quarta-feira, 25 de março de 2015
Nº. 1224 - Prelo Real
1. A relação entre o maralhal e o grupo de pessoas criteriosas tomada como termo de comparação poderá proporcionar informação relevante quanto à consciência social de uma comunidade.
2. O conhecimento real que a população tem do que lhe cumpre fazer e os pertinentes direitos que lhe assiste na comunidade, isto é, a consciência social, é o que legitima a existência do conjunto de pessoas que vivem em comum com recursos que não são de propriedade individual.
3. A consciência social - daquilo que pertence ou respeita à comunidade - sobreleva o articulado do Estado de Direito que apenas serve para proteger os interesses da minoria plutocrática que - através dos monopólios da produção e dos esquemas usurários que fomentam o consumismo - controlam a maioria da população.
4. Quando por via de uma engenharia eleitoral se consegue motivar apenas 20% da população a participar num referendo acerca de assuntos de interesse para a comunidade, logo se compreende o encanto que os plutocratas nutrem pela democracia que assegura o domínio da burguesia minoritária sobre o maralhal.
5. Presumir que a substituição da classe burguesa plutocrática dominante pela classe burguesa leninista dirigente resolverá o défice democrático sistematicamente verificado é pura fantasia, porquanto ambas se limitam a cultivar a infantilização do maralhal, por norma averso a responder por actos próprios.
6. O Eden - lugar de delícias - mantem-se no imaginário das pessoas como única via para uma subsistência gratuita, sem doenças e/ou necessidade de assumir qualquer obrigação de responder por actos próprios, numa beatitude apenas atingida na República da Coreia do Norte.
7. Discorrer acerca destes temas será um desafio imperdoável, mas adequado à perspectiva de futuro empreendimento editorial.
Nau
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