sábado, 30 de julho de 2016
Nº. 1716 - Fim de Semana 31
1. Para certos monárquicos - tradicionalistas por insatisfação com algumas ideias de progresso, beatificamente presumindo que o conhecimento da verdade e a prática do bem são inacessíveis ao homem sem a intervenção divina - a relaxação estival há muito que começou.
2. Os antimonárquicos continuam agarrados à República que, sendo o apanágio da classe burguesa, lhes garante um sistema económico baseado na propriedade privada dos meios de produção, e num mercado onde compram e vendem mercadorias (sobretudo a força do trabalho), o controlo dos plutocratas e apaniguados é avassalador.
3. Delegar em terceiros a solução dos problemas que apenas a nós cabe resolver é ardil burguesóide que, a fim de melhor proteger os seus interesses, demagogicamente se arvora em classe dirigente.
4. Porém, cooperar é trabalhar juntamente com alguém, sem reservas ou segundas intenções, evitando a competitividade entre as pessoas; opondo a cooperação e o apoio mútuo; cerrando fileiras com as unidades cooperativas locais, regionais e internacionais numa frente comum ao capitalismo monopolista dominante.
5. Cultiva-se a irresponsabilidade por interesses... culturais e, na eventualidade das coisas não correrem de feição, será possível atribuir a culpa aos "chefes", alguém descartável a quem os plutocratas condescenderam uma ascensão "condicionada", e tudo se repete já sem cura.
6. Falar de amor é incontornável e Francisco Rodrigues Lobo não foge à regra, embora centrado no apetite sexual uma vez que os interesses particulares falam mais alto do que amar o próximo - somos gregários por natureza e egoístas pela mesmíssima razão ou apenas fome de imortalidade.
7. Sem dúvida que a luta popular contra os capitalistas e fideístas só poderá ser realizada com e através de eficientes células cooperativas (autogestão e autofinanciamento); pelo comunalismo apartidário: pelo regresso do rei.
Nau
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Nº. 1715 - Luta Popular
1. Num estertor pulverulento, a classe sacerdotal arranca com novas diatribes.
2. Claro que a sobrevivência dos chefes tradicionais - rei, califa, xá, etc. - liga a fome à vontade de comer, engenhosamente ultrapassada pelo Estado teocrático do Irão em que o estratagema da República se adapta como uma luva.
3. Na Europa ocidental e no Novo Mundo predominam as velhas religiões partilhadas por cristãos e maometanos, embora os primeiros sejam em maior número, tanto em fiéis como em divisões.
4. Quando a fome aperta, até os católicos procuram ombrear com os ortodoxos, destoando os evangélicos, uma vez que estes procuram expandir o negócio com novas seitas.
5. África e o Extremo-Oriente são um fervilhar de religiões locais, regionais e comunistóides dado que a hegemonia de Moscovo se esbateu com a implosão da ditadua do proletariado.
6. Porém, a agressividade maometana, exacerbada pela rivalidade entre sunitas e xiitas, alimenta a agressividade dos extremistas que até na Turquia faz recrudescer o revivalismo do Império Ottomano.
7. A luta popular contra capitalistas e fideístas só poderá ser realizada através de eficientes células cooperativas (autogestão e autofinanciamento); pelo comunalismo apartidário; pelo regresso do rei.
Nau
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Nº. 1714 - Prelo Real
Que Amor Sigo?
Que enlevo é este vão da fantasia?
Que tive, que perdi? Quem me queria?
Quem me faz guerra? Contra quem pelejo?
Foi por encantamento o meu desejo,
e por sombra passou a minha alegria:
mostrou-me amor, dormindo, o que não via,
e eu ceguei do que vi; pois já não vejo.
Fez à sua medida o pensamento
aquela estranha a nova formosura
e aquele parecer quase divino.
Ou imaginação, somida o figura,
é certo o verdadeiro meu tormento:
Eu morro do que vi, do que imagino.
Francisco Rodrigues Lobo
in "Antologia Poética"
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Nº. 1713 - RAC
1. A real actividade cooperativa não será forçosamente idealizada mas a que se vai realizando.
2. Porém, nem todas unidades cooperativas - particularmente daqueles que vimos recebendo uma informação mais pormenorizada - agem de acordo com os fundamentos cooperativos.
3. Bom é ter presente que os órgãos administrativos têm por incumbência... administrar os objectivos estatuídos enquanto que os associados vão realizando as actividades programadas por largos consensos.
4. Por mero preconceito, a burguesia assume-se como a classe dirigente - disponibilidades financeiras, formação académica, laços familiares próximos do poder - ocupando normalmente posições-chave na estrutura da comunidade.
5. Cultiva-se a irresponsabilidade por interesses... culturais e, na eventualidade das coisas não correrem de feição, será possível (sempre) atribuir-se a culpa ao "chefe" - alguém descartável a quem os plutocratas condescenderam uma ascensão "condicionada" - e tudo se repete, já sem cura!.
