1. Qual será a instituição política mais democrática, a República ou a Monarquia?
2. Em primeiro lugar é mister expor, de modo sucinto, o que se entende por Democracia: sistema político em que a soberania pertence ao Povo e este, através do sufrágio, delega os seus direitos em representantes que, a partir da Casa da Democracia (Parlamento), fiscalizam, em cada legislatura, os actos do Executivo do qual órgão consensual são os progenitores.
3. Esta definição tanto é válida para republicanos como para monárquicos. Porém, a República distingue-se pela figura do Chefe de Estado ser a prazo enquanto na Monarquia é vitalícia.
4. A eleição do Presidente da República tem, na origem, o conúbio de várias facções diferentes (ou não) da maioria verificada no Parlamento, pelo que a figura eleita apenas serve para apoiar ou contrariar a facção maioritária em funções na Casa da Democracia.
5. O Chefe de Estado vitalício não resulta de sufágios espúrios e/ou de ingredientes cozinhados na Casa da Democracia para adulterar os resultados apurados nas urnas do escrutínio universal, mas sim de um consenso de séculos, renovado pelas Cortes, o que obvia a incongruência atrás referida -a hereditariedade é verificada pelos genealogistas; a confirmação da capacidade do Presuntivo Herdeiro pertence ao forum próprio.
6. Nestas circunstâncias, como democratas, estamos seguros que a Monarquia Social do século XXI será a instituição que, a par de cidadãos criteriosos, poderá robustecer os laços de solidariedade e equidade do Povo Soberano, em estrita observação das medidas exigidas pela pátrica do Bem-Comum e da insaciável fome de Liberdade.
7. Com base naqueles valores, afirmamos que o fundamento da Instituição Monárquica é a Democracia e o Rei é tido como o símbolo desta. O Cooperativismo procura, como atrás foi referido, motivar os cidadãos criteriosos, do presente e do futuro, para a construção de uma comunidade mais equitativa e solidária.
Nau
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