terça-feira, 31 de março de 2015

Nº. 1230 - RAC


1. Mondagrón, situada nos Pirenéus, região denominada por País Basco, é onde se verifica o maior número de empresas cooperativas de sucesso a nível mundial.

2. Nos anos 50 do século passado, o padre Arrizmendiarrieta estabeleceu naquela região a primeira escola para a formação profissional de jovens, numa moderna base tecnológica.

3. A primeira empresa associativa - Talleres Ulgor - formada por 5 jovens trabalhadores bascos, com recursos financeiros próprios, tornou-se autêntico alfobre de unidades cooperativas, nos sectores da produção, novas tecnologias e ensino, atingindo este o nível universitário.

4. Sempre com base na geração de recursos próprios, isto é, através dos excedentes financeiros da actividade das cooperativas, foi estabelecida a CLP (Caja Laboral Popular), nos finais dos anos 50, que passou a centralizar as operações bancárias do consolidado grupo cooperativista.

5. O capital cooperativo, a fim de evitar o endividamento externo, é formado através da quotização dos sócios, continuando estes a manter o voto ao par, independentemente do valor subscrito e tempo de realização do mesmo.

6. Claro que a gestão de uma cooperativa não é pera doce - quer pela contratação de mão de obra assalariada, quer pelo alheamento dos trabalhadores/associados - pelo que o alerta ao  espírito cooperativo tem que ser inteligentemente cultivado.

7. Porém, quem embarca num projecto cooperativo  de certo que satisfará as suas necessidades económicas, sociais e culturais, embora deva estar atento aos inevitáveis Velhos do Restelo.

Nau

segunda-feira, 30 de março de 2015

Nº. 1229 - Doutrina Cooperativista


1. No último apontamento chamámos a atenção para o facto de Monarquia Democrática ser mero pleonasmo.

2. Simultaneamente caracterizámos os três regimes económicos opcionais - Socialismo, Liberalismo, Cooperativismo - ratificando o último como verdadeiramente democrático.

3. Claro que existem inúmeras variantes nos regimes económicos citados, sendo os socialistas, por norma, mais centralizadores e burocráticos.

4. Por outro lado, os liberais - agarrados ao Estado de Direito que salvaguarda os interesses dos plutocratas - sendo campeões do parlamentarismo, fazem tecnocráticas maquinações.

5. O socialismo, para a administração estadunidense, é algo maléfico a esconjurar repetidamente, enquanto na Europa é tão elástico que até serve a direita burguesóide.

6. Numa reinterpretação maoísta, o capitalismo é ensaiado em países socialistas para o aumento da produção local e adestramento de novas tecnologias.

7. Por sua vez, o cooperativismo é praticado com notável êxito no País Basco, salientando a diferença num mundo em vias da globalização.

Nau

domingo, 29 de março de 2015

Nº.1228 - Portal Comunalista


1. Muitos cavalheiros dizem à boca cheia que ambicionam uma Monarquia Democrática em Portugal.

2. Ora Monarquia significa governo de um só e, dado que o Soberano reina mas não governa, lógico será o governo ao Povo pertencer.

3. Bom é ter presente que democracia, por si só, significar governo do Povo, logo Monarquia Democrática é mera redundância.

4. Claro que nos países ditos comunistas, não existindo oposição legalizada, a prática democrática verifica-se, na versão leninista, no interior do partido.

5. Os socialistas, embora preconizando a direcção e domínio do Estado nos bens de produção e consumo, além da abolição da propriedade privada, vão contemporizando com as "Repúblicas Democráticas".

6. Por outro lado, os liberais - tendo a propriedade privada e o mercado como altares sagrados - preconizam que o poder político esteja na dependência dos detentores de capitais.

7. Os cooperativistas propõem a multiplicação de unidades cooperativas que nas comunidades da Grande Comunidade exercitam a prática genuinamente democrática.

Nau

sábado, 28 de março de 2015

Nº. 1227 - Psyche


1. Poucos são aqueles que, na praça pública, se identificam como monárquicos ou meros simpatizantes do ideal monárquico.

2. A toleima de alguns em blasonaram fidalguias sem qualquer significado e/ou valimento nos dias de hoje não é apenas ridículo, mas supinamente trágico.

3. O sectário de uma religião que presume que todo o mundo deverá adoptar o seu credo religioso, "embora tolerante com outras confissões" é de um cretinismo insuportável.

4. Presumir que a mudança do regime vigente - plutocrático, corrupto, antidemocrático - resolverá os problemas da população é de uma candura que toca as raias da estupidez.

5. Deixar correr o marfim, cultivando mera irresponsabilidade a fim de não se comprometer com qualquer corrente política e assumir posição crítica acerca dos desaires que se vão desenrolando ao seu redor é simplesmente doentio.

6. Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, logo urgente é os monárquicos agirem de acordo com o fundamento da doutrina política em questão.

7. Sem Rei (aquele que tradicionalmente nos representa por mera transmissão de pais aos filhos) e sem Norte (aquilo que fundamenta o viver em comunidade) continuaremos a ser escravos da burguesia dominante.

Nau

sexta-feira, 27 de março de 2015

Nº. 1226 - Fim de Semana 13


1. Continuo sem perceber a razão de certos nefelibatas em se interessarem tanto pelas aristocracias e nobrezas, ambas sem qualquer expressão política na moderna Monarquia.

2. A República é uma forma burguesa de governo antidemocrática por apostar num soberano a prazo eleito por colégio de notáveis (tal como aconteceu na República Maçónica) ou simples fracção maioritária do reduzido número de votantes apurado, com a função de apoiar a cor da camisola do dito soberano a prazo ou contrariar aquela que lhe é adversa.

3. Os projectos de cooperação de que tanto se fala nas assembleias internacionais são meros esquemas de confronto, porquanto o negócio de armas (não esquecendo as drogas) e o controlo das reservas energéticas naturais são muito importantes para alimentar as linhas de produção, os circuitos comerciais, os cofres dos usurários e os apetites consumistas.

4. A tendência de todo o mundo delegar o poder de decisão (que é inalienável) a desconhecidos, isto é, a demagogos, é o estratagema cultivado pela burguesia dos largos cabedais, pois é através deste que os plutocratas salvaguardam as suas riquezas, controlando os bens de produção e fomentando o consumo.

5. Presumir que a substituição da classe burguesa plutocrática dominante pela classe burguesa leninista dirigente resolverá o défice democrático sistematicamente verificado é pura fantasia, porquanto ambas se limitam a cultivar a infantilização do maralhal, por norma averso a responder por actos próprios.

6. Há rumos já experimentados que meramente redundam no presente cinzentão impasse: os economicistas liberais, no altar do mercado, incensam a competição enriquecedora; os tecnocráticos socialistas capricham em burocratizar o mundo tornando-o mero pensionista do Estado.

7. Embora Bruxelas seja o reduto do capitalismo extremista, um governo do PCTP/MRPP faria mais e melhor para Portugal do que as requentadas versões do Bloco Central que se avizinham.

Nau

quinta-feira, 26 de março de 2015

Nº. 1225 - Luta Popular


1. Lutar - esforçar-se para realizar algo que o satisfaça - é condição incontornável.

2. A luta pressupõe esclarecimento prévio e determinação nos objectivos a atingir.

3. Há rumos já experimentados que meramente redundam no presente cinzentão impasse.

4. Os economicistas liberais, no altar do mercado, incensam a competição enriquecedora.

5. Socialistas tecnocratas capricham em burocratizar o mundo tornando-o pensionista do Estado.

6. O cooperativismo é a cruzada que se impõe rumo ao futuro.

7. A luta popular é a via segura para a defesa dos interesses comuns.

Nau

quarta-feira, 25 de março de 2015

Nº. 1224 - Prelo Real


1. A relação entre o maralhal e o grupo de pessoas criteriosas tomada como termo de comparação poderá proporcionar informação relevante quanto à consciência social de uma comunidade.

2. O conhecimento real que a população tem do que lhe cumpre fazer e os pertinentes direitos que lhe assiste na comunidade, isto é, a consciência social, é o que legitima a existência do conjunto de pessoas que vivem em comum com recursos que não são de propriedade individual.

3. A consciência social - daquilo que pertence ou respeita à comunidade - sobreleva o articulado do Estado de Direito que apenas serve para proteger os interesses da minoria plutocrática que - através dos monopólios da produção e dos esquemas usurários que fomentam o consumismo - controlam a maioria da população.

4. Quando por via de uma engenharia eleitoral se consegue motivar apenas 20% da população a participar num referendo acerca de assuntos de interesse para a comunidade, logo se compreende o encanto que os plutocratas nutrem pela democracia que assegura o domínio da burguesia minoritária sobre o maralhal.

5. Presumir que a substituição da classe burguesa plutocrática dominante pela classe burguesa leninista dirigente resolverá o défice democrático sistematicamente verificado é pura fantasia, porquanto ambas se limitam a cultivar a infantilização do maralhal, por norma averso a responder por actos próprios.

6. O Eden - lugar de delícias - mantem-se no imaginário das pessoas como única via para uma subsistência gratuita, sem doenças e/ou necessidade de assumir qualquer obrigação de responder por actos próprios, numa beatitude apenas atingida na República da Coreia do Norte.

7. Discorrer acerca destes temas será um desafio imperdoável, mas adequado à perspectiva de futuro empreendimento editorial.

Nau

terça-feira, 24 de março de 2015

Nº. 1223 - RAC


1. No apontamento de anteontem foi salientado que a administração ao povo pertence, mas sem cor política, tal como acontece no cooperativismo em que o espírito de classe, os cabedais próprios, as opiniões partidárias e as confissões religiosas não são discriminadas.

2. A tendência de delegar o poder de decisão (que é inalienável) a desconhecidos é o esquema preferido pela burguesia dos largos cabedais porquanto é através deste que os plutocratas salvaguardam as suas riquezas e controlam os bens de produção e consumo.

3. Logo, a reforma da maneira individual de pensar é cultivada pela prática cooperativista em que as decisões dos associados são pautadas pelos interesses pessoais e a preocupação em satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais comuns.

4. Ene vezes tem aqui sido chamada a atenção para o facto da minoria burguesa dominante controlar os bens de produção e consumo através de esquemas usurários, desacelerando o primeiro para fomentar o segundo; tirando proventos em ambas as situações.

5. Tanto a minoria burguesa monopolista, como a burguesia serventuária maioritária são adeptos fervorosos da República, tal como se verificou na Roma Antiga e na multiplicação daquele regime político em todas as comunidades em que o povo delega o seu poder de decisão a outrem.

6. Renovar a aliança do Povo com o seu Rei é a proposta do cooperativismo monárquico-comunalista, adestrando-se o primeiro no exercício de tomar decisões assumindo as pertinentes responsabilidades; garantindo o segundo a almejada democracia na qualidade de juiz por excelência.

7. Tristemente, os monárquicos que por aí andam ensimesmados apenas sabem exibir santos e santinhos da sua devoção, blasonando títulos fora do contexto e sem qualquer validade na almejada Monarquia.

Nau

segunda-feira, 23 de março de 2015

Nº. 1222 - Doutrina Cooperativista


1. A cooperação anda na boca de todo o mundo: a cooperação europeia; a cooperação dos países do Mediterrâneo; a cooperação intercontinental Europa/Estados Unidos; a cooperação com a América Latina; a cooperação com a África trigueira; a cooperação com as Índias; a cooperação com o Extremo-Oriente.

2. Porém, o que se verifica em todos os referidos projectos de cooperação são meras tácticas de confronto, porquanto o negócio das armas (não esquecendo as drogas) e o controlo das reservas energéticas naturais são muito importantes para alimentar as linhas de produção, os circuitos comerciais, os cofres dos usurários e os apetites consumistas.

3. O neocolonialismo consiste na exploração dos recursos naturais e/ou da mão de obra barata de um determinado país ao qual é facultado tecnologia datada e sujeita ao pagamento de uma compensação pelo uso da dita tecnologia, bem como o direito de comercializar o produto final em mercados específicos, mormente os menos rentáveis.

4. Claro que o neocolonialismo não se limita ao sector da produção, sendo este reforçado por esquemas financeiros  a longo prazo e alto rendimento para os usurários, não excluindo o recurso a intervenções musculadas, tal como se verificou no Afeganistão no século passado pela União Soviética e, mais recentemente, no Iraque pela administração estadunidense.

5. À semelhança do que aconteceu com o Japão e deu azo à participação deste no segundo grande conflito do Séc. XX, o aumento da capacidade industrial obriga à angariação de recursos energéticos fora das suas fronteiras, tal como se está a verificar na China dos nossos dias.

6. Por outro lado, a emergência de novas grandes potências industriais (Brasil, Índia, África do Sul) vai potenciar novos confrontos (não só regionais, como planetários) através de alianças periclitantes, à semelhança do que se verificou no Velho Continente no início do Séc. XX.

7. A cooperação é sempre possível pela boa vontade dos homens, desde que o poder seja partilhado tal como é bandeira da doutrina aqui defendida.

Nau

domingo, 22 de março de 2015

Nº. 1221 - Portal Comunalista


1. Paulo Especial, no facebook que lhe é próprio, levanta 7 questões acerca da opção monárquica que poucos dos assumidos estarão em posição de responder.

2. Dar outra forma ao regime vigente, reorganizar os pilares que o apoiam ou combater os cancros que minam a sociedade portuguesa é mera ladainha demagógica, nova versão do bacalhau a pataco.

3. A República é um regime burguês antidemocrático por apostar num soberano a prazo, eleito por um colégio de notáveis - tal como aconteceu na República Maçónica - ou simples fracção maioritária do reduzido número de votantes apurado, com a função de apoiar a cor da sua camisola ou contrariar aquela que lhe é adversa.

4. Logo, o soberano hereditário e vitalício, não dependendo da minoria que controla os bens de produção - correntemente designada por burguesia monopolista, tendencialmente oligárquica - é símbolo da comunidade, dispensado de referenda periodica, sem funções governativas e/ou administrativas, mas juiz por excelência das mesmas.

5. Claro que os partidos são indispensáveis numa comunidade democrática por representarem doutrinas sociais e propostas governativas, fazendo parte do Conselho Régio, de acordo com o número de filiados inscritos; sujeitos a sufrágios universais para tomarem assento nas cadeiras da Casa da Democracia.

6. Porém, a administração das comunidades da Comunidade ao povo pertence e este é que se deverá candidatar às ditas funções, sem qualquer bandeira partidária, apenas com propostas bem definidas do que pretende realizar.

7. Acima de tudo o que importa é a reforma das mentalidades - sem clubismos - e a responsabilização individual dos gestores administrativos, possível pelo aumento em número da prática cooperativista aqui defendida.

Nau

sábado, 21 de março de 2015

Nº.1220 - Psyche


1. Já várias vezes neste espaço tem sido chamada a atenção para o facto de aristocracia não ser a mesma coisa que nobreza.

2. A aristocracia é a classe que sobressai entre as demais por qualquer circunstância, mormente as funções governamentais; nobreza foi uma classe castrense há muito tempo já desaparecida.

3. Claro que a palavra aristocrata poderá ser usada como adjectivo para designar alguém que, pelo saber e merecimento real, se distingue na sociedade, embora não tenha passado pelas cadeiras do poder.

4. Também o adjectivo nobre é frequentemente usado para assinalar alguém de sentimentos elevados ou aparência imponente, embora sem privilégios e, mor parte das vezes, até com origens bem modestas.

5. No que não há qualquer dúvida é acerca daqueles que capricham por genealogias balofas pretendendo assumir ares de pessoas importantes, não passando de gente pouco recomendável para membro de qualquer governo, devido a sentimentos pessoais bem mesquinhos.

6. Segundo Karl Marx, classe social define um grupo de pessoas com uma posição comum face aos meios de produção que na sociedade capitalista se identifica com a "aristocracia" dos possidentes e a "nobreza" das minorias dominantes.

7. Continuo sem perceber a razão de certos nefelibatas em se interessarem tanto pelas aristocracias e nobrezas - será que pretendem voltar aos tempos medievais?.

Nau

sexta-feira, 20 de março de 2015

Nº. 1219 - Fim de Semana 42


1. Grupos minoritários procuram concertar, através de organizações de cariz maçónico, um governo mundial que disciplinará o planeta, alimentando conflitos regionais através do fornecimento de artefactos mortíferos e instabilidade terrorista, porém os candidatos a tal governo são tantos e perversos que o ideal será apostar na cooperação que não na irresponsável eleitorite republicana.

2. Àqueles que assiduamente nos visitam, estamos gratos pelo estímulo que silenciosamente nos prestam e esperamos que ao abstencionismo no manifestar publicamente qualquer tipo de opinião - aquiescente ou contemporizador - corresponda a vontade de ensaiar os fundamentos aqui sugeridos. Porém, tanto a intenção como a prática não dispensam a simples crítica porquanto, no eventual diálogo e nos exemplos, se aplanam inopinadas dificuldades.

3. Desnecessário será dizer que todas as intervenções, de qualquer parte do mundo, são bem-vindas, sem apuramentos literários ou rodriguinhos circunstanciais, bastando exprimir, de modo sensato, a opinião do subscritor. Falar do cooperativismo e/ou avançar com projectos de cariz regional é muito importante, a fim de motivar os menos afoitos a colocar os seus problemas e de boa vontade colaborar para o fortalecimento das nossas hostes.

4. A real actividade cooperativista será aquela verificada nas associações de produtores/consumidores, estas tendo por objecto libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas. A reforma da mentalidade burguesa poderá ser realizada com o esbatimento da apropriação em benefício do espírito cooperativo; com uma participação activa e responsabilidade da maioria em vez da mera delegação em oportunísticos demagogos disponibilizados por bônzios, graças à ronhenta eleitorite.