6. Tanto a comunidade liberal como a socialista funcionam de acordo com os desígnios da alta classe burguesa dominante.
7. Logo, não há razão para as unidades cooperativas se submeterem a padrões tão doentios do mundo capitalista.
Nau
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Nº. 1712 - Doutrina Cooperativista
1. Cooperar é trabalhar juntamente com alguém, sem reservas ou segundas intenções.
2. Cooperar é trabalhar para o mesmo fim evitando a competitividade entre as pessoas; opondo a cooperação e o apoio mútuo.
3. Cooperar é ter presente que o objectivo da cooperativa é libertar as pessoas associadas dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas.
4. Cooperar é a única via que possibilitará a construção de um sólida economia social, fora das garras de plutocratas viciosos.
5. Cooperar é exercitar-se na realização de consensos e na prática da gestão autónoma, bem como do controlo financeiro independente, isto é, auto financiáveis.
6. Cooperar é prestar cooperação às unidades similares, através das federações e confederações existentes.
7. Cooperar é cerrar fileiras com as unidades cooperativas locais, regionais e internacionais numa frente comum ao capitalismo avassalador.
Nau
Nº. 1711 - Portal Comunalista
1. Ninguém sabe melhor aquilo que nos apraz do que nós próprios, após uma incipiente aprendizagem, de enganos vexatórios e de sucessos estimulantes.
2. Delegar em terceiros a solução dos problemas que apenas a nós cabe resolver é ardil burguesóide que, a fim de melhor proteger os seus interesses, demagogicamente se arvora em classe dirigente.
3. O regime no qual o poder político está na dependência dos detentores do capital por via mercantilista é, sem dúvida, republicano, alegadamente do interesse geral de todos os cidadãos, apenas satisfaz a fome de poder da classe burguesa dominante.
4. A República, apresentando-se como forma de governo em que o soberano a prazo é eleito pelos cidadãos ou pelos seus representantes, sempre foi controlada pela classes privilegiadas, equivalentes aos eupátridas gregos e os patrícios romanos.
5. Porém, cumpre a todos nós assumir as responsabilidades próprias, consensualmente estabelecendo laços com aqueles que nos são próximos, deliberadamente apostando na multiplicação das células cooperativas onde procuraremos satisfazer as nossas necessidades económicas, sociais e culturais.
6. A paixão partidária alimenta somente a fome de poder dos plutocratas e dos seus apaniguados (igualmente burgueses) pelo que urge combater o capitalismo - tanto o liberal como o socialista - através da via cooperativa.
7. Logo, a comunidade lusa, em qualquer parte do Planeta Azul onde se encontre, deverá cerrar fileiras e trabalhar para um futuro mis são e justo.
Nau
domingo, 24 de julho de 2016
Nº. 1710 - Psyche
1. Tempo para relaxar - diminuição geral do estado de tensão física, excepto para aqueles que se mantêm no seu posto de trabalho ou tenham obrigações académicas ainda por cumprir - embora mantendo a capacidade cerebral activa.
2. Evidentemente que, para certos monárquicos - tradicionalistas por insatisfação com algumas ideias de progresso e presumindo que o conhecimento da verdade e a prática do bem são inacessíveis ao homem sem a intervenção divina - a relaxação perdura.
3. Os antimonárquicos continuam agarrados à República que, sendo o apanágio da classe burguesa, lhes garante um sistema económico baseado na propriedade privada dos meios de produção e num mercado onde se compram e vendem mercadorias (sobretudo a força do trabalho), sob apertado controlo dos plutocratas e seus apaniguados.
4. Claro que o relaxamento constitui a base de diversas terapias, sendo uma prática diária aconselhável durante 15 minutos. Deitado de costas e flectindo as pernas (joelhos próximo do peito) procurará rodar o corpo - ora para a direita, ora para a esquerda - terminando ao levantar o tronco e ao sentar-se harmoniosamente sem grande esforço.
5. Deitado de costas, apoiando a cabeça sobre uma almofada ou cobertor dobrado, mantenha as pernas estendidas e os dedos dos pés apontados para o tecto, erguendo a cabeça a fim de confirmar que o corpo está deveras direito.
6. Afaste os braços do corpo, cerca de 45 cm, palmas da mão voltadas para o tecto, "encolhendo os ombros", não para mostrar indiferença, mas para erguer ligeiramente as omoplatas; olhos fechados e pernas estendidas.
7. Respire pelo nariz tranquilamente. Descontraia os músculos de todo corpo - da cabeça aos pés - assumindo a "Postura de Morto".
Nau
sábado, 23 de julho de 2016
Nº. 1709 - Fim de Semana 30
1. A eugenia - possibilidade do homem ser adestrado como animal circense para se alcançar uma raça superior - é bundo castiço.
2. Porém, muitos há que presumem ser a aplicação das leis biológicas da hereditariedade ao bicho homem que poderá transformar este num ser mais inteligente.
3. No espaço geográfico delimitado em que os residentes procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais autonomicamente, consolida-se, de modo natural, a prática comunalista.
4. Valorizando todo o tipo de trabalho, a mão-de-obra dita descartável procurou assegurar a sua subsistência através do associativismo em unidades de produção e de solidariedade social.
5. CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social tem por linhas mestras reconhecer, promover, dinamizar, fortalecer e qualificar o sector da economia social. Ver informação disponibilizada pela CASES na Internet.
6. O ridículo - tudo que é digno de zombaria, tanto numa pessoa, como numa coisa - foi frequentemente utilizado por Nicolau Tolentino, poeta português dos finais do século XVIII, notável pela poesia satírica, zurzindo na sua própria classe social e sublinhando a mediocridade moral do meio.
7. Não basta presumir-se monárquico, pois o que importa é afirmar-se como racionalmente monárquico, tendo presente que, na luta popular contra o capitalismo - tanto o liberal como o socialista - apenas a multiplicação das células cooperativas se apresenta como a resposta adequada.
Nau
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Nº. 1708 - Luta Popular
1. Não basta presumir-se monárquico - vaidade, afectação, pressupostos infundados - pois o que importa é afirmar-se como racionalmente monárquico.
2. O passado - do qual lembramos feitos heróicos, esquecendo erros crassos, pusilanimidades de alguns, voracidade de muitos - é património da comunidade que importa consolidar na vertente positiva e transmitir impoluto às novas gerações.
3. Bom é ter sempre presente que monárquico não é mero partidário da Monarquia uma vez que esta é uma instituição - a própria coisa fundada - que não um grupo de pessoas unidas em actividades para a conquista das cadeiras do poder.
4. O partido político não é mais do que um conceito burguês, arregimentando muitas pessoas contra outras que, por mera suposição, têm interesses opostos, embora o objectivo seja colher benefícios de qualquer ordem para os plutocratas e seus apaniguados.
5. Sendo Monarquia governo de um só (mono+arkhe), isto é, do Povo, a figura do rei harmoniosamente serve para obviar disputas partidárias no topo da comunidade uma vez que reina mas não exerce qualquer função executiva, embora soberano vitalício e
hereditário.
6. A luta popular consiste no excelso conceito de trabalhar concertadamente - actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim - contra a exploração capitalista e o espírito da impante classe burguesa.
7. A luta popular opõe a cooperação e o apoio mútuo para a consolidação de uma economia social; um comunalismo de gestão autonómica e auto-financiamento equilibrado, abrindo o caminho para o regresso do rei.
Nau
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Nº. 1707 - Prelo Real
Sátira aos Penteados Altos
Chaves na mão, melena desgrenhada,
Batendo o pé na casa, a mãe ordena
Que o furtado colchão, fofo e de pena,
A filha o ponha ali ou a criada.
A filha, moça esbelta e aperaltada,
Lhe diz coa doce voz que o ar serena:
-"Sumiu-se-lhe um colchão? É forte pena;
Olhe não fique a casa arruinada...".
- "Tu respondes assim? Tu zombas disto?
Tu cuidas que, por ter pai embarcado,
Já a mãe não tem Mãos?" E, dizendo isto,
Arremete-lhe à cara e ao penteado.
Eis senão quando (caso nunca visto!)
Sai-lhe o colchão dentro do toucado!...
Nicolau Tolentino de Almeida
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Nº, 1706 - RAC
1. CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social tem por linhas mestras reconhecer, promover, dinamizar, fortalecer e qualificar o sector da economia social.
2. Visão CASES: tornar a economia social um sector coeso e reconhecido pelos poderes e pela sociedade, factor de fortalecimento da democracia participativa e para a construção de uma sociedade mais solidária.
3. Valores CASES: cooperação e intercooperação; responsabilidade social e ambiental; solidariedade, democracia e transparência.
4. Objectivos estratégicos CASES: colocar a economia social na agenda política nacional, através da promoção do reconhecimento legal e institucional do sector.
5. Reforçar a aliança entre o sector da economia social e o Estado através da revitalização de modelos de interacção entre o Estado, a sociedade civil organizada e o mercado.
6. Desenvolver um conjunto de programas, destinados a promover a criação de oportunidades para a modernização do sector da economia social.
7. Promover e apoiar o empreendedorismo social e estimular a capacidade empreendedora dos/das cidadãos/cidadãs e das organizações, visando o desenvolvimento sustentável.
N.B.: informação disponibilizada pela CASES na Internet.
Nau
terça-feira, 19 de julho de 2016
Nº. 1705 - Doutrina Cooperativista
1. Em meados do século XIX, o capitalismo apostava na mecanização e no escoamento das grandes séries, descartando mão-de-obra não especializada sempre que possível.
2. A valorização do trabalho verificava-se apenas no sector das profissões liberais - medicina, advocacia, engenharia e pouco mais - sendo o labor manual irregular e mal pago.
3.Procurando valorizar todo o tipo de trabalho, a mão-de-obra dita descartável procurou assegurar a sua subsistência através do associativismo em unidades de produção e de solidariedade social.
4. Teóricos como Charles Gide, na sua "República Cooperativa", limitaram-se a avançar com propostas utópicas, normalmente ensaiadas no Novo Mundo,
5. O alemão Reffeisen, muito mais pragmático que Gide, avançou com as cooperativas de consumo, de aforro e de crédito, tendo algumas destas chegado até aos nossos dias.
6. A cooperativa de Rochdale tornou-se o padrão do cooperativismo ao pretender minimizar as dificuldades dos trabalhadores dentro dos moldes das cooperativas de consumo.
7. Logo, a cooperativa é uma empresa de propriedade partilhada, gestão feita pelos associados e financiamento pelos réditos próprios.
Nau
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Nº. 1704 - Portal Comunalista
1. Entrada principal do edifício, este espaço convida - tanto os monárquicos como os antimonárquicos - a manifestarem e avançarem com as suas propostas reformistas.
2. No espaço geográfico delimitado em que os residentes procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais autonomicamente, consolida-se, de modo natural, a prática comunalista.
3. Por outro lado, na associação das comunas - conservando cada uma as suas prerrogativas locais e/ou regionais, salvo algumas da competência de um órgão comum - prevalecerá o espírito cooperativista.
4. Como soberano - hereditário e vitalício - a figura do rei, apartidária e mobilizadora, agirá apenas como juiz providencial, uma vez que reina, mas não governa.
5. Claro que adeverso ao cooperativismo monárquico-comunalista, persiste o espírito de apropriação e seus apaniguados que, no regime republicano e capitalista da grande produção e consumo, tudo avassala.
6. Em qualquer Parte do Planeta Azul, a multiplicação das células cooperativas (Governo do Povo!) respondendo aos desafios locais, serão o escudo eficaz contra o espírito caudilhesco, aventureiro e fideísta.
7. Nós somos livres e apenas nossas pr´prias mãos nos poderão manter como tal.
Nau
domingo, 17 de julho de 2016
Nº. 1703 - Psyche
1. A eugenia - possibilidade do homem ser adestrado como animal circense para se alcançar uma raça superior - é bundo castiço.
2. Porém, muitos há que presumem ser a aplicação das leis biológicas da hereditariedade ao bicho homem que poderá transformar este num ser mais inteligente.
3. Sem dúvida que a inteligência é a capacidade de apreender, aprender ou compreender factos evidenciados. Contudo, a inteligência fluída, verifica-se no raciocínio acerca de problemas jamais enfrentados.
4. A inteligência fluída poderá ser medida através das Matrizes Progressivas de Raven que, em vez de vocábulos, usa formas geométricas com caracteristicas comuns.
5. Mas voltemos ao yoga e à parte final do exercício da semana anterior: nuca e pescoço no chão; ombros apoiados sobre um cobertor; mãos e antebraços amparando os quadris; dedos dos pés assentes no banco colocado atrás da cabeça.
6. Lentamente, afaste os joelhos do banco aproximando estes da testa, continuando a amparar sempre as costas com os antebraços e mãos, durante alguns minutos.
7. Finalmente eleve as pernas em toda a extensão destas em direcção ao tecto e, sempre juntos, tente aproximar o tronco do rosto, destarte realizando a "Postura de Vela".
Nau
sábado, 16 de julho de 2016
Nº. 1702 - Fim de Semana 29
1. A faculdade psíquica permite reter e recordar factos passados, exigindo tempo para o adequado processamento dos mesmos pelo nosso cérebro.
2. Logo, a aprendizagem compassada e orientada para objectivos específicos será uma mais-valia para a formação de um eficiente profissional.
3. A reforma da mentalidade burguesocrata dominante só é possível através da concertação dos interesses da maralha, sistematicamente dispensando o recurso caudilhesco e/ou sacerdotal.
4. O cooperativismo motiva a ajuda mútua, a capacidade de gestão autonómica e de equilíbrio financeiro; a formação contínua, sob a coroa real que todos abarcam como símbolo da plenitude.
5. Pretendemos a instauração da Monarquia através da multiplicação das células cooperativas dado que estas permitem uma salutar prática da autogestão e autofinanciamento, tendo presente que o soberano, hereditário e vitalício, reina mas não governa.
6. O percurso literário e político de António Sardinha foi fulgurante, mais equilibrado em relação aos que desbarataram energias e caíram de joelhos. Recordamos António Sardinha e conjecturamos como teria sido o seu trajecto de vida sem a abrupta e prematura interrupção verificada.
7. A riqueza da comunidade consiste num todo a ser distribuído equitativamente, com máximos controlados e mínimos pedagogicamente estimulantes.
Nau
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Nº. 1701 - Luta Popular
1. Lutar, sim mas por objectivos próprios que não para servir de trampolim a demagogos cinzentões.
2. Em nome da liberdade acorrentam-se os contestatários, tanto nos tempos idos, como nos dias de hoje, e nenhum continente é excepção.
3. Em louvor da equidade perpetuam-se as maiores injustiças - quer por vias sinuosoas, quer por compadrios abjectos, em que os grandes engradecem e os pequenos se vendem por vitualhas.
4. Em condescendência para com a solidariedade, permanecemos firmes com os que dão jeito, e zurzimos nos contrários por mero clubismo ou para desviar as atenções de esquemas inconfessáveis.
