sexta-feira, 23 de março de 2012

Nº. 132 - O Espírito de Comunidade, I

1. O grupo social mais ou menos primitivo que se distinguiu da horda e da família será a tribo (do latim, tribu) que originalmente significava a terça parte do povo romano.

2. A aglomeração de família ou povos que viviam na mesma região proveniente de um tronco comum terá sido o embrião do espírito de comunidade, proporcionador de consensos entre as partes.

3. Na Grécia antiga, a cidade-estado (polis) era governada por uma minoria de homens adultos, com a exclusão das mulheres, escravos e estrangeiros, apresentando o regimen tribal líbio dos nossos dias traços desses tempos.

4. Sempre que um chefe impositivo servia de árbitro, por regra, nos conflitos tribais e transmitia esse estatuto ao seu primogénito, dava azo a uma dinastia, i.e., uma série de soberanos pertencentes ao mesmo tronco.

5. O aumento da população na comunidade, normalmente, consolidava o poder do soberano; porém, quando este enfraquecia, forças minoritárias assumiam o controlo dos negócios públicos - res publica, em termos latinos.

6. Logo, o sistema dito republicano que pôs fim à Regnum Romanum não era democrática no verdadeiro sentido da palavra, mas sim oligárquico, tal como se verificava nas antigas cidades-estado gregas.

7. Ronhosamente muitos sociológicos contemporâneos pretendem associar o fim das monarquias com a assunção das repúblicas devido ao espírito democrático destas, quando apenas se verifica a marionetação do poder governativo por forças oligárquicas.

Nau

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