quarta-feira, 14 de março de 2012

Nº. 122 - Porque sou republicano, II

1. Ainda com o 'Diário Ateísta' presente, terminei a última reflexão questionando: será legitimidade democrática o voto de apenas 20% do povo soberano?

2. Muitos dirão que a maioria dos votos apurados num sufrágio é que conta; aos que se deixaram ficar em casa, resta submeterem-se ao escrutínio cotejado. Mas que raio de democracia é esta?!.

3. Volto ao exemplo antigo. Um grupo de malfeitores decide, por maioria, assaltar uma dependência bancária e sequestrar os eventuais clientes daquele banco. Será tal acto democrático?.

4. Se a eleição do Chefe de Estado não for efectuada por um sufrágio universal (como, por exemplo, na Alemanha e na Itália) a instituição deixará de ser republicana?.

5. Tendo presente que democracia significa governo do povo soberano, exercido por delegados eleitos por sufrágio universal, a eleição do Chefe de Estado a prazo não será uma contravenção à referida soberania que é mister observar em cada legislatura?.

6. D. Carlos comentou que em Portugal sobrevivia uma instituição monárquica sem monárquicos. Hoje ainda perduram republicanos ateístas que nem ideias claras manifestam quanto à instituição política das suas crendices.

7. Sem dúvida que a comunidade não é a coutada do rei; mas este obvia disputas partidárias no topo da instituição política, salientando-se como o símbolo da Democracia, a par da Bandeira e do Hino.

Nau

NOTA: editado no 'realistas.org', em 6/11/2011.

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