um desafio a que ninguém se poderá eximir.

5. "Eu Sou Deus", de Pedro Chagas Freitas, talvez um encontro divino venha mesmo a calhar...

6. "Blackbook", de Rui Sinel de Cordes, outro desafio a enfrentar: se estivemos com Deus, porque não visitar o Diabo?.

7. "Só Entre Nós", de Luis Osório, talvez demasiado intimista, mas expressão literária de situações dos nossos dias.

Nau

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Nº. 662 - RAC - Cogumelos de Chaves


1. São cooperativas de produção as que tenham por objecto principal a extracção, bem como a produção e a transformação, de bens no sector industrial.

2. No dia 20 de Abril último, teve lugar no Auditório do Centro Cultural de Chaves, a apresentação de um projecto de produção de cogumelos.

3. O empreendimento mem questão, envolvendo capitais holandeses e portugueses, procurava captar jovens investidores que, segundo Nuno Vaz, deveria funcionar como uma cooperativa empresarial.

4. As instalações desta cooperativa estão previstas para a zona industrial de Chaves, numa área de 50 mil metros quadrados, aguardando apenas o concurso de cerca de 40 investidores.

5. Estando assegurada a necessária tecnologia e o escoamento do produto, urgia a construção do armazém para a produção dos cogumelos, podendo esta beneficiar do programa de apoio ao desenvolvimento rural (PRODER).

6. Na referida data, o projecto de produção de cogumelos em Chaves aguardava a 'luz verde' da Cãmara Municipal, estando prevista a criação de 200 novos postos de trabalho.

7. Pouco mais sabemos do andamento desta nova cooperativa - à qual fazemos votos das melhores venturas - mas o assunto é aqui referido como exemplo da determinação e capacidade dos jovens de Chaves.

Nau

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Nº 661 - Doutrina Cooperativa


1. O amor excessivo ao bem próprio sem respeito pelos interesses alheios; a fome de poder, de mandar, de impor a sua autoridade; a disposição para agredir, sem razão ou motivo, são aspectos do normal comportamento humano.

2. Sem dúvida que o individualismo de alguns (em que as supra mencionadas características se exacerbam) foi no passado e é no presente impulsionador do progresso económico e social, embora fautor de larga angústia a muita boa gente.

3. No entanto, a cooperação sempre esteve na ribalta - desde os primeiros passos dados pelo homem no planeta Terra - na defesa da fêmea e da prole; na formação dos primitivos agregados; na recoleta e, mais tarde, no arroteamento das terras, na caça, na pesca e até na pastorícia.

4. O capitalismo é um sistema económico baseado na propriedade privada dos meios de produção e na existência de um mercado onde se compra e vende com a finalidade da obtenção do máximo de lucro, por via de cálculos sobre ganhos e custos.

5. A força de trabalho faz parte da mercadoria - oferecida e procurada no referido mercado - com a qual empresários dinamizam projectos assegurando a produção e distribuição de produtos; repartindo salários e benefícios; embolsando os respectivos lucros.

6. Procura o Estado, como organismo político-administrativo, sofrear o capitalismo do mercado livre dando origem a um centralismo burocrático, eivado dos mesmíssimos defeitos do sistema que procura combater, alienando vontades e infatilizando os mais.

7. Logo, o reforço da cooperação é a hipótese que se apresenta sendo esta possível através da "associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais, por meio de propriedade comum e gestão democrática".

Nau

domingo, 8 de setembro de 2013

Nº. 660 - Portal Comunalista


1. O comunalismo é uma doutrina politica-económica que estimula o agrupamento das pessoas de modo voluntário, independentemente do credo religioso e das opções partidárias, numa defesa comum contra o capitalismo selvagem e o centralismo burocrático.

2. Nesta conformidade, o comunalismo cultiva a formação dos aglomerados humanos com administração própria, numa tradição bairrista/municipalista que urge consolidar tornando-a impermeável à manipulação de oligarcas que apenas defendem interesses próprios, subalternizando os mais, numa alienação criminosa.

3. De facto, a maioria das pessoas só está interessada no seu bem-estar, lutando pela subsistência a vida fora, completamente desprotegida dos apetites ganaciosos de minorias que vão impondo o consumismo através de campanhas abertas e/ou subliminares.

4. Claro que um conflito militar alhures, sustentado pelas grandes potências mundiais, fará subir o preço dos combustíveis, sendo através deste que a maioria dos governos vai buscar novas receitas - mais de 50% do preço dos combustíveis são taxas (impostos) arrecadados pelos mesmos do costume.

5. Por outro lado, sem contar com o negócio das armas, o aumento do custo dos combustíveis irá prejudicar os países emergentes - a própria China! - sendo até possível que se agudize o conflito entre o Império Amarelo e a Santa Rússia pelas reservas naturais existentes nas fronteiras dos países em questão.

