domingo, 31 de janeiro de 2016
Nº 1536 - Portal Comunalista
1. O portal aqui encontra-se sempre aberto para denúncias de más práticas sociais, para discussões doutrinárias, para projectos inovadores.
2. As más práticas sociais tanto poderão ir no sentido de corrupções graves ou mero desrespeito pelos espaços comuns, ambos exigindo provas evidentes, concretas e materiais a fim de prevenir demandas litigiosas.
3. Quanto às discussões do foro doutrinário, compreende-se a hesitação da maioria em lidar num campo desconhecido, arriscando-se a uma disputa mais clubista do que a uma avaliação de princípios fundamentais.
4. Os projectos inovadores no campo social tomam, por norma, o rumo de mero debate entre a corrente liberal, assente no robustecimento da iniciativa privada, e a corrente socialista, tendo esta por base uma progressiva burocratização estatal.
5. Discorrer acerca das variantes verificadas naquelas duas doutrinas políticas (liberalismos económicos, sociais e políticos; socialismos pluripartidários, monopartidários e socialismo de mercado chinês) é navegar à bolina, pelo que o melhor será mantermo-nos ao largo, isto é, em alto mar.
6. O traço comum entre liberalismos e socialismos é ambas as doutrinas não prescindirem de uma classe dirigente presumindo que o voto anódino é o garante da democracia.
7. Logo, a alternativa ao dirigismo por corifeus encaprichados é a via cooperativista de cultura democrática.
Nau
sábado, 30 de janeiro de 2016
Nº. 1535 - Psyche
1. Embora a problemática sexual tenha deixado de ser tema sacrossanto, os equívocos persistem, reduzindo a prática do coito a meros aspectos de actuação e técnica
2. O ser humano - biológico, afectivo, psíquico - não existe exclusivamente para o sexo e os fracassos em alcançar orgasmos não significa anomalias graves, nem tão-pouco mera repulsa em relação ao parceiro.
3. Muitas das ansiedades e frustrações verificadas na prática sexual resultam de expectativas exageradas e/ou de preocupações que nada têm a ver com o acto em si, mas da inadequada aproximação.
4. Sem dúvida que a excitação sexual é intensificada pelo contacto físico e estimulação dos órgãos sexuais, desempenhando os lobos frontais do cérebro um papel relevante no controlo das emoções, bem como dos processos mentais.
5. por vezes a incapacidade de conseguir ou manter a erecção adequada resulta de ansiedades e/ou receios infundados que poderão afectar a prática do acto sexual, provocando inibições por largos períodos de tempo.
6. A falta de erecção ocasional (por vezes resultantes de declínios cíclicos de desejo sexual) bem como o facto de não atingir o orgasmo poderá ser decepcionante, mas não destrói uma relação consolidada.
7. O processo mais eficaz para a superação de muitos problemas sexuais é o diálogo franco entre os parceiros envolvidos.
Nau
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Nº. 1534 - Fim de Semana 5
1. O medo injustificado perante determinadas situações, objectos ou animais, reconhecido pelo próprio como ilógico, sem razão de ser, fazem parte da patogenia. Este comportamento evasivo poderá ser provocado por receios de algo que persiste no subconsciente e/ou impulsos agressivos reprimidos que, sendo constantes, progressivamente o fragiliza.
2. A intenção de pôr em causa os ditames de Bruxelas apenas procura ganhar a simpatia dos partidos ditos de esquerda que já têm assento nos órgãos representativos, não fazendo parte das funções presidenciais qualquer contestação nesse sentido. O que não há dúvida é que os soberanos a prazo são figuras antidemocráticas, existindo apenas para apoiar os governos da sua cor (política) ou contrariar as restantes.
3. Repetir, repetir os fundamentos da doutrina cooperativa (1. Adesão livre e voluntária [liberdade]; 2. Autogestão [sem persecução doentia do lucro]; 3. Autofinanciamento [quotização e disponibilidades]; 4. Ajuda mútua [solidariedade]; 5. Acção Social [processo de enriquecimento cultural]; 6. Associativismo [local, regional, comunal e internacional]; 7. Acção mútua/interacção comunal).
4. Claro que a real actividade cooperativa poderá ser levada ao conhecimento público por aqueles que se encontram associados a tais unidades, relatando experiências, objectivos (desaires, inclusive) sem obviamente o fazerem em nome do colectivo e/ou da direcção. Frequentemente tenho feito apelos aos cooperativistas portugueses a trabalhar nas cinco partes do Planeta Azul para se manterem em contacto uns com os outros e, na falta de melhor, utilizarem o espaço CECIM (Centro deEstudo Cooperativos de Inspiração Monárquica).
5. Sempre tenho procurado manter-me informado acerca da cultura do meu rincão natal a partir das antípodas onde me encontro desterrado, mas a falta de contactos e/ou de autores que acerca do mesmo escrevam é pungente. Até do Brasil - com larga actividade editorial - é difícil obter uma resenha das obras dadas à estampa e respectivos autores, apesar dos apelos que, vezes sem conta, tenho feito a amigos meus, inclusive neste espaço.
6. O impulso para os homens trabalharem juntamente na defesa e na realização de objectivos comuns é o primeiro passo, não descurando da sua segurança e dos interesses pessoais que, frequentemente, o levam a sobrevalorizar a apropriação conducente a um domínio eficaz sobre outrem. Logo, a alternativa cooperativista na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos indivíduos e células de propriedade comum, autogestão democrática e financiamento próprio, obviando qualquer tipo de intermediários, rumo a uma Economia Social, é o fundamento da verdadeira luta popular.
7. Aqui ninguém se sente motivado por razões de classes (hereditárias e/ou meramente políticas) uma vez que os homens - sendo todos do mesmo grupo taxionómico basilar - são diferentes, tanto em capacidades físicas como em desenvolvimento intelectual, pelo que é na diferença que aposta o cooperativismo, abjurando a apropriação dos burgueses - tanto os de tendência plutocrática, como os de burocratização centralizada (estatal).
Nau
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Nº. 1533 - Luta Popular
1. Os homens, embora façam todos parte do mesmo grupo taxonómico basilar, não são iguais, tanto em capacidades (configuração externa e gosto pelas coisas de espírito) como na integração na sociedade.
2. Mamífero primata, bípede, posição erecta, mãos preênsis, por vezes dotado de inteligência - faculdade de abstração e generalização - além da capacidade para produzir linguagem articulada, o homem é uma aberração problemática.
3. Frágil por natureza, vive normalmente em sociedade, mas o facilitismo - tanto a disposição para conceber ou produzir, como o improviso rápido para conseguir um fim - aliado à fome de imortalidade, leva-o a buscar vantagens sobre o mais, quer em menor esforço, quer em maior lazer.