5. Em Fevereiro último, foi dada à estampa a mais recente obra do poeta José Travaços Santos tendo por título "Círio". Vinte e cinco poemas da colecção do mesmo nome da "FOLHETO - Edições & Design", desenho da capa e da contracapa de Rui Sousa Pinheiro, edição limitada - para os últimos exemplares, reservas através do http://folheto.paravenda.com.

6. Sempre que as tensões populares sobem ao rubro tal como acontece na actual sociedade russa, logo a equipa de apoio ao iluminado dirigente avança com hipóteses de conspirações para o eliminar ou apelos ao nacionalismo básico, exaltando os valores e carácter das gentes, na linha do Pacto de Munique (1938) que desmembrou o território dos Sudetas da Checoslováquia para o integrar na Alemanha nazi.

7. O mesmo poderá ocorrer quando os povos mongóis do norte da China se decidirem voltar ao seio da família, sendo recebidos de braços abertos devido aos vastos recursos naturais de carvão, petróleo, volfrâmio e outras coisas da mesma jaez.

Nau

quinta-feira, 19 de março de 2015

Nº. 1218 - Luta Popular


1. Confesso nutrir uma enorme simpatia pelo povo russo devido à sua capacidade de ser grande em todos os aspectos da vida - arte, ciência, empreendedorismo - por mérito de génios próprios.

2. Em todos os momentos da história dos diferentes povos, figuras menores e psicopatas têm alcançado as rédeas do poder, assumindo-se como predestinados para tais funções, à semelhança de um Estaline, um Hitler e de um Kim Il Sung, apenas para citar exemplos contemporâneos.

3. Como homens que estimulam as paixões populares, os referidos demagogos não admitem qualquer tipo de contestação, eliminando fisicamente os seus opositores ou sugerindo alvos e figuras a abater para uma suposta melhor segurança e bem-estar da comunidade.

4. Sempre que as tensões populares sobem ao rubro, logo a equipa de apoio ao iluminado dirigente avança com hipóteses de conspirações para o eliminar ou apelos ao nacionalismo básico, exaltando os valores e carácter das gentes na linha do Pacto de Munique (1938) que desmembrou o território dos Sudetas da Checoslováquia para o integrar na Alemanha nazi.

5. O mesmo poderá ocorrer quando os povos mongóis do norte da China se decidirem voltar ao seio da família, sendo recebidos de braços abertos devido aos vastos recursos naturais de carvão, petróleo, volfrâmio e outras coisas da mesma jaez.

6. Claro quando se fala da globalização esta não se limita às novas tecnologias de comunicação, nem tão-pouco às marcas comerciais que se impõem como padrões da modernidade, pressupondo-se um melhor entendimento entre os povos, mas estes pouco ordenam (ou ordenham?) porquanto as supracitadas figuras menores e psicopatas existem e continuarão a existir até a cooperação se sobrepor aos interesses particulares.

7. Quo vadis, Putin?

Nau

quarta-feira, 18 de março de 2015

Nº. 1217 - Prelo Real


1. Em Fevereiro do corrente ano foi dado à estampa a mais recente obra do poeta José Travaços Santos tendo por título "Círio".

2. Vinte e cinco poemas da colecção do mesmo nome da "FOLHETO - Edições & Design", desenho da capa e contracapa de Rui Sousa Pinheiro, edição limitada - para os últimos exemplares, reservas através do htt://folheto.paravenda.com, fax 244 815 198.

3. Segundo o autor de "O Grito do Gaio - Histórias de Verdade com Sabor a Ficção", de João A. Pestana Teixeira, "Círio" é novo marco na obra do poeta batalhense José Travaços Santos.

4. De uma acentuada espiritualidade religiosa, "Círio" prende o leitor logo nos primeiros poemas, mantendo essa magia até às últimas páginas.

5. Vela grande de cera que alumia santos e altares, consome o pavio que se extingue, tal como a vida; lágrimas correndo até ao suporte material de onde pendem como as caprichosas estalactites.

6. Mas "Círio" não é vela que se extinga e, tal como o "Guarda Livros" e até a "Gesta", continua a actuar nos nossos sentidos, como um sopro da primavera.

7. Muito obrigado José Travaços Santos pelo seu inegável bom gosto.

Nau

terça-feira, 17 de março de 2015

Nº. 1216 - RAC


1. A real actividade cooperativista será aquela verificada nas associações de produtores e/ou consumidores, estas tendo por objectivo libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas.

2. Bom será sublinhar que a doutrina cooperativista não se limita à estrutura associativa, nem tão pouco às actividades atribuídas nos respectivos estatutos, mas a uma missão mais nobre e vasta a qual consiste na reforma da mentalidade burguesa ora dominante.

3. Como todo o mundo tem presente, a classe burguesa fundamenta-se na diferença das disponibilidades materiais próprias, sendo estas grandes para uma minoria dominante; razoáveis para largo número de bem-aventurados e mitigantes para a maioria, ambas na hipótese de ascensão ou degradação social.

4. No entanto a maralha, vivendo o dia a dia, subsiste numa dependência total de uma classe média que lhe assegura trabalho remunerativo no sector dos serviços unipessoais, bem como nas empresas que a dita classe administra, teoricamente podendo alçapremar-se para idêntica posição por mérito próprio e/ou acidentes da fortuna.

5. A posição cimeira da burguesia dominante é garantida pelo controlo de bens de produção, estes disponibilizados através de complicadas teias comerciais (monopólios industriais) que fomentam o consumo, financiando o mesmo com pesados e excessivos esquemas usurários.

6. Logo, a reforma da mentalidade burguesa poderá ser realizada com o esbatimento da apropriação em benefício do espírito cooperativo; com uma participação activa e responsabilizada da maioria em vez da mera delegação em oportunísticos demagogos disponibilizados por bônzios, graças à ronhenta eleitorite.

7. A real actividade cooperativista é a razão do CMC aqui defendido.

Nau

segunda-feira, 16 de março de 2015

Nº. 1215 - Doutrina Cooperativista


1. Às sugestões avançadas no apontamento de ontem, lanço um apelo aos assíduos visitantes do Brasil, Venezuela e Uruguai, bem como a todos aqueles que, timidamente, do continente africano, têm passado os olhos por estas linhas, para estabelecerem louváveis pontes entre si.

