sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Nº. 1191 - Fim de Semana 8
1, A experiência é a mestra da vida e ao longo desta, vezes sem conta, repetimos os mesmíssimos erros.
2. Para certos monárquicos, basta restaurar a Monarquia, entregar o governo ao Rei, reforçar o poder local, sublimar as raízes cristãs do povo português (embora tolerantes com outras confissões religiosas) e o futuro será mais radioso no rectângulo ocidental da Península Ibérica.
3. O cooperativismo é um sistema político-económico baseado na associação de pessoas interessadas na satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem qualquer discriminação de classe, de feição política ou religiosa.
4. Também os deuses se deixam subornar por súplicas e arrependimentos dos seus indefectíveis fieis, pelo que, lamentando toda a prática corruptiva, vou tentando comprometer correligionários meus com promessas de um cooperativismo que assente, sobretudo, na participação e crença democráticas.
5. O ócio - ocupação que não exige grande esforço, tanto físico como intelectual - é o almejado paraíso que as religiões proporcionam para controlar aqueles que não desejam assumir qualquer responsabilidade, aguardando que as decisões milagrosas caiam dos céus ou venham do caudilho improvisado.
6. Os portugueses encontram-se divididos em várias capelinhas: os monárquicos que não sabem o que querem e os que querem e não sabem o quê, misturados com titulares de duvidosa validade, isto é, fora de prazo, tal como académicos que, aperaltados nas suas habilitações irregulares, presumem ser os predestinados aristocratas.
7. Enquanto os deuses foram governados pelos homens, nós, cooperativistas, procuraremos multiplicar pequenas associações onde a solidariedade resulta de largos consensos e as decisões pertencem a cada um dos associados.
Nau
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