quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Nº. 1183 - LP: Burguesia IV
1. O espírito de classe - grupo de pessoas com atributos semelhantes - é mera presunção do simples mortal, isto é, do homo sapiens.
2. Ao assumir uma função dirigente - política, empresarial, catedrática, etc. - o homem presume-se distinguido do grupo civilizacional a que pertence, embora reconheça que o coração, o fígado, o cérebro, os pulmões, etc., fazem todos parte e são órgãos essenciais para a vida do humano.
3. Claro que a complexidade de muitas das funções exigidas numa moderna comunidade requerem pessoal altamente qualificado, mas ninguém dispensa o cangalheiro dado que o homem, em luta para não ser levado a vida inteira, é levado como defunto para a sepultura.
4. O centralismo burocrático, empenhado em eliminar as classes sociais, preconizando a abolição da propriedade privada e a comunhão dos bens, além da distribuição da riqueza de acordo com o princípio "a cada um segundo as suas necessidades", inevitavelmente cria a classe dirigente e respectivos serventuários.
5. Todas as doutrinas político-económicas radicais são mero subterfúgio para alimentar os sacerdotes que cuidam da pureza dos seus credos distribuindo entre si altos cargos dirigentes e delegando em subalternos as funções menos nobres: polícia repressiva para o maralhal e zelosa para os bem-aventurados.
6. A característica da classe burguesa (que por razões de simplicidade passaremos a designar por espírito burguês) salienta-se pela criação de dependências, bem como pelo desfrutar do trabalho alheio, normalmente através de uma minoria escudada em largos cabedais e/ou posições de alto coturno na política.
7. Como teoria social, burguesia é definida como classe dominante das sociedades capitalistas - tanto as dos consórcios monopolistas, como as de cariz meramente Estatal.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário