sábado, 14 de março de 2015

Nº. 1213 - Psyche


1. Não sou germanófilo, nem tão-pouco anglófilo, mas apenas cooperativista e monárquico, porquanto a globalização em curso só poderá ser equilibrada pela existência de fortes comunidades sob as respectivas Coroas Reais - que não se enfiam como o barrete frígio - sob as quais se pratica uma salutar democracia.

2. Logicamente o soberano reina, mas não governa, porquanto as decisões (tanto governativas, como meramente administrativas) ao povo pertencem e este poderá sempre manifestar a sua vontade através das plataformas onde assumirá a responsabilidade pelos seus actos, em vez de delegar direitos inalienáveis a minorias dominantes.

3. No apontamento da semana passada procurou-se descrever a razão dos dois grandes conflitos do último século, bem como a maléfica génese dos grandes monopólios - ramas petrolíferas e indústria farmacêutica - que obrigou a Grã-Bretanha a ceder as jazidas petrolíferas da Arábia Saudita à potência norte-americana, a fim desta proteger as suas reservas naturais.

4. A energia nuclear - que trouxe grandes esperanças à administração norte-americana - cedo demonstrou não ser pêra doce, tendo sido, a curto prazo, ensaiada noutras regiões do planeta (Rússia, Grã-Bretanha, França, Japão) até na espalhafatosa República Popular da Coreia do Norte que, com muita teatralidade, vai desempenhando o papel de dragão fabuloso e serpentuário para divertimento da administração da República Popular da China.

5. O planeta azul empalidece com a horda dos aprendizes de feiticeiros que devastam a casa comum, pelo que urgente é o homem pôr de lado os deuses que criou e os conflitos que desastradamente alimenta, a fim de cultivar comunidades mais sãs e justas, empenhadas numa subsistência das populações que nelas fixaram a sua residência.

6. Urgente é disciplinar o consumo de acordo com a necessidade de subsistência do maralhal e não dos interesses de capitalistas empenhados em aumentar os seus lucros; urgente é favorecer a exploração das energias renováveis tendo presente que o planeta que habitamos é um dínamo inestimável e todos nós fazemos parte dessa força gratuita que escapa ao controlo dos usurários que nos exploram até à possível exaustão.

7. Grupos minoritários procuram concertar, através de organizações de cariz maçónico, um governo mundial que disciplinará o planeta, alimentando conflitos regionais através do fornecimento de artefactos mortíferos e instabilidade terrorista, porém os candidatos a tal governo são tantos e tão perversos que o ideal será apostar na cooperação que não na irresponsável eleitorite republicana

Nau

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