5. A riqueza da comunidade é a súmula do todo para ser distribuida equitativamente, com máximos controlados e mínimos estimuladores - TODOS abusos puníveis exemplarmente.
6. Apostar nas energias renováveis não significa a criação de mais departamentos burocráticos para encaixar clientela em repartições públicas e em empresas privadas especificamente gizadas para acomodar gente impudica.
7. Lá que a implosão da República vigente é aguardada a todo o momento, não há qualquer dúvida.
Nau
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Nº. 1700 Prelo Real
Memória
Meu coração de lusitano antigo
bateu às portas de Toledo, a estranha.
Mais roto e ensanguentado que um mendigo,
só a saudade a passos lhe acompanha.
Pois a saudade ali me deu abrigo,
ao pé do Tejo que a Toledo banha.
Leva os dias a falar comigo,
como um pastor com outro na montanha.
Em todo o mundo há terra portuguesa
desde que a alma a tenha na lembrança
e a sirva sempre com fervor igual.
Talvez por isso, em horas de tristeza,
eu pude à sua amada semelhança
criar p'ra mim um novo Portugal.
António Sardinha
in "Lareira"
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Nº. 1699 - RAC
1. Sempre houve "pretendentes às coroas" - por oportunismo ou fome de notoriedade - para gáudio da burguesia dominante que na República tem vasto campo para as suas tropelias.
2. Vezes sem conta temos sublinhado que tanto os patrícios romanos, como a nobreza peconceituosa vêem nos soberanos a prazo a oportunidade (embora remota) de virem a ser eleitos para tal função, a fim de imporem os seus conceitos pessoais.
3. Por outro lado, o partidarismo é largamente cultivado pelos plutocratas que, em tempos de mudanças, vão dando as suas facadinhas nos orçamentos (partidários, governamentais, públicos, etc.) financiando a produção e o escoamento desta.
4. Claro que não vale a pena perder tempo com pretendentes espúrios, porquanto mesmo o herdeiro da Coroa Portuguesa terá que se submeter ao veredicto da Assembleia Magna na qual assumirá o compromisso de ser soberano de cristãos, ateus e outras tendências - quer religiosas, quer políticas.
5. Restaurar a Monarquia está fora da nossa ambição de reformar a mentalidade burguesóide dominante, dado que, tanto a Carta Constitucional como a República vigente, sendo ambas coisas do passado apenas deverão ser tidas como algo a evitar, esperançosamente caminhando para uma via alternativa ao liberalismo capitalista e tecnocrático, bem como aos socialismos centralizadores e burocratizantes.
6. À semelhança do que aconteceu por todo o Planeta Azul em que as Repúblicas foram impostas por revoluções ditas democráticas, a Monarquia também poderia ser restaurada pelo mesmo processo e com ofertas do inesgotável bacalhau a pataco.
7. Logo, trabalhamos para instauração da Monarquia através da multiplicação das células cooperativas dado que estas permitem uma salutar prática de autogestão e autofinanciamento (escudo eficaz contra a avassaladora estratégia capitalista) visto que o soberano, heriditário e vitalício, reina mas não governa.
Nau
terça-feira, 12 de julho de 2016
Nº. 1698 - Doutrina Cooperativista
1. O cooperativismo tem por fundamento a trilogia "Liberdade, Equidade, Solidariedade".
2. A liberdade - faculdade de dizer ou fazer o que não se oponha à prática natural da comunidade - é o direito de cada um ter e propagar as suas própria ideias.
3. A equidade - disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um - assenta na virtude de agir, decidindo criteriosamente.
4. Solidariedade - relação entre as pessoas e as coisas que lhe são moral e materialmente úteis - estabelece uma dependência mútua até na comuna.
5. Os valores cooperativos são: ajuda mútua; decisões consensuais; responsabilidade partilhada; preocupações sociais.
6. O objecto do cooperativismo é a reforma da mentalidade burguesa e combate ao capitalismo avassalador.
7. O cooperativismo motiva a ajuda mútua; a capacidade de gestão autónoma e de equilíbrio financeiro; a formação contínua, sob a Coroa Real que todos abarcam como símbolo de plenitude.
Nau
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Nº. 1697 - Portal Comunalista
1. O instinto, geralmente egoísta, leva o homem a procurar o que lhe é útil ou agradável.
2. A tendência para viver em conjunto e adoptar ideias alheias vem na linha do parágrafo anterior.
3. Porém, dizer que o homem nasceu para viver em comunidade é algo diferente que o instinto e a tendência sugerem.
4. Há, de facto, homens na comunidade naturalmente capazes de influenciar o poder de decisão da maralha por estímulo à aventura e/ou insegurança emocional.
5. Basta cultivar a dúvida, inspirar terror e logo o providencial caudilho, bem como o diligente sacerdote, têm amplo campo para manobras.
6. A reforma da mentalidade burguesocrata dominante só é possível através da concertação de interesses da maralha, dispensando o recurso caudilhesco e/ou sacerdotal.
7. Claro que a comunidade não se fortalece através de subsídios de inserção social, mas de actos responsáveis dos comunalistas.
