quinta-feira, 22 de março de 2012

Nº. 131 - O Estado de Direito

1. A tecnocracia, pressupondo a articulação de vários especialistas em diversas matérias, assume-se como uma alternativa à partidocracia.

2. O traço comum entre o tecnocrata e o corifeu partidário é, simplesmente, o poder que a ambos motiva para alcançar o mesmo fim, isto é, a submissão dos mais.

3. Claro está que a anuência voluntária à vontade de outrém é realizada através de técnicas muito sofisticadas, inspiradas por minorias que apenas acautelam os seus interesses pessoais.

4. O tirano e/ou o ditador estão há muito tempo desacreditados, pelo que a demagogia para uns ou a democracia para outros são uma combinação de processos destinados a produzir o objectivo desejado.

5. O Estado de Direito - aparentemente uma ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens na comunidade - é a capa providencial que motiva os resultados almejados por tecnocratas e/ou corifeus partidários.

6. Não nos iludemos. A República não é uma forma democrática de governo, mas um sistema político em que o Chefe de Estado a prazo é eleito em contravenção à maioria democraticamente apurada.

7. Por outro lado, em democracia toda a autoridade, teoricamente, emana do povo, mas os delegados são cândidas marionetas dos possidentes, por falta de cidadãos criteriosos.

Nau

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