1. Ateísmo poderá ser um interessante exercício mental, porém a simultaneidade republicana apenas denota uma alienação substantiva de capacidades.
2. Basta ler o chorrilho de argumentos requentados por Carlos Esperança para, de imediato, compreender que o trauma deste é estar, há muito tempo, fora de prazo, atido a Iluminismos e a preceitos da Revolução Francesa.
3. "Sou cidadão e não vassalo"; "abomino o contubérnio entre o trono e o altar"; "sou avesso à vénia e ao beija-mão" e outras coisas mais, mas de um formalismo bacoco, com uma tendência para condenar os aspectos de valor somenos esquecendo a razão que os fundamenta.
4. "Ser republicano é recusar o poder a quem não se submete ao sufrágio universal e secreto". De facto, o agente de autoridade tem o poder de comandar e impor a observação de certas regras aos cidadãos, embora não tenha sido submetido a qualquer "sufrágio universal e secreto".
5. "A República é o berço da Democracia". Ora democracia significa governo do povo, normalmente exercido através de delegados eleitos, sendo esta definição válida tanto para o sistema republicano, como para o monárquico; logo, o tropo apresentado apenas reflecte o lirismo do argumentador republicano e ateísta.
6. "Ser republicano é, hoje e sempre, um acto de cidadania que tem a ética como baliza e a Liberdade, Igualdade e Fraternidade como divisa, projecto e ambição". A esta jactância opto pela moderação do movimento cooperativo a que pertenço, tendo por fundamento a Liberdade, Equidade e Solidariedade.
7. Em recente apontamento chamei a atenção para o facto do sistema político republicano advogar a eleição de um chefe a prazo (o Presidente da República) que apenas serve para apoiar ou contrariar a maioria democraticamente eleita.
Nau
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