2. Claro que não cabe a nós facultar os respectivos contactos, bastando aos eventuais interessados escrever um comentário a qualquer dos apontamentos aqui exarados, com a indicação das referências do bloco pessoal e/ou do espaço internáutico que normalmente subscrevem.

3. Os dados facultados deverão omitir qualquer informação pessoal a fim de evitar abusos de gente mal intencionada, sendo este reparo apenas dedicado aos mais distraídos, porquanto os veteranos, decerto, que já tiveram experiências desagradáveis com os asquerosos, digo hackers de serviço.

4. Desnecessário será dizer que todas as intervenções, de qualquer parte do mundo, serão bem-vindas, sem apuramentos literários ou rodriguinhos circunstanciais, bastando exprimir, de modo sensato, a opinião do subscritor.

5. Falar do cooperativismo e/ou avançar com projectos de cariz regional é muito importante, a fim de motivar os menos afoitos a colocar os seus problemas e de boa vontade colaborar para o fortalecimento das nossas hostes.

6. Ah!, resta-nos justificar pela enésima vez a razão da opção monárquica que, como é evidente, obvia disputas partidárias no topo da jerarquia política, estas verificadas no regime republicano em que o Presidente da República apenas serve para apoiar ou contrariar as maiorias apuradas nos órgãos democráticos.

7. Cada vez mais a eleitorite é sustentada por uma engenharia criativa, dado que um magro número de eleitores se dispõe a ir até às assembleias de voto e deste, após a dedução dos votos nulos, resta uma anémica expressão da realidade.

Nau

domingo, 15 de março de 2015

Nº. 1214 - Portal Comunalista


1. Àqueles que assiduamente nos visitam, estamos gratos pelo estímulo que silenciosamente nos prestam.

2. Esperamos que ao abstencionismo no manifestar publicamente qualquer tipo de opinião - aquiescente ou contemporizador - corresponda a vontade de ensaiar os fundamentos aqui sugeridos.

3. Porém, tanto a intenção como a prática não dispensam a simples crítica porquanto, no eventual diálogo e nos exemplos, se aplanam inopinadas dificuldades.

4. Tanto os emigrantes de fresca data, como os naturais de outras comunidades de raiz lusa (repito, raiz lusa) poderão, concertadamente, prepararem-se para as adversidades que se avizinham.

5. Reabro o parêntesis casual do parágrafo antecedente para sublinhar que o adjectivo luso corresponde a tribos autónomos que falavam uma língua comum, de raízes célticas, na região mais ocidental da Península Ibérica.

6. A linguagem comum, com as particularidades regionais e a familiaridade castelhana, permitirão o enrobustecimento de uma comunidade pluricontinental, apta a proteger-se de esquemas perniciosos e avassaladores.

7. Decerto que é a falar que a gente se entende e este poderá ser um espaço para esse efeito.

Nau

sábado, 14 de março de 2015

Nº. 1213 - Psyche


1. Não sou germanófilo, nem tão-pouco anglófilo, mas apenas cooperativista e monárquico, porquanto a globalização em curso só poderá ser equilibrada pela existência de fortes comunidades sob as respectivas Coroas Reais - que não se enfiam como o barrete frígio - sob as quais se pratica uma salutar democracia.

2. Logicamente o soberano reina, mas não governa, porquanto as decisões (tanto governativas, como meramente administrativas) ao povo pertencem e este poderá sempre manifestar a sua vontade através das plataformas onde assumirá a responsabilidade pelos seus actos, em vez de delegar direitos inalienáveis a minorias dominantes.

3. No apontamento da semana passada procurou-se descrever a razão dos dois grandes conflitos do último século, bem como a maléfica génese dos grandes monopólios - ramas petrolíferas e indústria farmacêutica - que obrigou a Grã-Bretanha a ceder as jazidas petrolíferas da Arábia Saudita à potência norte-americana, a fim desta proteger as suas reservas naturais.

4. A energia nuclear - que trouxe grandes esperanças à administração norte-americana - cedo demonstrou não ser pêra doce, tendo sido, a curto prazo, ensaiada noutras regiões do planeta (Rússia, Grã-Bretanha, França, Japão) até na espalhafatosa República Popular da Coreia do Norte que, com muita teatralidade, vai desempenhando o papel de dragão fabuloso e serpentuário para divertimento da administração da República Popular da China.

5. O planeta azul empalidece com a horda dos aprendizes de feiticeiros que devastam a casa comum, pelo que urgente é o homem pôr de lado os deuses que criou e os conflitos que desastradamente alimenta, a fim de cultivar comunidades mais sãs e justas, empenhadas numa subsistência das populações que nelas fixaram a sua residência.

6. Urgente é disciplinar o consumo de acordo com a necessidade de subsistência do maralhal e não dos interesses de capitalistas empenhados em aumentar os seus lucros; urgente é favorecer a exploração das energias renováveis tendo presente que o planeta que habitamos é um dínamo inestimável e todos nós fazemos parte dessa força gratuita que escapa ao controlo dos usurários que nos exploram até à possível exaustão.

7. Grupos minoritários procuram concertar, através de organizações de cariz maçónico, um governo mundial que disciplinará o planeta, alimentando conflitos regionais através do fornecimento de artefactos mortíferos e instabilidade terrorista, porém os candidatos a tal governo são tantos e tão perversos que o ideal será apostar na cooperação que não na irresponsável eleitorite republicana

Nau

sexta-feira, 13 de março de 2015

Nº. 1212 - Fim de Semana 11


1. O que faz correr os homens é a insensatez da competição, tal como foi sublinhado no último apontamento relativo aos conflitos bélicos do início do século passado.

2. Com tantos desafios e problemas que temos de enfrentar no dia a dia, ainda há gentinha agarrada ao apontamento nº. 268  que teve por tema "Nobreza & Aristocracia", sem se aperceber que os D. Brúcio de Brebúcio Iça de Porra Rastaparta e Chiça são os que restam de uma classe social há muito tempo já desaparecida.

