terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Nº. 1174 - RAC
1. Aqueles que labutam longe do seu torrão natal é gente esforçada na luta pela sua subsistência.
2. Natural será os ditos lutadores criarem círculos de amigos onde revivem práticas ancestrais - confecção de alimentos, músicas e cantares populares, etc. - apostados na retemperação das forças.
3. Para os autóctones, a força laboral estrangeira representa um orçamento mais aliciante, no cômputo de receitas e despesas, bem como uma assegurada condescendência servil, tanto do agrado daqueles que disfrutam do trabalho alheio.
4. A longa dependência dá origem a muitas frustrações, mitigadas pelo culto da saudade e eventual processo de retorno às origens, embora muitos sejam bem sucedidos e criem fortes raízes nas comunidades onde se integraram.
5. D entre os emigrantes com sucesso também há aqueles com um saber de experiências feito se armam em gestores de agências de emprego, procurando aliciar mão de obra barata para, mediante subcontratos, obterem confortáveis lucros.
6. Explorando mão de obra alheia os ditos gestores de agências de emprego não chegam ao extremo das máfias tradicionais - italiana, russa, 'black power', etc. - mas fazem pela vida, aliciando emigrantes ilícitos que, pela natural dependência, sustentam tais práticas imorais.
7. Até a protecção e bom nome da gente lusa que labuta em terras estrangeiras, as unidades cooperativas formadas por residentes com boa reputação moral, poderão ser uma mais valia - tanto para acreditação, como para as trocas comerciais com unidades similares do país de origem.
Nau
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