6. Se ao espírito comunalista for somada a prática cooperativista - células de proximidade onde se procura satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados - a decisão nos centros do poder será mais equlibrada devido ao aumento em número dos comunalistas criteriosos.

7. Tornada a Casa da Democracia como o lugar onde são debatidas ideias e avançadas propostas destinadas à satisfação das necessidades comuns, o regresso do Rei será o passo seguinte, por este ser o garante da Democracia, obviando disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

sábado, 7 de setembro de 2013

Nº. 659 - Psyche


1. Na Idade Média, comuna era a designação que tomavam os aglomerados humanos com administração própria, por carta de autonomia outorgada oelo soberano.

2. A comuna - que em Portugal correspondia a uma mescla de bairro e município de cariz da Antiga Roma - ganhava o direito de se governar, sendo este uma das aspirações da burguesia de então.

3. Bom é ter presente que a burguesia em causa era bastante empreendedora, devotada à actividade mercantil, a qual consistia na compra de produtos agrícolas in loco e venda nas urbes, dando azo a que aí se desenvolvessem pequenas indústrias cujos produtos eram comercializados nos meios rurais.

4. As actividades da burguesia mercantil cedo deram lugar à intervenção de usurários - os que financiavam as operações em causa - bem como à multiplicação de funcionários públicos que justificavam a sua existência através da inevitável cobrança de impostos.

5. Enquanto no meio rural se apostava no aumento de braços na família (rebentos e criadagem) para o arroteamento das terras, nas urbes o entesouramento impunham os grandes burgueses - não como classe mercantil, mas como cortesãos, isto é, exploradores do trabalho alheio.

6. Hoje, procurando emular com os senhores dantanho, a classe média burguesa presume ter nascido para ser servida, desprezando tudo e todos que modestamente ganham a vida a trabalhar para o bem comum - seja a varrer as ruas, seja a proteger o património dos mais - que outros conspurcam ou vandalizam.

7. Logo, na linha maoísta, não será a repressão ou a punição que urge implementar, mas uma simples reeducação das comunidades humanas.

Nau

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Nº. 658 - Fim de Semana 36


1. Conjecturar acerca da competição e da cooperação é exercício repetitivo que não se pode descurar.

2. Assim, rectificando a mão, concluimos que o aumento em número dos comunalistas criteriosos prenuncia o regresso do Rei.

3. A doutrina ccoperativa tem por fundamento, sem qualquer dúvida existencial, a liberdade, a equidade e a solidariedade.

4. "Turipenha" é uma ideia brilhante a incluir na agenda em próxima jornada turística - a título pessoale dos amigos que nos visitam - à vetusta capital do Reino.

5. Quanto às sugestões de leitura, bom é aproveitar o tempo disponível pois não sabemos os trabalhos que nos esperam.

6. O regimen republicano - partidocrático e corrupto - em vigor não só aumenta a vassalagem à União Europeia, como faz tornar mais intensa a infelicidade dos mais.

7. Reafirmamos convictamente: somos cooperativistas monarquico-comunalistas.

Nau

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Nº. 657 - Luta Popular


1. O mês de Setembro politicamente aquece em Portugal, mas apenas para a minoria do costume.

2. De facto, a maioria continua em banhos estivais (em casa) e pouco ou nada liga à política, vociferando contra o brutal aumento dos impostos.

3. Claro que os aparelhos partidários lutam pela sua sobrevivência e, como é normal, fazem fogo cruzado, nada interessados em assumir culpas e/ou a clarificar factos.

4. O PS, embora com um chefe de pouco carisma, antegoza uma retumbante vitória nas eleições autárquicas, jogando trunfos fortes como o António Costa, em Lisboa.

5. Por outro lado, o PSD navegando à bolina espera que os ventos mudem salvando-o da anunciada derrota eleitoral nas próximas legislativas.

6. Toda a esquerda procura tirar vantagens das dificuldades verificadas nos partidos do chamado arco governamental, mas pouca oportunidade têm de vencer os interesses de uma União Europeia dominada pelos oligarcas habituais.

7. Duas hipóteses se apresentam nas próximas eleições autárquicas: para os moderados, Aline Gallasch-Hall; para aqueles que pretendem uma mudança radical, Joana Miranda. Entretanto, o prato forte será promover, nas legislativas, a entrada de Garcia Pereira no Parlamento.

Nau

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Nº. 656 - Prelo Real


1. Hoje fazemos uma pequena resenha das recentes edições (ou reimpressões) que prenderam a nossa atenção.

2. "O Meu Programa de Governo", de José Gomes Ferreira, apresentado como uma proposta para revitalizar a economia portuguesa. Editor: Livros d'Hoje.