3. Falar acerca da Liberdade, Equidade, Solidariedade e de outros fundamentos da doutrina cooperativista, aparentemente é exercício mental desnecessário, porém muitos são aqueles que apostam em soluções milagrosas, sem entenderem que a Economia Social só é realizável através do trabalho e segundo a capacidade de cada um de nós.

4. Procurámos as raízes da felicidade nos textos dos pensadores de antanho e encerrámos o assunto com chave de ouro e recurso kantiano: a boa vontade é predisposição indispensável que torna o homem digno de ser feliz. Oxalá que tal seja por muitos intuído, cooperativistas inclusive.

5. Porém, minorias oligopolistas, através de complicadas teias, tudo procuram controlar, fazendo crer que a via uniformizada na técnica de fabricação e comercialização satisfaz plenamente as necessidades das populações carenciadas.

6. Aparentemente, a vontade que poderá superar todas as diversidades tem por fundamento a razão ou o cálculo que, ao fim e ao cabo, assentam tanto no prazer intelectual, como no  desejo cru.

7. Basta completar a receita com mais cooperação e mais autogestão.

Nau

quinta-feira, 12 de março de 2015

Nº. 1211 - Luta Popular


1. O homem constrangido - socialmente embaraçado - resulta tanto das doutrinas liberais, como das socialistas.

2. A racionalização da economia e/ou da actividade política guarda o perfume de velhas religiões incensadas por corruptos homens públicos.

3. Claro que a utopia - forma visionária que toma a liberdade e o prazer como algo gratuito sem ter em conta os defeitos inerentes à natureza humana - é o almejado Paraíso.

4. Aparentemente a vontade que poderá superar todas as diversidades tem por fundamento a razão ou o cálculo que, ao fim e ao cabo, assentam tanto no prazer intelectual, como no desejo cru.

5. Porém, a luta de classes sintetizada nas reivindicações das classes salariais contra os detentores dos bens capitalistas é continuada teoria utópica alimentada pelas análises conjunturais de Marx e Engels.

6. Nós, cooperativistas monárquicos-comunalistas, sublinhamos que a reforma da mentalidade burguesa - quer liberal, quer socialista - é possível sem qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa.

7. A globalização só poderá ser realizada de modo equilibrado quando as pequenas comunidades, com forte espírito cooperativo, garantirem a independência e a autogestão próprias.

Nau

quarta-feira, 11 de março de 2015

Nº. 1210 - Prelo Real


1. Nuvens negras anunciam sérias borrascas no horizonte e a juventude continua a ser afectada pelas medidas de governantes (sem talentos e sem tomates) incapazes de traçar rotas seguras para o futuro, escravos da eleitorite.

2. Minorias oligopolistas, através de complicadas teias, tudo procuram controlar, fazendo crer que a via uniformizada na técnica de fabricação e comercialização satisfaz as necessidades das populações carenciadas.

3. O consumo orientado para sectores aparentemente injustificáveis, abarca marcas e serviços que, tal como a Coca-Cola ou os adubos da Monsanto, são impostos por condicionamentos legais, tidos como padrões da modernidade.

4. As grandes doutrinas - tanto as políticas como as religiosas - perderam o seu encanto virginal - apresentando-se como meros desafios os confrontos - tanto os perpetrados por bandos de malfeitores, como os cultivados por guerrilheiros profissionais - por alimentarem o rendoso negócio de armas.

5. Os estupefacientes que, à semelhança do consumo de álcool, deviam ser liberalizados, criam dependências e provocam doenças do foro mental, com larga audiência no sector farmacêutico que continua a descobrir epidemias renováveis, estas combatidas com lucros fabulosos.

6. Aqueles que nos continuam a incentivar para uma definitiva entrada no sector editorial, sugerimos que não encerrem os manuscritos (definitivos ou inacabados) em baús sepulcrais, porquanto a esperança é a última coisa a morrer.

7. Quer se extingam os deuses ou definhem as doutrinas políticas, o cooperativismo é o proverbial reduto.

Nau

terça-feira, 10 de março de 2015

Nº. 1209 - RAC


1. Segundo Platão (428 a 347 ac) na comunidade justa cada um agirá de acordo com as suas capacidades.

2. Para Aristóteles (384 a 322 ac) a vontade de prosseguir uma vida em conformidade com a justiça, com o dever e com a lei seria uma virtude, susceptível de real aperfeiçoamento do homem.

3. Epicuro (341 a 270 ac) sublinhava a necessidade de eliminar o temor aos deuses e à morte, suprimindo a dor para alcançar a felicidade (fim natural da vida) na senda do prazer de caracter espiritual.

4. Cícero (106 a 43 ac) insinuava que o conjunto de todas as boas qualidades morais conduziriam o homem à felicidade na uita beata, nunca na uita beatissima.

5. Para Stº Agostinho (354 a 430 dc) o dogmatismo afirma a possibilidade de alcançar a certeza: Deus é a essência e a felicidade.

6. Mas para Rousseau (1712 a 1778 dc) a bondade natural do homem é a possível felicidade, porém esta é contaminada pela frustânea vida social.

7. Finalmente, para Kant (1724 a 1804) a boa vontade é predisposição indispensável que torna o homem digno de ser feliz.

Nau

segunda-feira, 9 de março de 2015

Nº. 1208 - Doutrina Cooperativista


1. Para um cooperativista, Liberdade não é condição de quem está isento de cumprir quaisquer deveres, mas a responsabilidade de agir de um ou outro modo (ou não agir) por vontade própria.

2. Para um cooperativista, a Equidade é a disposição natural de reconhecer, de igual modo, o direito de cada um, sem paternalismos e/ou tendências subalternizantes, concertando os interesses individuais para a construção de uma Comunidade mais sã e justa.

3. Para um cooperativista, a Solidariedade é a relação entre as pessoas e as coisas que são - tanto moral como materialmente - úteis, sempre numa base de responsabilidade (recíproca e interdependente) para a realização de uma Comunidade mais próspera e socialmente equilibrada.

