terça-feira, 17 de março de 2015

Nº. 1216 - RAC


1. A real actividade cooperativista será aquela verificada nas associações de produtores e/ou consumidores, estas tendo por objectivo libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas.

2. Bom será sublinhar que a doutrina cooperativista não se limita à estrutura associativa, nem tão pouco às actividades atribuídas nos respectivos estatutos, mas a uma missão mais nobre e vasta a qual consiste na reforma da mentalidade burguesa ora dominante.

3. Como todo o mundo tem presente, a classe burguesa fundamenta-se na diferença das disponibilidades materiais próprias, sendo estas grandes para uma minoria dominante; razoáveis para largo número de bem-aventurados e mitigantes para a maioria, ambas na hipótese de ascensão ou degradação social.

4. No entanto a maralha, vivendo o dia a dia, subsiste numa dependência total de uma classe média que lhe assegura trabalho remunerativo no sector dos serviços unipessoais, bem como nas empresas que a dita classe administra, teoricamente podendo alçapremar-se para idêntica posição por mérito próprio e/ou acidentes da fortuna.

5. A posição cimeira da burguesia dominante é garantida pelo controlo de bens de produção, estes disponibilizados através de complicadas teias comerciais (monopólios industriais) que fomentam o consumo, financiando o mesmo com pesados e excessivos esquemas usurários.

6. Logo, a reforma da mentalidade burguesa poderá ser realizada com o esbatimento da apropriação em benefício do espírito cooperativo; com uma participação activa e responsabilizada da maioria em vez da mera delegação em oportunísticos demagogos disponibilizados por bônzios, graças à ronhenta eleitorite.

7. A real actividade cooperativista é a razão do CMC aqui defendido.

Nau

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