domingo, 4 de março de 2012

Nº. 113 - Sanha Monárquica, III

1. Recentemente, no Facebook, Paulo Especial apresentou, sem mencionar o respectivo autor, as tiradas que passo a comentar, mantendo a redacção original que (suponho) tenha sido obtida através da transcrição de um improviso menos feliz.

2. "... a Monarquia não é o rei, é sim uma alternativa a este Sistema e porque quando, e se chegar a altura, será o Povo a dar legitimidade ao rei".

3. De facto, a Monarquia não é o rei, mas a hereditariedade da realeza por direito de nascimento, sendo a legítima confirmada por idónea entidade e aclamada pelo povo, i.e., reconhecida de viva voz em assembleia, sem recorrer a escrutínio.

4. "Qualquer monárquico compreenderá que o Rei existe para servir o povo, logo terá de ser aclamado por este, esta, aliás, é uma das grandes mais valias da monarquia, não é um pro-forma como a eleições presidenciais, que põem como representante um badameco em que ninguém votou".

5. Se tomarmos a palavra 'servir' como préstimo ou utilidade; estar ao serviço de; cumprir com todos os seus deveres cívicos, etc., todos nós existimos para servir a comunidade, logo, a figura do Rei está no âmbito de tal asserção. Porém, afirmar que de uma eleição presidencial resulta um badameco em que NINGUÉM votou, é um mistério da fé.

6. Paulo Especial sintetiza o seu pensamento afirmando, de modo tácito, não ser realista, i.e., não ser partidário da realeza ou de um rei em particular, almejando apenas um Portugal melhor, tão singelamente como qualquer cidadão português.

7. Resta-me voltar aos argumentos de Daniel Nunes Mateus.

Nau

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