Nau
domingo, 10 de julho de 2016
Nº. 1696 - Psyche
1. O método experimental é a grande mestra da vida, exigindo este tempo para o adequado processamento pelo nosso cérebro.
2. A aprendizagem de última hora para salvar, quando da formação académica, uma cadeira deixada para trás, poderá ter resultados decepcionantes.
3. Porém, a vantagem da aprendizagem demorada, não significa cabulice por falta de assuídade do estudante às aulas.
4. A postura de charrua do yoga exige que o pescoço e ombros se encontrem apoiados sobre um cobertor e a nuca no chão. Pernas flectidas e braços colocados ao longo do corpo com as palmas das mãos viradas para cima.
5. Procurando aproximar os joelhos ao queixo, eleve as nádegas e as costas do chão. Braços apoiados no cobertor, mãos e antebraços amparando os quadris.
6. Em seguida, estique as pernas tentando apoiar os dedos dos pés num banco adequadamente colocado atrás, próximo da cabeça.
7. Não sendo um exercício fácil, será a execução repetida deste melhorada, com determinação e prática.
Nau
sábado, 9 de julho de 2016
Nº. 1695 - Fim de Semana 28
1. O encéfalo - que é o centro de comando do organismo humano e a sede da actividade mental - poderá ser explorado através da medição das alterações do fluxo sanguíneo, investigação desnecessária sempre que orientada ao cérebro dos nossos governantes.
2. Sem dúvida que os soberanos a prazo são uma característica da República, servindo estes para apoiar os governos da sua cor política ou contrariar os que não correspondam à pertinente clientela, tudo assente no Estado de direito, o qual consiste de um conjunto de leis que regulam as relações sociais e asseguram o poder da classe dominante.
3. Amodorrar na República vigente - burguesocrática e clientélica - em que os espoliadores habituais sugam (até à medula dos ossos!) os humildes para beneficiar (que mais não seja, com múltiplas e chorudas pensões) os governantes incompetentes, bem como os apaniguados destes, além da numerosa e insaciável família plutocrata.
4. Apenas o associativismo prático e não as contemplações fantasiosas - sem atender às pessoas; às necessidades essenciais - poderá motivar uma aproximação maciça ao ideário monárquico, através de grupos de estudo, pontos de encontro (cafés, clubes, associações culturais e/ou recreativas, etc.) consolidando vias de contacto e actividades produtivas - serviços, rádios amadores, equipas de intervenção e convívio na Internet.
5. "O soneto à maneira de Camões", de -Sophia de Mello Breyner Andresen, retoma o tema grato a todas as gerações e, numa obediência canónica, expressa a candura de uma jovem, ainda nos verdes anos académicos, de meados do século passado.
6. A luta predispõe esforço deliberado na persecução de certos objectivos, em que o combate à classe burguesa dominante e ao regime republicano da sua eleição é desígnio popular incontornável.
7. Bom é não esquecer que a luta popular consiste na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais das comunidades que, sob o pendão real, residem num determinado espaço geográfico.
Nau
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Nº. 1694 - Luta Popular
1. Aqui a luta predispõe esforço deliberado na persecução de certos objectivos.
2. Certos os objectivos na medida em que o combate à classe burguesa dominante e ao regime republicano da sua eleição é desígnio popular incontornável.
3. Todos temos presente que os patrícios romanos, a nobreza preconceituosa e a burguesia dos fartos cabedais procuram desfrutar do trabalho alheio, garroteando o povo.
4. Logo, o trabalho de sapa terá que ser realizado, meticulosamente, pelos cooperativistas na consolidação das unidades cooperativas e na intervenção comunalista.
5. Bom é ter presente que a partidocracia faz parte do jogo dos plutocratas. Nas células cooperativas a autogestão, bem como o autofinanciamento é garantido pelos respectivos associados.
6. A luta popular consiste na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais das comunidades que, sob o pendão real, residem num determinado espaço geográfico.
7. Por outro lado, a figura do rei é o garante da Democracia uma vez que este reina, mas não governa.
Nau
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Nº. 1693 - Prelo Real
Soneto à maneira de Camões
Esperança e desespero de alimento
Me servem neste dia em que te espero
E já não sei se quero ou se não quero
Tão longe de razões é meu tormento.
Mas como usar amor de entendimento?
Daquilo que te peço desespero
Ainda que mo dês - pois o que eu quero
Ninguém o dá senão por um momento.
Mas como és belo, amor, de não durares,
De ser tão breve e fundo o teu engano
E de eu te possuir sem tu te dares.
Amor perfeito dado a um ser humano:
Também morre o florir de mil pomares
E se quebram as ondas no oceano.
Sophia de Mello Breyner Andresen
in "Coral"
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Nº. 1692 - RAC
1. Há muito que questionamos os presumíveis monárquicos acerca das suas opções políticas e, a mor parte das respostas obtidas, dariam um anedotário de centenas de páginas.
2. Relembro a história de um jovem que supunha a sua proveniência por geração de um ilustre príncipe da última casa reinante, exibindo como prova incontestável uns botões de punho (e de ouro maciço!) com as armas reais; coisa preciosa guardada pelos seus familiares.
