1. Cooperar para o bem comum não será apenas considerar os problemas do dia a dia, mas também acautelar a subsistência das gerações vindouras.
2. A legitimidade democrática dos últimos 30 anos não é questionável, porquanto o formalismo desta é idêntico ao do resto da Europa, apenas a prática neste rectângulo de terra à beira-mar plantado deixa muito a desejar.
3. Sem dúvida que a arte da governação é muito complicada para o cidadão comum. Os raros que ascendem às altas esferas onde tais práticas são exercidas ganham o incontestável estatuto de manipuladores políticos.
4. Excedentes governamentais, isto é, contas públicas consolidadas, são luxos pouco prováveis nas democracias latinas pois os políticos envolvidos estão mais empenhados em angariar votos para a próxima legislatura - pouco mais fazem do que pão e circo.
5. Obviamente que todos nós somos responsáveis pela quase bancarrota portuguesa, porquanto sufragamos os governantes que nos desgovernam. Em compensação ganhamos obras de fachada; angariamos emprego a muitos padrinhos e afilhados; contribuimos com o desequilíbrio do orçamento familiar; dizemos não à poupança.
6. Responsáveis somos todos nós pois mesmo quando não nos revemos no governo em exercício, elegemos delegados de outros partidos para controlarem a acção governativa e estes nada acautelam - opção errada? má fortuna?.
7. Não é saudável atribuir a culpa dos nossos desaires aos outros. Por mais indignados que nos encontremos perante realidades desagradáveis, o importante é ponderar uma atitude alternativa - porque não o cooperativismo?
Nau
Nenhum comentário:
Postar um comentário