4. Claro que o impulso para trabalhar juntamente na defesa e na realização de objectivos é o primeiro passo, não descurando da sua segurança e dos interesses pessoais que, na óptica do parágrafo anterior, o levam a sobrevalorizar a apropriação conducente a um domínio eficaz sobre outrem.
5. Nas comunidades rurais ou simplesmente mercantis a indústria resumia-se a uma actividade artesanal, produzida por artífices e familiares com o objectivo de mera troca ou venda em incipientes mercados, numa economia mais orientada para a subsistência do que para a acumulação da riqueza.
6. A revolução industrial que teve por mola a produção mecanizada consistiu no aumento do estímulo ao consumo a fim de dar azo ao escoamento das séries produzidas, ampliando o número de intermediários, bem como das operações bancárias, ambas orquestradas por insaciáveis plutocratas.
7. Logo, a alternativa cooperativista consiste na satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos indivíduos em células de propriedade comum, autogestão democrática e financiamento próprio, obviando qualquer tipo de intermediários, rumo a uma Economia Social, fundamento da verdadeira luta popular.
Nau
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
1532 - Prelo Real
1. Muitos são aqueles que, dos cinco continentes, nos visitam, por curiosidade ou desfastio, sem curarem do aprofundamento das questões aqui levantadas.
2. Outros matam saudades devido ao prolongado afastamento do torrão natal, como um idoso vizinho me confessou tentando aperceber-se da matéria dada, o que me diverte imenso uma vez que ele desconhece o autor dos textos em questão.
3. Há conjuntos de acções que asseguram a integração dos indivíduos numa determinada colectividade passando estes a reflectir a cultura da mesma; outros não esquecem as suas origens e, à distância, perscrutam as raízes dos problemas.
4. A cultura - sabedoria adquirida ao longo de séculos de convívio e progressivo desenvolvimento - são a característica das várias comunidades embora estas não percam a referência a sons distantes como a língua falada pelos antigos Romanos.
5. Sempre tenho procurado manter-me informado acerca da cultura do meu rincão natal a partir das antípodas onde me encontro desterrado, mas a falta de contactos e/ou de autores que acerca do mesmo escrevam é pungente.
6. Até do Brasil - com larga actividade editorial - é difícil obter uma resenha das obras dadas à estampa e respectivos autores, apesar dos apelos que, vezes sem conta, tenho feito a amigos meus, inclusive neste espaço.
7. Dos angolanos, dos moçambicanos, dos caboverdeanos, dos sãotomenses, dos timorenses, dos macaenses e dos goeses nada consta nas estantes de livros.
Nau
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Nº. 1531 - RAC
1. A real actividade cooperativa poderá ser levada ao conhecimento público por aqueles que se encontram associados a tais unidades, relatando experiências, objectivos (desaires, inclusive) sem obviamente o fazerem em nome do colectivo e/ou da direcção.
2. Sem dúvida que a divulgação das actividades e potencialidades da nossa cooperativa - tanto no sector da produção, como no consumo - tem o mérito de atrair novos associados, bem como estabelecer redes alargadas de novos fornecedores e/ou consumidores.
3. Também a divulgação da oferta de serviços praticada pelas cooperativas dos trabalhadores profissionais é muito importante, uma vez que permite a estas maior visibilidade e segurança ao consumidor que sabe poder confiar nos fundamentos do cooperativismo.
4. Claro sempre houve e haverá oportunistas que das estamenhas de pregadores se servem para extorquir algo de valor aos incautos, pelo que prudência e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
5. Logo, importante é o cruzar de informações, mas a chancela de uma "CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social" é importante para as operações de maior risco e paz das boas almas.
6. Frequentemente tenho feito apelos aos cooperativistas portugueses a trabalhar nas cinco partes do Planeta Azul para se manterem em contacto uns com os outros e, na falta de melhor, utilizarem este espaço para esse efeito.
7. Idênticos convites tenho feito às casas editoras brasileiras, angolanas, timorenses, cabo-verdianas, macaenses, goesas e sei lá que mais, sendo a visita destes registadas em estatísticas e mantidas em silêncio.
Nau
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Nº. 1530 - Doutrina Cooperativista
1. Adesão livre e voluntária (liberdade).
2. Autogestão (sem a persecução doentia do lucro).
3. Autofinanciamento (quotizações e disponibilidades).
4. Ajuda mútua (solidariedade).
5. Acção Social (processo de enriquecimento cultural).
6. Associativismo (local, regional, comunal e internacional).
7. Acção mútua/interacção comunal.
Nau
domingo, 24 de janeiro de 2016
Nº. 1529 - Portal Comunalista
1. Embora conheça razoavelmente o invejável trajecto político de Vital Moreira, este volta a surpreender com uma sólida análise do próximo acto eleitoral no "Económico", de 21 do corrente.
2. Um dos candidatos à corrida presidencial mostra-se determinado em consultar os cidadãos acerca de matéria que, na sua opinião, possa dar azo ao risco de beliscar a soberania do país.
3. Claro que a intenção de pôr em causa os ditames de Bruxelas apenas procura ganhar a simpatia dos partidos ditos de esquerda que já têm assento nos órgãos representativos, não fazendo parte das funções dos candidatos presidenciais.
4. Estranho é que um político que se declara muito atento aos problemas do país nunca se tenha pronunciado acerca de matéria tão sensível e frequentemente negligenciada pelo PS, partido que oficialmente "não" o apoia.
5. Por outro lado, os outros candidatos que se dizem de esquerda pretendem apenas apurar a massa eleitoral afecta ao seu partido para negociações numa segunda volta.
6. Sem dúvida que os soberanos a prazo são figuras antidemocráticas, existindo apenas para apoiar os governos da sua cor ou contrariar os restantes.
7. Tanto na Alemanha, como na Itália os constitucionalistas procuraram disfarçar esta embaraçosa situação impondo um soberano a prazo através do consenso em órgãos representativos.
Nau
sábado, 23 de janeiro de 2016
Nº. 1528 - Psyche: A Máquina Humana, II
1. O medo injustificado perante determinadas situações, objectos ou animais, reconhecido pelo próprio como ilógico, sem razão de ser, fazem parte da patogenia.
2. No estudo da origem de tais fobias estão incluídos o medo dos espaços livres (agorafobia) e o medo de estar fechado em espaços limitados (claustrofobia).
3. Tais receios infundados dão azo a inibições como o falar em público, o cultivar reações sociais ou o dirigir-se a alguém desconhecido, mesmo para tratar de assuntos de interesse pessoal.
4. Ao encontrar-se perante situações críticas, o paciente começa por sentir pulso rápido, desassossego crescente ou insegurança, além de suores e ansiedades fisiológicas incontroladas.
5. Este comportamento poderá ser provocado por receios de algo que persiste no subconsciente e/ou impulsos agressivos reprimidos que, sendo constantes, progressivamente o fragiliza.
6. O agravamento - tanto na frequência, como na ansiedade - evidencia uma neurose fóbica a qual exige um adequado acompanhamento psiquiátrico.
7. Medicamentos ansiolíticos, uma psicoterapia analítica ou uma terapia comportamental poderão atenuar os aspectos gravosos, excepto nos casos dos inveterados políticos portugueses.
Nau
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Nº. 1527 - Fim de Semana 4
1. O conjunto das partes do sistema nervoso alojadas no crânio formam o centro de comando do organismo humano e a sede da actividade mental que, na maior parte dos nossos dirigentes políticos, funciona à noite e por curtos intervalos, mantendo-se inoperante no resto do dia.
2. Como é sabido, os monárquicos não visitam este espaço uma vez que o mesmo se encontra excomungado pela Santa Inquisição, restando-nos o consolo de um católico praticante, muito crítico das posições aqui assumidas, que nos presenteou com um inédito da sua lavra, com que enlevamos o último Prelo Real.
3. O fortalecimento das células cooperativas é realizado pelas estruturas locais ou, extravasando estas, através de uniões, federações e confederações, lançando pontes para associações internacionais de idêntico espírito cooperativo o qual, tendo por pilares a solidariedade e a responsabilidade social, é o leitmotiv do CMC.
4. A esquerda política lusa é, por temperamento, apenas contestatária e serve para robustecer a posição dos plutocratas uma vez que a massa eleitoral receia as depurações dos extremismos que, por norma, acabam no regabofe da primeira república e/ou na desventura da ominosa salazarquia.
5. "Eu Sou a Sombra", o supracitado poema inédito de João A. Pestana Teixeira, reflecte o desalento de um lutador contra o enviesamento das instituições políticas e do empobrecimento do seu Alentejo que tão pujantemente vibrava em "O Grito do Gaio", flexionando-se para o umbigo, porém de punho cerrado: "Mas peço a Deus e tenho fé / De terminar como sempre vivi / De pé!".
6. O espírito de apropriação diligencia por desfrutar do trabalho alheio através da acumulação de fartos cabedais e/ou dominação airada, caprichando pela conquista das cadeiras do poder - tanto pelas vias partidárias como pelo conluio com os plutocratas - concentrando em si poderes públicos, privados ou meramente profissionais, com que são exercidas prepotências desmesuradas.
7. Voltamos a repetir: se queres conhecer o vilão mete-lhe a vara do poder na mão, tendo presente que a luta popular consiste no abjurar dos vilões.
Nau
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Nº. 1526 - Luta Popular
1. Em recente apontamento deixamos bem claro que o cooperativismo monárquico-comunalista - sigla CMC frequentemente usada neste espaço - pugna por um sistema associativo que tem por base as células cooperativas, estas conglomeradas no governo da comuna, sob a consentânea Coroa Real.
2. A supracitada conglomeração das células cooperativas no governo comunal não significa que apenas estas façam parte do dito governo uma vez que os movimentos políticos burgueses - tanto os liberais, como os socialistas - participam no mesmo, sendo a presença do espírito cooperativo dissuasor de aventuras ditatoriais.
3. Bom é ter presente que nas células cooperativas não têm lugar discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, assentando a prática cooperativista na autogestão e no autofinanciamento, bem como no voto responsável - um homem, um voto responsabilizador - independentemente do capital disponibilizado por cada um, tendo por objectivo satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos associados.
4. Cansativo - tanto de ouvir, como de escrever - será a repetição das teses cooperativistas, mas estas fazem sempre questão em sublinhar as suas preocupações com o bem-estar das comunidades em que se encontram inseridas, uma vez que as células por nós preconizadas não tomam a expressão de reduto belicoso, mas de elemento anatómico da unidade morfológica dos seres vivos.
5. A talho de fouce vem a definição do espírito burguês que nada tem a ver com habitantes citadinos - por oposição aos rurais tidos como menos ilustrados, nem tão-pouco com uma determinada classe social - mas o espírito de apropriação, diligenciando este por disfrutar do trabalho alheio através da acumulação de fartos cabedais e/ou dominação airada.
6. Por dominação airada entende-se o caprichar na conquista das cadeiras do poder - tanto pelas vias partidárias como pelo conluio com plutocratas - concentrando em si poderes públicos, privados ou meramente profissionais, com que são exercidas prepotências desmesuradas.
7. Se queres conhecer o vilão mete-lhe a vara do poder na mão, diz a sabedoria popular. Logo, a luta popular consiste no abjurar dos vilões.
Nau
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Nº. 1525 - PR: João A. Pestana Teixeira
Eu Sou a Sombra
É um velho!
Diz-me ele com os olhos baços
Porque eu sou o espelho
Dos seus cansaços
Das suas ilusões e desilusões
Ilusões perdidas desilusões sofridas
Velho? Sim sou velho
Mas cá sigo o meu caminho
E por amor de Deus
Nunca me chamem velhinho
Velho? Sim sou velho
Mas peço a Deus e tenho fé
De terminar como sempre vivi
De pé!
Fui moço aventureiro e folgazão
E muito precoce no amar
Eramos duas crianças
Eu e ela
Que não era feia nem bela
Sim moça alegre e singela
Que era todo o meu querer
Mas por um estranho pudor
Nunca lhe falei de amor.
Mas esse pudor irracional
Pouco tempo durou
Doença súbita e mortal
Para o Céu ma levou
Mas não fiquei no mundo só
Deixou-me a saudade por companheira
Agora que tantos anos lá vão
Uma vida inteira.
E antes que a vida me fuja
Pensei, melhor sonhei
Dar voz à saudade
E fazer um poema para a posteridade
À memória sempre companheira
Daquela moça alegre e singela
Que não era feia nem bela.
Mas o meu estro quase implume
Já pouco pode voar.
Quando forço a mente
Em busca de uma ideia
Muitas surgem num repente
Mas tão modestas e sem alma
Que lembram a minha aldeia.
Sempre gritei hinos à liberdade
Mas agora sou escravo
Das horas de tomar
Cápsulas, comprimidos ou drageias
Todas elas palavras feias
Difíceis de pronunciar.
Mas diz-me o doutor
Que zela pela minha saúde
Que elas têm a virtude
De afastar o mais possível
A maldita que no silêncio das noites
Me sussurra aos ouvidos
Sussurro que me queima e gela
E me soa a vento agreste
Lá vai ela. Lá vai ela
A tua vida a fugir
Parece um apagar de vela
Ou fruto maduro a cair
Lá vai ela... Lá vai ela.
Poema inédito do escritor alentejano João A. Pestana Teixeira, autor d' "O Grito do Gaio"
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Nº. 1524 - RAC
1. O sócio ou mero simpatizante do clube A, por norma, atribui à má sorte os desaires sofridos nos encontros desportivos em que este tomou parte, apodando de mero acaso os êxitos dos clubes que não são do seu agrado.
2. Pouca diferença fazem os filiados e/ou simpatizantes de um partido político dos adeptos ferrenhos de um clube desportivo, usando o mesmo tipo de argumentação, mais fideísta do que esclarecido, mas igualmente alienado e, por força das circunstâncias, embrutecedor.
3. Metaforicamente, os partidos dizem-se de esquerda em relação à cadeira do presidente do parlamento, por oposição à direita que toma assento do lado contrário, embora ambos tenham apenas o objectivo da conquista das rédeas do poder decisório.
4. Ao centro, equidistante dos extremos parlamentares, tomam assento os agrupamentos políticos, igualmente afastados dos extremismos da direita e da esquerda que, suposto ponto de convergência, apenas dá guarida ao rotativismo do sistema burguês vigente.
5. Logo, a esquerda portuguesa é, por temperamento, apenas contestatária e serve para robustecer a posição dos plutocratas, uma vez que a massa eleitoral receia as depurações dos extremismos que, por norma, acabam no regabofe da primeira república e/ou na ominosa salazarquia.
6. A prática cooperativista, tendo por base a autogestão e o autofinanciamento, cultivada nas células cooperativas em que a solidariedade e a democracia são o seu fundamento, tornam-se a via possível para a reforma da mentalidade burguesa, bem como a alavanca para a emancipação da população em geral.
7. O cooperativismo monárquico-comunalista é a expressão do governo da comuna popular e da Coroa Real cuja responsabilidade todos abarca.
Nau
P.S.: amanhã será publicado neste espaço um poema inédito do escritor alentejano João António Pestana Teixeira.
Nau
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Nº. 1523 - Doutrina Cooperativista
1. O cooperativismo tem por fundamento a capacidade das pessoas idóneas agirem e decidirem, independentemente dos seus haveres e formação profissional.
2. Aberta à participação de todos aqueles que procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, não são admitidas, na unidade cooperativa, discriminações étnicas, sociais, políticas ou religiosas.
3. Sendo a ajuda mútua e a responsabilidade colectiva assumida no acto de adesão, todos os associados têm os mesmíssimos direitos e poder decisório, independentemente do capital disponibilizado.
4. Eventuais rendimentos gerados pelas actividades das células cooperativas são, normalmente, revertidos para programas de expansão ou retorno aos sócios nas proporções por estes deliberadas.
5. O fortalecimento das células cooperativas é realizado pelas estruturas locais ou, extravasando estas, através de uniões, federações e confederações, lançando pontes para associações internacionais de igual espírito cooperativo.
6. Cultivando a autonomia e a independência da sua cooperativa, os sócios têm consciência de que tais objectivos serão apenas possíveis através de uma autogestão e um autofinanciamento criteriosos.
7. O espírito de solidariedade e da responsabilidade são um dos pilares do cooperativismo monárquico-comunalista.
Nau
P.S.: dentro em breve publicaremos um poema inédito de um conhecido escritor alentejano.
domingo, 17 de janeiro de 2016
Nº. 1522 - Portal Comunalista
1. Como é sabido, os monárquico não visitam este espaço uma vez que o mesmo se encontra excomungado pela Santa Inquisição.
2. Os mais afoitos ainda se aventuram, mas fazem-no tão silenciosamente que apenas furtivos passos constam dos registos estatísticos que se limitam à mera avaliação numérica.
3. Das bandas de Leste - nomeadamente da Rússia, da Alemanha, da Polónia, da Ucrânia e de poucos mais - leitores em comissão de serviço visitam, por distracção, alguns apontamentos, mormente para obterem informações acerca do desporto-rei, isto é, o futebol.
4. Tanto os visitantes estadunidenses, como os da China vermelha limitam-se a colher dados para os respectivos departamentos de segurança nacional, uma vez que os criptógrafos, por obrigação, passam tudo a pente fino.
5. Visitam-nos alguns emigrantes da Bolívia, do Peru e da Venezuela, sobretudo deste último país, não esquecendo as acintosas palavras com que, em devido tempo, mimoseamos Hugo Chaves, emparelhando este com os ditadorzecos da Coreia do Norte.
6. Do Brasil reza um comentário - aliás, o único comentário registado - de alguém que, para se redimir do erro que cometeu há três longos anos, procura verificar, com os seus próprios olhos, se a sua intervenção já foi eliminada.
7. Resta-nos o consolo de um católico praticante, muito crítico deste espaço, nos tenha enviado, durante as festividades do Novo Ano, um inédito da sua lavra que procuraremos publicar, aguardando a pertinente autorização.
Nau
sábado, 16 de janeiro de 2016
Nº. 1521 - Psyche: A Máquina Humana, I
1.O conjunto das partes do sistema nervoso alojadas no crânio formam o centro de comando do organismo humano e a sede da actividade mental.
2. Tal conjunto tem por nome encéfalo e, com mais de 100 000 000 000 de células, coordena e controla as funções orgânicas, mor parte delas não aperceptíveis.
3. Na caixa craniana, formada por ossos rígidos, flutua o encéfalo no líquido cefalorraquidiano que o alimenta e o protege de choques, contido por uma membrana protectora.
4. A massa cinzenta, enrugada e semelhante a uma noz, encontra-se dividida em dois hemisférios, cada um dos quais composto pelos lobos frontais, temporais, parietais e occipitais.
5. Os lobos frontais desempenham um papel importante no controlo dos processos da mente e das emoções, sendo a audição, o olfato, a visão e o tacto controlados pelos restantes.
6. Na base do encéfalo, acima da medula espinal, encontra-se o cerebelo que controla o equilíbrio e a coordenação da complexa e admirável máquina humana.
7. Ao simplificado resumo falta acrescentar que, no centro do encéfalo, existem quatro câmaras interligadas onde o líquido cefalorraquidiano é segregado e armazenado.
Nau
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Nº. 1520 - Fim de Semana 3
1. Embora com lucidez de consciência, orientação no tempo e no espaço, sem grandes perturbações de memória, a psicose grave progressivamente afecta a vivência do paciente, sendo estes os sintomas dos cripto-republicanos que avançam com pretendentes à Coroa Portuguesa, incluindo um mafioso italiano de mau porte.
