quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Nº. 1182 - PR: Burguesia III
1. No espaço internáutico luso há mais blogs que se insinuam como monárquicos do que a real população monárquica existente.
2. A maioria dos supostos monárquicos, à semelhança da maioria da população portuguesa, não se revê no regime político vigente, assacando-o de corrupto, partidocrático e ao serviço de uma burguesia dominante.
3. Claro que a dita burguesia por vocação monopolista controla a produção e consumo dos bens essenciais, através de organizações tentaculares e do nível internacional, fazendo crer que a produção/comercialização sob patente protege os interesses das populações.
4. Não temos qualquer dúvida de que o empreendedorismo é motor do progresso desde que o empresário esteja imbuído do espírito de cooperação (concertação e solidariedade) nunca como mero apropriador doentio - agente de negócios alheios ou em nome individual.
5. Todo este aparente desarrazoado aponta para o cerne do problema, dado que se pretende a mudança de regime deixando campo aberto aos corruptos, aos jogos partidocráticos e aos diktats da burguesia dominante que se insinua como classe média da comunidade.
6. Deste modo, facilmente se compreende a simpatia da prosaica burguesia pelas sociedades secretas (basta olhar para a República Maçónica 1910-1926) porquanto nestas é cultivado o espírito de classe aristocrática - aquela vocacionada para o exercício do poder - bastando ao maralhal um acto tão simples como votar.
7. Porém, Democracia exige participação activa na gestão da res publica - tal como é sugerido pelo cooperativismo - e não cerimónias delegatórias, pelo que Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, coisa que arvorados monárquicos não entende.
Nau
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