3. Claro que nunca passara pela cabeça de várias gerações que tal relíquia pudesse ter sido obtida por recompensa de serviços, mero desvio ou artigo do conjunto de um uniforme militar, corporativo ou libré, uma vez que o jovem alegava existirem outras peças de igual valor.
4. Sem dúvida que grande parte da simpatia de uma pessoa pela instituição monárquica se deve a razões meramente sentimentais; predisposições afectivas; gosto pelos registos públicos (reais ou fictícios) de casos memoráveis que, comparados com a incerteza e agruras do presente, leva a concluir quão fácil e agradável era a vida de antanho.
5. Os factos sociais, políticos, económicos, militares, etc., são relevantes da capacidade dos nossos antecessores e um desafio para que sejam estabelecidos sólidos rumos, evitando penosas experiências e/ou repetições de erros crassos, tais como zelos religiosos, as paixões políticas exageradas, a intolerância e coisas da mesma sorte.
6. Apenas o associativismo prático e não as contemplações fantasiosas - sem atender às pessoas; às necessidades essenciais - poderá motivar uma aproximação maciça ao ideário monárquico, através de grupos de estudos; pontos de encontro (cafés, clubes, associações culturais e/ou recreativas, etc.) consolidando vias de contacto e actividades produtivas - serviços, rádios amadores, equipas de intervenção e convívio na Internet.
7. Logo, as células cooperativas e o espírito cooperativista são a única via para reforma da impante mentalidade republicana burguesóide.
Nau
terça-feira, 5 de julho de 2016
Nº. 1691 - Doutrina Cooperativista
1. Pretender a restauração da Monarquia dentro dos moldes do liberalismo do início do século passado - não, não vale a pena.
2. Regredir aos tempos da ominosa República maçónica, clientélica e mata-frades, dos 16 anos de regabofe de criminosos e de caudilhismos espúrios - não, só muito obrigado.
3. Macaquear uma salazarquia com incensos ou água benta e vários peões de brega - no mau sentido, provincianos - policíaco e ditatorial; de planificação económica canhestra e funcionalismo medíocre - não, graças a Deus!.
4. Por outro lado, modorrar na República vigente - burguesocrática e clientélica - em que os espoliadores oneram os humildes para beneficiar governantes incompetentes e apaniguados insaciáveis - não e não!. Basta de corruptores e de corruptíveis.
5. Todo o mundo almeja por uma reforma da mentalidade burguesa, serventuária dos plutocratas, estes incutindo no espírito do maralhal que Democracia se resume ao voto inimputável, e a República ao soberano a prazo.
6. Ora sendo a Monarquia sinónimo de governo do Povo, este não deverá delegar o seu poder de decisão a demagogos, procurando satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais através de células cooperativas.
7. Nas ditas células cooperativas não há lugar para disputas partidárias, sendo as uniões, federações e confederações elos suficientemente fortes para dirimir as tentativas hegemónicas capitalistas.
Nau
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Nº. 1690 - Portal Comunalista
1. Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, tendo por soberano - aquele que ocupa o primeiro lugar na subordinação gradativa de poderes na classe política - uma figura vitalícia e hereditária; por fundamento o direito consuetudinário.
2. Os soberanos a prazo são uma característica da República, servindo estes para apoiar os governos da sua cor política ou contrariar aqueles que não correspondam à pertinente clientela, assente no Estado de direito, consistindo este de um conjunto de leis que regulam as relações sociais e asseguram o poder da classe política dominante.
3. Na Monarquia, sempre que uma série de soberanos pertencentes ao mesmo trono não apresenta um sucessor consensual - por quebra dinástica, inadequação e/ou mera inimputabilidade - apenas uma assembleia magna ou uma consulta popular (referendum) poderá esclarecer o assunto.
4. A divulgação do ideal monárquico não tem sido fácil uma vez que se encontra associada a uma classe social preconceituosa, esgotada nas grandezas de um passado mítico, com uma enorme carga religiosa em que a fé suplanta a razão, pretendendo encarreirar por conceitos nitidamente republicanos e burguesocráticos.
5. Logo, não basta contemporizar com os esquemas dos plutocratas dominantes uma vez que só uma reforma da mentalidade burguesa de subserviência aos poderosos e sobranceria perante os fracos ou humildes poderá dar lugar a francos diálogos e cooperação frutuosa.
6. Não consigo entender como o consenso alcançado por 40 ou mais pessoas nos anos 30 do século passado, após o falecimento do último soberano, seja menos vinvulativo do que o eventual acordo que outras tantas pessoas possam atingir nos dias de hoje, embora aceite como salutar o acompanhamento da actuação pública do presuntivo herdeiro da Coroa Portuguesa, resumido em carta sigilosa pontualmente endereçada a este, subscrita pelos respectivos analisadores sob o tema:
senão, não.