2. Pretendendo ser o átrio principal no espaço internáutico da ideia peregrina de Comuna, almejando que esta, enrobustecida pela miríade de células cooperativas, se transforme na base de entendimento da população, estamos prontos a partilhar o pouco que sabemos com a larga experiência daqueles que estão decididos em reformar a mentalidade da impante classe burguesa formada por liberais, socialistas e quejandos.
3. Sem dúvida que a multiplicação das células cooperativas, no seio da comunidade em que estas se encontram inseridas, reforçará a prática administrativa e os objectivos da Economia Social na função pública - essência do comunalismo - abrindo o caminho para o regresso do rei, este garante da democracia, por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
4. José Gomes Ferreira, Subdirector de Informação SIC (opinião@sic.PT) num artigo publicado no Sapo-Opinião (http://www.sapo.t) no início do corrente mês, caracteriza a situação do rectângulo mais ocidental da Península Ibérica com a seguinte frase lapidar: "O Portugal das rendas e dos rendeiros está cada vez pior. Com o povo a pagar a troco de nada". Melhor será ler tal artigo e comentar.
5. Segundo um apontamento de Domingos Amaral publicado no sempre interessante facebook deste, em 16 de Novembro do ano findo, "O Médio Oriente é uma esquizofrenia geral, mas criminosos são criminosos" o que demonstra que a tal psicose grave evidencia tendências em extravasar daquela área geográfica, facto compreensível devido ao largo número de repúblicas lá existentes.
6. Logo, bom será respeitar a linha política estadunidense a qual consiste em lançar sunitas contra xiitas, mediante o fornecimento de armas sofisticadas a estes últimos, permitindo a Israel um pouco mais de tranquilidade.
7. Porém, a luta popular consiste em dirimir o poder, tanto dos plutocratas como dos credos religiosos que se sobrepõem à razão, seguindo ambos amparados pelo poder da riqueza e do dinheiro (poder efectivo mas instável) que, consciente da versatilidade do Estado de direito, à cautela se apoia na força sacerdotal dos ayatollah e outros da mesma sorte.
Nau
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Nº. 1519 - Luta Popular
1. A receita avançada no apontamento de ontem preconizava a coarctação do poder político/económico dos plutocratas; a aplicação do espírito cooperativo na administração pública a fim de assegurar a integração dos indivíduos numa comunidade mais sã e justa; a orientação das relações entre as comunidades ir no sentido de mais pão e menos religião.
2. Nas comunidades primitivas, a tendência ingénita das pessoas que partilhavam os recursos naturais fundamentava-se na mera subsistência, exercendo a solidariedade a função de acautelar a possível segurança, esta enriquecida pela destreza e o conhecimento adquirido por cada um dos seus membros que, no rodar dos tempos, levou os mais aptos a tirar vantagens próprias, a fim de usufruir do que lhes era mais agradável e útil.
3. O poder do mais forte seria naturalmente contestado pelos que se consideravam com mais robustez física nas comunidades primitivas, mas o conhecimento da experiência adquirida era conservado pelos mais velhos que, protegendo a sua fragilidade causada pelo peso da velhice, o transmitiam apenas aos mais dotados intelectualmente que, como minoria, formavam a classe sacerdotal, consistindo esta do feiticeiro e dos seus acólitos.
4. A autoridade, isto é, o poder de se fazer obedecer continua a ser partilhado nas modernas comunidades por aqueles que têm grandes cabedais e, por essa via, dominam a produção e o consumo de bens e serviços, além da circulação da riqueza e da redistribuição do rendimento, influenciando o governo, o poder jurisdicional, as forças militares e os grandes centros do pensamento intelectual que dominam, coadjuvados pelos fideísmos vários.
5. Logo, a luta popular consiste em dirimir o poder tanto dos plutocratas como dos credos religiosos, estes - sobrepondo-se à razão - seguindo amparados pelo poder da riqueza e do dinheiro (poder efectivo mas instável) que, consciente da versatilidade do Estado de direito, à cautela se apoia na força sacerdotal que guarda largos créditos do passado.
6. A luta popular é a decisão que a cada um de nós cabe tomar, com determinação e responsabilidade, uma vez que não alinhamos em seitas - tanto partidárias, como religiosas - nem tão-pouco confiamos no voto anódino, bastando a figura do soberano - hereditário e vitalício - como referencia da comunidade.
7. Dentro das células cooperativas exercitam-se os associados, tanto na autogestão como no autofinanciamento, jamais praticando o esmoler, nem tão-pouco enveredando pelo esquema de acabar como pensionista do Estado.
Nau
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Nº. 1518 - Prelo Real
1. Há um apontamento de Domingos Amaral, no respectivo facebook, publicado em 16 de Novembro do ano findo, que merece uma boa reflexão.
2. "O Médio Oriente é uma esquizofrenia geral, mas criminosos são criminosos", afirma o nosso facebookiano muito assertivamente, na optica do terror, com terror se paga".
3. Porém, deitar as mãos aos criminosos não é coisa simples e fechar fronteiras, selectivamente, é fácil de dizer, mas difícil de concretizar num projecto de união em curso.
4 Os norte-americanos, com toda a moderna tecnologia e a proverbial inteligentzia (secreta) não têm conseguido conter o terrorismo perpetado pelos barões da droga do seu vizinho do Sul...
5. Sendo a esquizofrenia uma psicose grave que faz perder ao doente o contacto coma realidade, os adequados medicamentos antipsicóticos, neurolípticos e psicoterapias de apoio são, obviamente, de difícil aplicação a terroristas.
6. Logo, bom será respeitar a linha da política estadunidense a qual consiste em lançar sunitas contra xiitas, mediante o fornecimento de armas sofisticadas a estes últimos, permitindo a Israel um pouco de tranquilidade.
7. A alternativa, será coarctar o poder aos plutocratas; cultivar o espírito cooperativo; mais pão e menos religião.
Nau
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Nº. 1517 -RAC
1. Mais um artigo de José Gomes Ferreira, publicado no SAPO-OPINIÃO (htt://www.sapo.pt) tendo por título "Estado de asfixia, numa economia de rendas e rendeiros".
2. José Gomes Ferreira, Sub-director de Informação SIC (opinião@sic.pt), no início do corrente mês, caracteriza a situação do rectângulo mais ocidental da Península Ibérica com a seguinte frase lapidar: "O Portugal das rendas e dos rendeiros está cada vez pior. Com o povo a pagar a troco de nada".
3. Ora são os bancos a aumentar em mais de 33% o custo do cartão Multibanco (50 vezes acima da inflação!) bem como a cobrar serviços, tanto em transferências bancárias, como na cedência de créditos, estes sujeitos a uma taxa de 7% cobrada democraticamente ao pequeno empresário.
