sexta-feira, 27 de março de 2015
Nº. 1226 - Fim de Semana 13
1. Continuo sem perceber a razão de certos nefelibatas em se interessarem tanto pelas aristocracias e nobrezas, ambas sem qualquer expressão política na moderna Monarquia.
2. A República é uma forma burguesa de governo antidemocrática por apostar num soberano a prazo eleito por colégio de notáveis (tal como aconteceu na República Maçónica) ou simples fracção maioritária do reduzido número de votantes apurado, com a função de apoiar a cor da camisola do dito soberano a prazo ou contrariar aquela que lhe é adversa.
3. Os projectos de cooperação de que tanto se fala nas assembleias internacionais são meros esquemas de confronto, porquanto o negócio de armas (não esquecendo as drogas) e o controlo das reservas energéticas naturais são muito importantes para alimentar as linhas de produção, os circuitos comerciais, os cofres dos usurários e os apetites consumistas.
4. A tendência de todo o mundo delegar o poder de decisão (que é inalienável) a desconhecidos, isto é, a demagogos, é o estratagema cultivado pela burguesia dos largos cabedais, pois é através deste que os plutocratas salvaguardam as suas riquezas, controlando os bens de produção e fomentando o consumo.
5. Presumir que a substituição da classe burguesa plutocrática dominante pela classe burguesa leninista dirigente resolverá o défice democrático sistematicamente verificado é pura fantasia, porquanto ambas se limitam a cultivar a infantilização do maralhal, por norma averso a responder por actos próprios.
6. Há rumos já experimentados que meramente redundam no presente cinzentão impasse: os economicistas liberais, no altar do mercado, incensam a competição enriquecedora; os tecnocráticos socialistas capricham em burocratizar o mundo tornando-o mero pensionista do Estado.
7. Embora Bruxelas seja o reduto do capitalismo extremista, um governo do PCTP/MRPP faria mais e melhor para Portugal do que as requentadas versões do Bloco Central que se avizinham.
Nau
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