3. "Os Privilegiados", de Gustavo Sampaio, apontando o dedo aos políticos corruptos (pena é não enriquecer a lista com nomes afectos ao PS). Editor: A Esfera dos Livros.

4. "Álvaro, Eugénia e Ana", de Judite de Sousa, centrado mais no homem (Álvaro Cunhal) do que no político. Editor: Objectiva.

5. "Ser Espiritual", de Luis Portela, o progresso no domínio tecnológico não é tudo mas... . Editora Gradiva.

6. "Extâse", de J. R. Ward, 4º volume da série 'Anjos Caídos'. Editora: Quinta Essência.

7. "A Mão do Diabo", de José Rodrigo dos Santos, ficção e intriga para o periodo final de férias. Editora: Gradiva.

Nau

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Nº. 655 - RAC: Turipenha


1. As "régies cooperativas" são unidades cooperativas de interesse público caracterizadas pela participação do Estado ou de outras pessoas colectivas.

2. Estas cooperativas de interesse público,contempladas pelo Decreto-Lei 32/84 de 21 de Janeiro, distinguem-se das antigas associações de regantes beneficiárias na formação do seu capital social, bem como na respectiva gestão, pela participação do Estado ou de outras pessoas colectivas de direito público.

3. Segundo o Artº. 1º do supracitado Decreto-Lei "São, entre outras, indicativas de interesse público as situações em que a prossecução do objecto da cooperativa dependa da utilização, nos termos previstos pela lei, de bens de domínos público (...)".

4. A "Turipemha - Cooperativa de Turismo de Interesse Público, CRL" tem a Sede Social em Guimarães, capital do Reino no século XII, e como objecto a animação turística numa zona classificada pela Unesco como Património Cultural da Humanidade.

5. A "Turipenha" gere o teleférico e o Parque de Campismo da Penha, em Guimarães, que continua a ser uma das importantes e atraentes cidades do Norte de Portugal, a cerca de 50 Km do Porto.

6. Embora se pretenda dar às cooperativas de interesse público uma feição próxima dos fundamentos de Rochdale, a preocupação do legislador é de proteger o património comum, sem refrear o empreendorismo dos mais.

7. No nosso entender, as cooperaativas na linha das antigas associações de regantes são mais permeáveis aos erros das gestões burocráticas e não só ...

Nau

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Nº. 654 - Doutrina Cooperativa


1. A doutrina cooperativa resume-se numa palavra: cooperação.

2. Por cooperar entende-se actuar com outrem ao mesmo tempo e para o mesmo fim.

3. O mero acto de cooperar significa responsabilidade ou dependência mútua que se estabelece entre várias pessoas.

4. Logo, o cooperador cultiva de motu proprio uma relação entre as pessoas e as coisas que lhe são moral ou materialmente úteis - solidariedade.

5. Nesta relação entre pessoas desenvolve-se, de modo natural, a disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um - equidade.

6. A faculdade do homem agir de um ou outro modo (ou não agir) por seu livre arbítrio significa - liberdade.

7. Destarte, a doutrina cooperativa tem por fundamento a liberdade, a equidade e a solidariedade.

Nau

domingo, 1 de setembro de 2013

Nº. 653 - Portal da Cidadonia


1. Etimologicamente, cidadão é o habitante de uma cidade, identificando uma forma de viver da aglomeração urbana, por oposição à dos campos.

2. Por extensão, e graças à Revolução Francesa, o referido termo passou a designa o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticosde um Estado.

3. A palavra cidadão foi adoptada para evitar o recurso ao termo súbdito da Lei que, em tempos de fabulação da Liberdade, mantinha uma embaraçosa consonância com a formalidade de súbdito do Rei.

4. De facto, em tempos idos, a justiça era realizada em nome do Rei, assim como a segurança dos mais, levando os despojados e ofendidos a gritarem - à semelhança de um popular blog estes espaços internauticos - por 'Aqui d'el-Rei!'.

5. Todos nós somos súbditos, isto é, estamos sujeitos às ordens ou à jurisdição de um Soberano e/ou de um Estado, porquanto - quer se tenha consciência, quer se esteja completamente distraído - somos comunalistas: somos animais gregários.

6. Este Portal - aberto à discussão de ideias; à exposição de factos; à divulgação de atitudes impróprias; à condenação popular - esgotou-se sem qualquer valimento, doravante passando a ser cognomizado por: Portal Comunalista.

7. Prescindimos da expressão 'cidadão criterioso'; asumimos ser, de facto, súbditos do Rei e almejamos pelo aumento em número dos comunalistas criteriosos.

Nau