7. Por outro lado, será bom cultivar o espírito associativo, talvez promovendo reuniões (por todo o país) onde sejam regularmente discutidas matérias de interesse doutrinário (Jornadas Monárquicas?) coma a divulgação possível nos meios de comunicação social, sem os vedetismos do costume; impondo rigor, pontualidade e frontalidade, com o objectivo da instauração da Monarquia.
Nau
domingo, 3 de julho de 2016
Nº. 1689 - Psyche
1. No último apontamento debruçámos-nos acerca das perturbações mentais, nomeadamente as neuroses, as psicoses e a oligofrenia.
2. Parte do sistema nervoso contido dentro do crânio, compreende o cérebro, o cerebelo, o bolbo raquidiano e o istmo.
3. Logo, o encéfalo - que é o centro de comando do organismo humano e a sede da actividade mental - poderá ser explorado através da medição das alterações do fluxo sanguíneo.
4. As minúsculas ondas eléctricas produzidas pelo cérebro são detectadas por eléctrodos fixos ao couro cabeludo e ligadas ao electroencefalógrafo que as amplia e regista em papel milimétrico.
5. Na postura de semiponte do yoga é exigido um diferencial de planos de cerca de 30cm de altura, quando sentado num cobertor com os joelhos flectidos.
6. Deixando descair o corpo para trás até os ombros e a cabeça ficarem apoiados num segundo cobertor que teve o cuidado de colocar no plano inferior, naturalmente aumenta a circulação sanguínea no cérebro e a sensação de bem-estar.
7. Na postura de deitado, com a cabeça e ombros a nível mais baixo, estenda os braços ao longo do chão, por cima da cabeça, e as pernas em toda a extensão destas, como se estivesse a espreguiçar em improvisada cama de cabeceira baixa. Repita o exercício moderadamente, mas com rigor.
Nau
sábado, 2 de julho de 2016
Nº. 1688 - Fim de Semana 27
1. Estado de perda de contacto com a realidade só poderá ser recidivo fenómeno político luso ou mero autismo resultante da impossibilidade do indivíduo em comunicar.
2. Logo o Estado, como organismo político-administrativo, ou o modo de existir na sociedade, são ambos responsáveis pelas ansiedades sociais manifestadas sob a forma de histeria, fobia e neuroses obsessivo-compulsivas.
3. A comuna - circunscrição territorial em que os residentes exercem a jurisdição efectiva inspirada na prática da autogestão e do autofinanciamento do cooperativismo - é a expressão autonómica de um conjunto de acções que asseguram a integração dos indivíduos num meio do seu agrado.
4. Porém, não é correcto dizer que o trabalhador é aquele dado ao trabalho, uma vez que muitos são os que agenciam a vida desfrutando do trabalho alheio, reservando para si as tarefas leves e/ou incontornáveis, longe do espírito e prática cooperativistas.
5. A burguesia - controlando o esquema de produção/consumo financiado pelo capitalismo - só poderá ser combatida através da multiplicação das células cooperativas, apostando estas nas energias renováveis que o Planeta Azul gratuitamente disponibiliza, dispensando a tutela de patrícios, sacerdotes e quejandos.
6. Forçoso será cantar a pleno pulmões a irónica "Epígrafe da Arte de Furtar" gizada por Jorge de Sena, uma vez que a classe dominante e os governantes que temos tido apenas nos têm espoliado pelo que somente nos resta gritar - "aqui del-rei!".
7. A luta em que estamos envolvidos - isto é, a luta popular - não será contra os credos religiosos; contra a burguesia liberal; contra os burgueses socialistas ou contra os burgueses sociais-fascistas, uma vez que, com todos contemporizamos - somos a nova geração rumo ao futuro. Somos cooperativistas monárquico-comunalistas.
Nau
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Nº. 1687 - Luta Popular
1. Da humana tendência para a formação de grupos e adopção de ideias alheias, as mais benéficas cristalizaram em regras de ouro.
2. A lembrança de tais regras de ouro fora guardada na memória dos mais velhos e por estes transmitidos às novas gerações.
3. De caldos quentes e de cautelas a frio se formam correntes de pensamento, e as mais constantes são referência ideal para a constituição de um credo religioso.
4. O culto foi-se generalizando e os ritos, bem como as palavras, foram sendo repetidas como expressão do sagrado pelos zeladores habituais, nomeadamente, os sacerdotes e respectivos acólitos.
5. Logo, não há religião sem sacerdotes, sendo ambos fraude na medida em que a primeira se fundamenta na extrapolação de factos experimentais tratados como causa, fim ou lei universal; procurando o segundo manter interpretações falsas por meio de sofismas como modo de vida.
6. Apenas o bicho-homem, negando a sua ancestralidade, cultiva o sentimento que o leva a crer na existência de entes superiores aos quais deve reverência e acatamento, considerando-se superior aos outros seres da natureza que nascem, vivem e morrem...naturalmente.
7. A luta popular não será contra os credos religiosos; contra a burguesia liberal; contra os burgueses socialistas ou contra os burgueses sociais-fascistas. Com todos contemporizamos, porquanto somos a nova geração rumo ao futuro. Somos cooperativistas monárquico-comunalistas.
Nau
Assinar:
Comentários (Atom)