4. Digo "democraticamente" porquanto as comissões, as taxas, os juros, etc., são iguais em todos os bancos, para o pequeno empresário, claro, dado que os filhos da casa até chegam a ter perdão da dívida e os administradores bancários garantidos chorudos prémios de produtividade.
5. Todo o mundo tem presente que os índices da inflação apenas servem para os jogos florais - tanto na Assembleia da República, como nas empresas de serviços inspirados por esta - chegando as telecomunicações a facturar aumentos de 2,5%, embora a referência inflacionária dificilmente atinja 1%, repito um por cento.
6. José Gomes Ferreira também não poupa os fornecedores da energia electrica que, com certa criatividade, anunciam modestos aumentos dos custos para os consumidores, quando na realidade estes atingem entre 3 a 4 por cento, isto porque certos políticos, para defender os interesses dos pagantes, generosamente abdicaram da carreira pública e viraram administradores das referidas empresas.
7. Entretanto, o Ministério do Ambiente proíbe a utilização tradicional de pesticidas e herbicidas, obrigando os agricultores a tirar cursos de formação organizados por empresas privadas (de qualificação duvidosa) que apenas servem para aumentar a carga fiscal e diminuir os índices de desemprego no grupo dos primos e afilhados dos aparelhos partidários!. Melhor é não perder o texto integral de José Gomes Ferreira, conforme as referências acima indicadas.
Nau
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Nº. 1516 - Doutrina Cooperativista
1. O cooperativismo é a doutrina económica que preconiza a formação de células autónomas - gestão e financiamento próprios - destinadas à produção de bens de consumo e de serviços aos seus associados, sem o recurso a intermediários.
2. A multiplicação das células cooperativas, no seio da comunidade em que estas se encontram inseridas, reforçará a prática administrativa e os objectivos da economia social na função pública - essência do comunalismo - abrindo o caminho para o regresso do rei.
3. Sem a persecução doentia do lucro, o cooperativismo, como doutrina económica, é a alternativa eficaz, tanto à tendência liberal de mercados desregulados pelos esquemas plutocráticos, como à burocratização sistemática do socialismo pelas vias multipartidários e/ou mono partidárias.
4. O associativismo em Portugal tem profundas raízes populares que, tanto o individualismo liberal como o republicano, têm procurado desvirtuar através da consolidação do poder da burguesia, bem como do sectarismo maçónico republicanoide e da salazarquia de má memória.
5. Conforme salientado por José Travaços Santos no seu opúsculo "Vamos Fundar uma Cooperativa", Leiria 1969, "[É de estranhar que] as Bolsas Marítimas e os Celeiros Comuns (o mesmo [sucedendo] com a originalíssima Casa-dos-Vinte-e-Quatro) tenham merecido, da parte de quem escreve Historia, tão diminuto interesse (...) acidentalmente ignorando o que foram, bem como a importância que tiveram tais instituições, descurando a maneira como estas se encontravam arreigadas aos hábitos portugueses".
6.Embora salientando que no cooperativismo não se verificam discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, o supracitado autor não deixa de sublinhar as palavras do Papa João Paulo XXIII (Encíclica Mater et Magistra) pois o cristão tem "o dever de levar em conta as necessidades de outrem, bem como de fazer com que a exploração e distribuição dos recursos da criação se subordinem aos interesses de todos".
7. "A cooperativa existe não só para o associado poder colocar os seus produtos - adquirir outros ou utilizar, em comum, meios de produção em condições mais favoráveis - mas também para facultar, com a indispensável colaboração da sua presença activa e bem interessada, as mesmas regalias aos outros membros da sua sociedade, partilhando com estes as pertinentes responsabilidades e obrigações". José Travaços Santos dixit.
Nau
domingo, 10 de janeiro de 2016
Nº. 1515 - Portal Comunalista
1. Pretendendo ser o átrio principal neste espaço da ideia peregrina de Comuna, quando esta, enrobustecida pela miríade de células cooperativas, se transforma na base do entendimento possível, estamos prontos a partilhar o pouco que sabemos com a larga experiência daqueles que estão decididos em reformar a mentalidade da impante classe burguesa.
2. Embora, segundo as estatísticas deste espaço - que não são por nós controladas - um razoável número de visitantes entram aqui mudos e saem calados, possivelmente devido ao facto de considerarmos todas as religiões fraudes e nefastas ao género humano, ficamos surpreendidos com a capacidade argumentativa daqueles que comentam o recente número de um semanário parisiense que foi objecto de um vil atentado terrorista.
3. Longe de nós a ideia de nos compararmos à projecção editorial, à qualidade e à fina inteligência dos colaboradores do "Charlie Hebdo" - tanto dos que tombaram sob o argumento do terror, como dos que se mantêm firmes nos seus fundamentos - tendo presente que uma gargalhada assusta mais os fideístas do que os infernos, tanto os da Santa Inquisição, como os dos ayatollah de todo o Planeta Azul.
4. Claro que o humor contundente da equipa do Hebdo, ao não poupar qualquer religião dos seus habituais remoques, confirma a tese que o dito semanário não põe a ridículo apenas uma determinada confissão, pelo que acho absurdo que certos fideístas se sintam lamentosos pelo Vaticano não ter sido poupado.
5. Também os comentaristas que se dizem de esquerda não se mostram coerentes quando afirmam que toda direita é papa-hóstias, isto é, religionária, defendendo como verdade absoluta a sua religião, dado que os marxistas-leninistas, tendo "Das Kapital" como livro sagrado e o sistema do socialista Karl Marx como progressista, se cosem com as mesmas linhas.
6. O exacerbar dos conflitos religiosos, cultivados por sacerdotismos espúrios, demonstram à saciedade que a profissão de fé e/ou a crença arreigada na doutrina de um partido político apenas evidencia a inconsistência daquilo que defendem impondo o crê ou morre.
7. Um eventual deus omnipotente não precisa que o idolatrem, nem tão-pouco que, em seu nome, aproveitem a oportunidade para flagelar contrários a esmo.
Nau
sábado, 9 de janeiro de 2016
Nº. 1514 - Psyche
1. Embora com lucidez de consciência, orientação no tempo e no espaço, sem grandes perturbações de memória, a psicose grave progressivamente afecta a vivência do paciente.
2. A fragmentação da personalidade, as alucinações áudio-verbais, a discordância incoerente ideo-verbal, além da frieza de afectos são alguns dos sintomas mais evidentes.
3. Sendo muito frequente nas pessoas de constituição leptossómica do que da pínica, o doente julga que alguém o obriga a fazer e dizer coisas contra a sua vontade.
4. Tais perturbações verificam-se com mais frequência em pessoas com tendência para o isolamento, com poucos amigos, normalmente tímidas.
5. Ideias delirantes e alucinações áudio-verbais, o paciente ganha um sentimento de roubo de pensamentos e, embora de cabeça vazia, os impulsos contra a própria vontade são frequentes.
6 A conversa torna-se incompreensível para o interlocutor pelo erro na formação das palavras, utilizando expressões com sentido diferente do que seria racional.
7. Estes são os sintomas dos critpo-republicanos que avançam com pretendentes à Coroa Portuguesa, incluindo um mafioso de mau porte.
Nau
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Nº. 1513 - Fim de Semana 2
1. Patologias individuais poderão ter sérios reflexos na violência social que ocorre tanto nos grandes centros populacionais, como nas vilas e aldeias do país.
2. Bom seria que os abespinhados comentadores políticos que medram pelo espaço internáutico tivessem a milionésima parte da coragem de Pedro Santos Guerreiro e de Isabel Vicente - autores do artigo "O diabo que nos impariu", publicado no semanário "Expresso, de 24 e Dezembro último - discutindo coisas importantes para o bem-estar comum, em vez de indecorosas rixas partidárias.
3. Nós, cooperativistas, procuramos realizar consensos com os sectários de outras correntes políticas, jamais aceitando a imposição de soberanos a prazo que apenas servem para apoiar os governantes da sua cor e afrontar os contrários, através do cultivado voto anódino. Logo somos comunalistas que não escravos do Estado de direito de inspiração burguesa.
4. Os liberalistas optimisticamente presumem que o simples facto de produzir ´(além do natural gáudio dos plutocratas) melhor satisfazem as necessidades da população; os socialistas, do mesmo entendimento, garantem que a distribuição burocrática e por si controlada será vantagem para o maralhal.
5. Nós os cooperativistas, caprichamos em satisfazer as nossas necessidades económicas, sociais e culturais através da autogestão e de células solidárias, longe das garras dos plutocratas, bem como da estatização burocrática.
6. Recentemente, chamaram a minha atenção para um meritoso trabalho académico de Isadora de Ataíde Fonseca, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que tem por título "A imprensa e o império colonial em São Tomé e Príncipe (1857-1974)", disponível em iataide@Hotmail.com.
7. Não existe grande diferença entre monárquicos portugueses e monárquicos franceses - ambos são nacionalistas e fideístas, pelo que dificilmente serão levados a sério.
Nau
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Nº. 1512 - Luta popular
1. Popular, como adjectivo, significa algo respeitante ou pertencente ao povo.
2. Como substantivo poderá apenas caracterizar uma figura comum - homem do povo; homem simples, pouco culto.
3. Por outro lado, a luta pressupõe combate, discussão e, sobretudo, esforço - mais físico nas contendas do que intelectual na argumentação.
4. Simpático é o termo popular adoptado por certas repúblicas a fim de se distinguirem daquelas de inspiração burguesa que medram por tudo que é sítio.
5. O sistema presidencialista francês vai ao passado buscar o fundamento da sua existência - ministro caído em desgraça é prontamente substituído, mantendo-se o governo em funções - e ninguém é acusado de passadista.
6. Logo, não existe grande diferença entre monárquicos portugueses e monárquicos franceses - ambos são nacionalistas e fideístas, pelo que dificilmente serão levados a sério.
7. A luta popular dignificada é a grande esperança para o futuro, tal como a doutrina advogada pelo CMC.
Nau
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Nº. 1511 - Prelo Real
1. Em trânsito por um aeroporto europeu, tive a oportunidade de ser contactado por um jovem poeta são-tomense que acabara de dar à estampa o seu primeiro livro de versos.
2. Uma chamada ao balcão de embarque, embora com o nome estropiado, dera para o jovem poeta entender a minha cidadania e, embora com destinos diferentes mas largo compasso de espera, a troca de impressões acerca da sua obra foi bem oportuna.
3. A hipótese de ficar com um exemplar da referida obra autografada era remota porquanto aquele teria sido o único volume retirado da bagagem, já com elaborada dedicatória a uma Dulcineia que, segundo o justificativo dado, o aguardava no destino que se avizinhava.
4. No último minuto, a precipitada troca de contactos e a minha dificuldade genética em decorar nomes, acrescida das bolandas que, em escassos dias, me vi envolvido, não me têm facilitado a vida, mas a esperança de encontrar o contacto do poeta entre os vários apontamentos que vou gizando ao longo dos dias mantem-se.
5. Hoje, chamaram a minha atenção para um meritoso trabalho de Isadora de Ataíde Fonseca, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, que tem por título "A imprensa e o império colonial em São Tomé e Príncipe (1857 - 1974)", disponível em iataide@hotmail.com.
6. Tudo que se relacione com São Tomé e Príncipe - pela qual nutro grande simpatia resultante dos laços familiares de quatro gerações ligadas aos destinos daquele país - tem larga audiência no núcleo dos emigrados do qual faço parte.
7. A esperança de voltar a contactar o jovem poeta são-tomense em trânsito por um aeroporto europeu não se esvanece facilmente.
Nau
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Nº. 1510 - RAC
1. Dentro das células cooperativas, segundo as pertinentes regras doutrinantes, não existem discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas.
2. Logo, embora abdicando dos seus credos de estimação, tanto liberais como socialistas poderão fazer parte de células cooperativas desde que, de boa fé, contribuam para as harmoniosas actividades destas.
3. Sempre que nos deslocamos de transporte público também não curamos saber da cor partidária dos outros passageiros, limitando-nos a usufruir do espaço disponível, saindo no destino que mais nos aprouver.
4. A vantagem de - tanto liberais como socialistas - participarem nas actividades de uma célula cooperativa é a oportunidade de tais associados adquirirem a prática sublime da autogestão e do autofinanciamento.
5. No nosso entender, a reforma da mentalidade burguesa (apropriação, acumulação, domínio) só é possível através do robustecimento de uma Economia Social que permitirá sair em acelerado ritmo do ciclo vicioso de produção/consumo imposto pelos plutocratas.
6. Os liberalitas presumem que o simples facto de produzir mais - além do natural gáudio dos plutocratas - melhor satisfazem as necessidades da população; os socialistas, do mesmo entendimento, garantem que a distribuição burocratizada e por si controlada será vantagem para o maralhal.
7. Nós, os cooperativistas, procuramos satisfazer as nossas necessidades económicas, sociais e culturais através da autogestão das células solidárias, longe das garras dos plutocratas, bem como da estatização burocrática.
Nau
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Nº. 1509 - Doutrina Cooperativista
1. Nós, os cooperativistas, não somos liberais, nem tão-pouco socialistas - somos por uma Economia Social.
2. Nós, os cooperativistas, abjuramos o Estado tecnocrático do liberalismo, bem como o Estado burocrático dos socialismos - tanto multipartidário, como monopartidário.
