1. A declaração de fé da Vulgata Latina, digo, do Diário Ateísta, vai no sentido de republicano significar partidário da República, esta como instituição política.
2. Ora a república (res publica) define-se como a preocupação do cidadão comum sobrepor os interesses gerais sobre os particulares, sendo tal objectivo transversal a qualquer comunidade de cariz democrático.
3. Para nós, cooperativistas, a res publica não basta, porquanto nos sentimos motivados a agir de modo concertado, em parçaria com pessoas determinadas a satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais através de um empreendorismo saudável de propriedade e responsabilidade compartilhadas.
4. Delegar, isto é, incumbir alguém de zelar pelos nossos interesses no património comum, não significa abdicar ou desistir de algo conscientemente, mas a maioria renuncia, com facilidade, aos seus direitos de cidadão por um prato de lentilhas, devido ao horror de assumir responsailidades, ou inépcia em tomar decisões acerca de si próprio.
5. Embora o homem seja um animal gregário por natureza, formando grupos heterogéneos, procura nestes adoptar ideias alheias, particularmente sonhos, quimeras, fantasias que massajam o ego e conduzem a paraísos onde todos os prazeres desejáveis se realizam.
6. O poder será quimérico, mas o acesso a este garante o desfrutar de sensações paradisíacas o que motiva minorias a construir esquemas para o conquistar, tiranizando os demais.
7. O poder será de carácter oligárquico (exercido por uma minoria que controla os bens de produção); plutocrático (o poder pertence aos possidentes) e democrático (do povo soberano) que, invariavelmente, descamba nas duas outras hipóteses, devido à escassez de cidadãos criteriosos.
Nau
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