1. Novo texto de Daniel Nunes Mateus, editado no "Monárquicos Portugueses Unidos", chegou à minha mão, com nova catilinária.
2. Para já (que fique bem claro!) não existe qualquer animosidade da minha parte para com o referido autor embora, no espaço de um mês, este me obrigue a voltar a talho de foice pela sua apologia da instituição monárquica por via cordial.
3. De facto, poucos são aqueles que demonstram uma sanha tão demolidora, particularmente em relação à moçoila dos seios desnudados e barrete frígio, como o citado esgrimista que bem merece um louvor pelo acometimento, que não meras acrimónias.
4. Porém, os argumentos com que fomos brindados carecem de propriedade e no ar ficam mais dúvidas do que esclarecimentos, pois não basta a enunciada opção monárquica - "porque a monarquia é a solução para Portugal" - embelezada com a figura do rei por esta garantir a soberania nacional contra as "liberdades burguesas".
5. Sem dúvida que a convicta fé do polémico autor é mais realista do que republicana, mas insinuar que a doutrina institucional desta última é fomentadora de clientelismos pelo cariz partidocrático é cuspir para o alto, esquecendo que - tanto o clientelismo, como a corrupção - apenas evidenciam uma baixa cidadania.
6. Persistir nos mesmos erros será uma vocação pouco saudável, dado que a notória falta de atenção prestada aos assuntos com os quais, aparentemente, estamos familiarizados, é fruto de cultivado preconceito, ideia formada antecipadamente sem qualquer fundamento plausível.
7. Um rei sai mais barato; um rei presta contas ao povo por estar acima da partidocracia; um rei defende as liberdades cívicas; um rei condiciona a corrupção; um rei promove o desenvolvimento económico... Claro que eu acredito neste rol mirabolante, apenas porque Daniel Nunes Mateus o diz, caso contrário, dificilmente o subscreveria.
Nau
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