3. Nós, os cooperativistas, defendemos uma Economia Social, definimos as necessidades e controlamos a produção racionalmente através das células cooperativas onde praticamos a autogestão e o autofinanciamento.
4 Nós, os cooperativista, exercitados no voto responsável, fazemos parte de uma cadeia de células maiores (uniões, federações e confederações) que, sem a persecução doentia do lucro, satisfazem as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.
5. Nós, os cooperativistas, nas comunidades onde residimos e exercemos as nossas actividades profissionais dialogamos, sempre que possível, com unidades congéneres do Planeta Azul, a fim de moderar os apetites dos plutocratas.
6. Nós, os cooperativistas, procuramos realizar consensos com os sectários de outras correntes doutrinárias, jamais aceitando a imposição de soberanos a prazo que apenas servem para apoiar os governos da sua cor e contrariar os restantes através do cultivado voto anódino.
7. Nós, os cooperativistas, somos comunalistas na perspectiva de reino, que não escravos do Estado de direito de inspiração burguesa, lutando pelo regresso do Rei por este obviar disputas partidárias no topo da grande Comunidade.
Nau
domingo, 3 de janeiro de 2016
Nº. 1508 - Portal Comunalista
1. Pedro Santos Guerreiro e Isabel Vicente, autores do artigo "O diabo que nos impariu", publicado no semanário "Expresso" de 24 de Dezembro último, são merecedores de todo o nosso respeito e admiração.
2. Respeito, uma vez que ambos prestaram um inestimável serviço à comunidade, tendo efectuado uma pesquiza jornalística com segurança, indiferentes a todo o tipo de avisos de mensageiros agoirentos e de veladas pressões políticas.
3. Admiração, pelo facto de terem elaborado um texto compreensível para o comum dos mortais, recheado de exemplos e de explicações complementares (além da infografia de Carlos Esteves) onde se evidenciam os tortuosos esquemas dos prevaricadores congénitos desta República das Bananas.
4. Sendo de longe conhecidos os abusadores inveterados do exercício político, bem como das funções administrativas dos patrões da banca, deliberadamente prejudicando os interesses alheios, Pedro Santos Guerreiro e Isabel Vicente não deixam de sublinhar alguns dos nomes dos nefandos infractores e das pertinentes empresas.
5. Dos estremados campos políticos ninguém sai incólume, porém todos apontam os dedos acusadores entre si com grande alarido a fim de aumentar a confusão, uma vez que o político não precisa de ser honesto, mas tenta sempre parecer como tal.
6. Bom seria que os abespinhados comentadores políticos que medram pelo espaço internáutico tivessem a milionésima parte da coragem de Pedro Santos Guerreiro e de Isabel Vicente, discutindo coisas importantes para o bem-comum, em vez de indecorosas rixas partidárias.
7. Aqui o portal é mantido sempre aberto, porém raros são aqueles que demonstram saber da poda.
Nau
sábado, 2 de janeiro de 2016
Nº. 1507 - Psyche
1. Violência significa agressividade, comportamento caracterizado por acção impaciente que, pretendendo intimidar ou obter algo de alguém, simplesmente agride.
2. A agressividade constitui uma reacção normal de um adulto perante situações de insegurança, medo ou preocupação súbita ou continuada.
3. Dose exagerada de insulina, nos casos de diabetes; trauma craniano com comoção cerebral; hipomania evidenciada por humor exuberante, instável.
4. Acontecimentos improváveis - vozes ou visões pouco verosímeis - resultantes de excesso de estimulantes e/ou isolamentos prolongados, além de sentimentos de culpa.
5. Irritabilidade como reacção normal à tensão e às preocupações devidas a excessiva actividade e/ou penosas responsabilidades.
6. A mania da perseguição ou suspeita de que está a ser observado, embora ideia infundada por mera insegurança.
7. Patologias individuais poderão ter sérios reflexos na violência social que ocorre tanto nos grandes centros populacionais, como nas vilas e aldeias do país.
Nau
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Nº. 1506 - Fim de Semana 52
1. Os seres humanos auto-avaliam-se, sem objectivos científicos mas como mecanismos de defesa, os quais incluem a negação da realidade, a fantasia, a supressão de factos ou mero retraimento e fuga. Sendo o homem por natureza conflituoso, assim se justifica a monomania de alguns monárquicos que defendem pretendentes não genuínos supondo aviltar o herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio.
2. Hoje, a totalidade dos indivíduos que residem num determinado espaço geográfico onde livremente exercem o seu modo de vida, sem discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas são a verdadeira essência de reino, a Comunidade das comunidades que se revêm na figura do rei, este par inter pares e garante da democracia, por critérios consentâneos que não sufrágios anódinos.
3. Significando monarquia governo de um só, isto é, governo do povo a este jamais poderá ser imposto o esquema autoritário das minorias: liberalismos tecnocráticos de inspiração plutocrática e/ou socialismos burocráticos pela inevitável predominância do Estado em todos os campos, quer por via parlamentar, quer por ditaduras espúrias.
4. Urgente é cultivar o espírito cooperativista estimulando a acção concertada que não o aventureirismo individualista porquanto o trabalho alheio depende da capacidade daquele que o exercita; contudo, mesmo considerando a hipótese de alguém ter potencialidades excepcionais, a cooperação poderá ultrapassar eventuais cansaços e/ou dar continuidade a projectos em curso.
5. Displicente não será repetir que o liberal assume-se como uma classe privilegiada dado que pretende ser o campeão da liberdade impondo a sua visão de que o governo do maralhal deverá ser realizado pelos mais aptos - entenda-se, pelos liberais - no fomento da riqueza por si arrecadada, enquanto que os socialistas, embora defendam uma sociedade sem distinções de classes, presumam que estas continuarão a existir não só como actividades profissionais, mas também como exercício político, isto é, como arte de governar o maralhal.
6. Sendo a informação um bem precioso pois através desta podemos tomar conhecimento daquilo que mais nos apraz, a actividade editorial dos falantes lusos tem sido uma das nossas preocupações, tentando coligir nomes de autores e de obras mas, pelo menos os monarquistas brasileiros poderiam utilizar este espaço para (apenas em sete singelos parágrafos) apresentar uma resenha editorial da sua lavra.
7. No rectângulo ocidental da península ibérica a República está podre e assim continuará enquanto a impunidade bafejar os mais favorecidos e o maralhal continuar à espera do Godot. No entanto, se a maioria de esquerda que tem assento na Assembleia da República não avançar com legislação adequada à punição dos habituais prevaricadores, será outrossim conivente da decorrente pilhagem.
Nau
Assinar:
Comentários (Atom)