4. Para um cooperativista, o que importa é sentir-se alguém entre iguais, embora a igualdade - mesmo perante a lei - seja coisa que nunca se verifique. Porém, ser alguém - qualquer pessoa! - é existir (não vegetar) e ter o direito a expor ideias e tomar decisões próprias.

5. Para um cooperativista, a associação de que faz parte, fundada para combater lucros de intermediários ou dos capitalistas, é a escola, o elo, a ponte, a proto-comunidade que, grão a grão, tornar-se-á no celeiro que alimentará o futuro.

6. Para um cooperativista, a coexistência do sector público, do sector privado e do sector cooperativo e social de propriedade dos meios de produção é o fundamento da organização económico-social do futuro.

7. Para um cooperativista, a Economia Social é o almejado objectivo.

Nau

domingo, 8 de março de 2015

Nº. 1207 - Portal Comunalista


1. O apontamento com o maior número de visitantes neste espaço internáutico cooperativo e de inspiração monárquica tem por tema "Nobreza & Aristocracia".

2. Singelamente se procurou sublinhar, à data da publicação do apontamento nº 268, que nobreza fora uma classe castrense há muito tempo já extinta, restando numerosos descendentes que dão lustro aos brasões, património histórico de todos nós.

3. Com toda a legitimidade, existem copiosos herdeiros reverentes de figuras radicais que colocavam bombas de pólvora e metralha no meio da multidão e/ou nas sedes dos partidos, bem como nas instalações da imprensa que lhes não era afecta, durante a República Maçónica.

4. Ainda há quem viva à sombra de protagonistas em contestações públicas com desfecho mortal (que foram muitas durante a ominosa salazarquia) recontando efabuladamente o triste episódio de uma trabalhadora rural abatida pela GNR numa repressão desastrada.

5. À vítima do referido desaire hoje é atribuída claras opções políticas, quando esta - à semelhança do desesperado trabalhador sem hipótese de emprego nos nossos dias - apenas lutava pela sua subsistência.

6. Viver à sombra do passado e assumir opções politicas supostamente revolucionárias, aristocráticas, religiosas e quejandas é de uma menoridade intelectual confrangedora, porquanto a história é o que se constrói no presente que não o que se interpreta do passado.

7. Também há a hipótese do assíduo visitante do apontamento nº. 268 "Nobreza & Aristocracia" apenas se deleitar no comentário que escreveu acerca do mesmo, nada mais tendo a acrescentar a respeito deste.

Nau

sábado, 7 de março de 2015

Nº 1206 - Psyche


1. A Grã-Bretanha estimula a intriga soez entre a França e a Alemanha para, de uma só cajadada, eliminar dois coelhos, isto é, concorrentes no mercado internacional.

2. No princípio do século passado - aberta a Exposição Universal de 1900 em Paris consagrando a electricidade como fonte de energia, as ramas de petróleo para a iluminação ia perdendo o alento, o que pouca mossa faria à velha Albion com reservas suficientes de carvão para alimentar as suas centrais electricas.

3. Mas os Rockefeller tinham nascido com o cu voltado para a lua e às ramas de petróleo que sustentavam o seu império no sector da iluminação foi descoberta uma outra utilidade: o óleo inflamável para alimentar os motores de combustão interna.

4. Sendo a procura para o novo veículo de locomoção autónoma muito grande, logo engenhosos industriais criaram linhas de produção em série que atiravam para o crescente mercado do transporte milhares de automóveis e tractores de grande porte que, a curto prazo, se tornaram imprescindíveis.

5. Terminado o primeiro grande conflito do século passado por exaustão de todos os beligerantes, a Grã-Bretanha - com uma dívida pública alimentada pelo seu aliado norte-americano - precipita-se sobre o desmembrado Império Otomano, dedicando-se à exploração dos campos petrolíferos do Iraque, da Pérsia e da Arábio Saudita para suprir as suas necessidades de ramas petrolíferas.

6. Entretanto os produtores do novo ouro que faz trabalhar a máquina do progresso - as ramas de petróleo - estabelecem entre si monopólios para dar maior incremento ao seu negócio e evitar concorrências desgastantes, expandindo o rendoso negócio à indústria farmacêutica que, a seu jeito, também vai envenenando o planeta Terra.

7. O segundo grande conflito internacional do século passado é sequela do primeiro, com mais figurantes e erros da máquina revanchista alemã que apostou nas novas tecnologias, mas descurou em previamente controlar as necessárias fontes de energia.

Nau

sexta-feira, 6 de março de 2015

Nº. 1205 - Fim de Semana 10


1. Rebelde a uma integração política e social  (por resistência?, frustração?, mero inconformismo?) o homem nu, isto é, em si, apropria-se de tudo (o que venha à mão ou satisfaça necessidades) curando assegurar a subsistência confortável que toma como um direito natural.

2. Numerosos são os antimonárquicos que abjuram a existência de todo o tipo de classes sociais identificadas com a Monarquia, embora se identifiquem com semelhante gentalha da sua opção política, minorias empenhadas na conquista das cadeiras do poder.

3. Cooperar é a via mais simples - sem esquemas tortuosos e respectivas frustrações - para a conquista da felicidade(?) esta tida como o divino sopro das virgens histéricas, bem como as masturbações públicas do neurótico aluado.

4. Por incrível que pareça, a mão de obra não qualificada tem tido mais êxito na entrada no mercado do trabalho de que os universitários ou os diplomados, mesmo quando estes se encontram acreditados por instituições internacionais.

5. Nos espaços da Internet os presumidos monárquicos evidenciam uma fé mais clubística do que doutrinária na arte de dizer mal a toda a sela. Aqui defendemos a via monárquico-comunalista totalmente apoiada no espírito cooperativo empreendedor para uma satisfação muito pessoal.

6. A sociedade de comunicação em que nos encontramos mergulhados cultiva a alternância sem qualquer hipótese de alternativa e tanto a rádio como a televisão repetem lugares comuns como se a política fosse uma disputa clubística pelo primeiro lugar no campeonato.

