sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Nº. 1177 - Fim de Semana 6


1. Todos nós temos presente que o poder autocrático tem como único limite a sua própria vontade, sendo legítimo a contestação desta.

2. À maioria das pessoas, absorvida na luta pela subsistência própria, bem como dos dependentes - filhos menores, outros incapacitados e/ou idosos - pouco tempo e energia resta para entender e zelar por algo que é comum, isto é, do domínio público.

3. Embora os governos sejam supostos tomar decisões destinadas a maximizar a felicidade dos eleitores, os governantes nunca esquecem a sua génese partidária e compulsivamente prometem aquilo que sabem não poder realizar.

4. Aqueles que labutam longe do seu torrão natal é gente esforçada na luta pela sua subsistência. Natural será os ditos lutadores criarem círculos de amigos onde revivem práticas ancestrais, apostados na retemperação das forças.

5. O regime vigente não caminha para a supressão das classes sociais, mantendo a promessa de uma distribuição da riqueza (pão e circo, aliás, subsídio e futebol) com base no Estado de Direito que apenas serve os desígnios da classe burguesa dominante.

6. De facto, somos todos burgueses, logo iguais perante a lei embora esta tenha várias leituras, consoante os interesses particulares e o estado emocional de cada um, desculpando-se os deslizes daqueles que nos estão próximos e verberando contra presumíveis inimigos dado que ninguém dispensa a elementar dicotomia do bem e do mal.

7. O desafio da classe dirigente, o bloqueio da autoridade, a corrupção impante, o clubismo de cariz partidário - é o prenúncio do fim de uma era.

Nau

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