domingo, 1 de março de 2015

Nº. 1200 - Portal Comunalista


1. Raros são aqueles que, afirmando-se monárquicos, justificam a sua opção política.

2. A maioria limita-se a sublinhar a sua reverencial memória quanto ao passado, a simpatia pelo herdeiro da Coroa Portuguesa, D. Duarte Pio, e a aclamar o nome deste nas solenes reuniões que eventualmente tenham lugar.

3. Claro que não faltam as expressões de apoio ao vetusto regime parlamentar (quase com dois séculos de existência!) embora omitam o tipo de parlamento do seu agrado: o de representação popular ou o de ressonância do alçapremado poder.

4. Largas são as referências ao credo religioso que presumem universalmente aceite, com a magnânima declaração de tolerância para as seitas existentes e falta de pudor para o cancro social da mendicância profissional.

5. Numerosos são os antimonárquicos que em nada diferem do repudiado padrão insinuado nos parágrafos anteriores, porém os ditos contestatários limitam-se a expressar o desagrado pelos falsos aristocratas identificados com a Monarquia, embora se identifiquem com semelhante gentalha da sua opção política.

6. Aqui temos expressa a condenação e repúdio de todas as classes dominantes, chamando a atenção para o facto de que, na doutrina cooperativista, não existir qualquer espírito de discriminação social, política ou religiosa.

7. O único soberano que reconhecemos (aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política) é o nosso Rei, porquanto este obvia disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

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