7. Logo, urge lutar por uma Economia Social que a via cooperativista proporciona, alijando da cena política os partidos burgueses que nos têm explorado. Talvez o PCTP/MRPP possa dar uma mãozinha nesse sentido.

Nau

quinta-feira, 5 de março de 2015

Nº. 1204 - Luta Popular


1. A sociedade de comunicação em que nos encontramos mergulhados cultiva a alternância sem qualquer hipótese de alternativa.

2. Tanto a rádio como a televisão repetem os lugares comuns como se a política fosse uma disputa futebolística pelo primeiro lugar no campeonato.

3. Dois partidos dominantes e com larga clientela vão esbulhando o país entre si sem qualquer pudor, hipotecando o futuro e esportulando tostões pela canalhada que nada quer fazer.

4. Até os sociais-fascitas se tornam patriotas exigindo um governo de salvação nacional cientes que os bônzios da Europa não lhes permitirão largos voos por estas bandas.

5. Os socialistas (compreendendo os anexos radicais que apenas vociferam contumélias dado que mais nada sabem fazer) reveem-se na triste figura do petit Monsieur Hollande que parece chorar mesmo quando pretende fazer cara de mau.

6. A direita do espectro político português (de certo a mais estúpida da Europa) presume-se vocacionada para governar o país, com o credo nos lábios e espalhando água benta a rodos, atenta a qualquer vaticanismo estrangeirado.

7. Resta-nos o http://www.lutapopularonline.org contra a insanidade reinante.

Nau

quarta-feira, 4 de março de 2015

Nº. 1203 - PR


1. A verborreia que se verifica acerca das actividades clubísticas confirma o excesso de palavras e a míngua de ideias naquele sector.

2. Nas intervenções políticas quotidianas igual tendência se verifica, talvez devido à pecha de, por norma, se confundir ciência governativa com mero clubismo.

3. Sem dúvida que o clubismo ligado ao espectáculo do futebol dará mais satisfação ao admirador clubista do que ao apoiante do governo.

4. Nos blogs monárquicos os adeptos evidenciam uma fé mais clubística do que doutrinária, na arte de dizer mal a toda a sela.

5. Aqui defendemos a via monárquico-comunalista  totalmente apoiada no espírito cooperativo empreendedor, cultivando o diálogo  e o consenso, para uma satisfação muito pessoal.

6. Continuamos a sugerir o estreitamento dos laços entre os falantes lusos, quer estes se encontrem na comunidade original ou integrados noutras comunidades.

7. Projectos ou meras sugestões são aqui bem-vindas e o pertinente comentário em estilo cooperativo de certo que não faltará da nossa parte.

Nau

terça-feira, 3 de março de 2015

Nº. 1202 - RAC


1. Nos últimos anos, largo número de portugueses emigraram para os cinco continentes do planeta azul.

2. Alguns procuraram regressar a diferentes pontos de África, mas os ventos que sopram por aqueles lados não são muito bonançosos.

3. Por incrível que pareça, a mão de obra não qualificada tem tido mais êxito na entrada no mercado do trabalho de que os diplomados, mesmo quando estes se encontram acreditados por instituições internacionais.

4. A permuta de quadros nas grandes empresas estrangeiras apenas tem lugar por favorecimento particular ou carácter transitório, mormente a formação de quadros dirigentes, mas expressão estatística reduzida.

5. Os mais jovens e não comprometidos ainda terão hipóteses de criar raízes nos países de acolhimento; os outros manterão o vai-vem, segundo as disponibilidades materiais que consigam angariar.

6. Uma vez mais chamo a atenção dos emigrantes - tanto os de fresca data, como os veteranos - para o facto das cooperativas poderem satisfazer as suas necessidades como agências de apoio e/ou empresas de intercâmbio comercial.

7. Sem dúvida que a cooperação é uma óptima escola democrática, plataforma ideal para o ensaio e/ou desenvolvimento de quaisquer projectos.

Nau

segunda-feira, 2 de março de 2015

1201 - Doutrina Cooperativista


1. Cooperar é actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim em grupo.

2. Cooperar é a forma de agir, colectivamente, com o objectivo de promover uma Economia Social.

3. Cooperar é partilhar informação tal como se verifica na Wikipédia que resulta da prática cooperativa: crowdsourcing.

4. Cooperar permite que projectos de interesse colectivo sejam financiados tal como os sistemas operativos Linux e Firefox: crowdfunding.

5. Cooperar é abranger na nossa actividade não só familiares e amigos mas também pessoas com interesse no bem-comum.

6. Cooperar significa promover a solidariedade, cultivando uma independência (justa e honesta), e não manter dependências degradantes.

7. Cooperar é a via mais simples - sem esquemas tortuosos e respectivas frustrações - para a conquista da felicidade.

Nau

domingo, 1 de março de 2015

Nº. 1200 - Portal Comunalista


1. Raros são aqueles que, afirmando-se monárquicos, justificam a sua opção política.

2. A maioria limita-se a sublinhar a sua reverencial memória quanto ao passado, a simpatia pelo herdeiro da Coroa Portuguesa, D. Duarte Pio, e a aclamar o nome deste nas solenes reuniões que eventualmente tenham lugar.

3. Claro que não faltam as expressões de apoio ao vetusto regime parlamentar (quase com dois séculos de existência!) embora omitam o tipo de parlamento do seu agrado: o de representação popular ou o de ressonância do alçapremado poder.

4. Largas são as referências ao credo religioso que presumem universalmente aceite, com a magnânima declaração de tolerância para as seitas existentes e falta de pudor para o cancro social da mendicância profissional.

5. Numerosos são os antimonárquicos que em nada diferem do repudiado padrão insinuado nos parágrafos anteriores, porém os ditos contestatários limitam-se a expressar o desagrado pelos falsos aristocratas identificados com a Monarquia, embora se identifiquem com semelhante gentalha da sua opção política.

6. Aqui temos expressa a condenação e repúdio de todas as classes dominantes, chamando a atenção para o facto de que, na doutrina cooperativista, não existir qualquer espírito de discriminação social, política ou religiosa.

7. O único soberano que reconhecemos (aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política) é o nosso Rei, porquanto este obvia disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau