terça-feira, 24 de março de 2015

Nº. 1223 - RAC


1. No apontamento de anteontem foi salientado que a administração ao povo pertence, mas sem cor política, tal como acontece no cooperativismo em que o espírito de classe, os cabedais próprios, as opiniões partidárias e as confissões religiosas não são discriminadas.

2. A tendência de delegar o poder de decisão (que é inalienável) a desconhecidos é o esquema preferido pela burguesia dos largos cabedais porquanto é através deste que os plutocratas salvaguardam as suas riquezas e controlam os bens de produção e consumo.

3. Logo, a reforma da maneira individual de pensar é cultivada pela prática cooperativista em que as decisões dos associados são pautadas pelos interesses pessoais e a preocupação em satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais comuns.

4. Ene vezes tem aqui sido chamada a atenção para o facto da minoria burguesa dominante controlar os bens de produção e consumo através de esquemas usurários, desacelerando o primeiro para fomentar o segundo; tirando proventos em ambas as situações.

5. Tanto a minoria burguesa monopolista, como a burguesia serventuária maioritária são adeptos fervorosos da República, tal como se verificou na Roma Antiga e na multiplicação daquele regime político em todas as comunidades em que o povo delega o seu poder de decisão a outrem.

6. Renovar a aliança do Povo com o seu Rei é a proposta do cooperativismo monárquico-comunalista, adestrando-se o primeiro no exercício de tomar decisões assumindo as pertinentes responsabilidades; garantindo o segundo a almejada democracia na qualidade de juiz por excelência.

7. Tristemente, os monárquicos que por aí andam ensimesmados apenas sabem exibir santos e santinhos da sua devoção, blasonando títulos fora do contexto e sem qualquer validade na almejada Monarquia.

Nau

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