terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Nº. 1188 - RAC


1. Sempre que me é possível, recorro às dissertações pedagógicas de alguns comentadores políticos acerca dos cozinhados à portuguesa e dos principais actores que, raramente, ficam bem nos papéis que representam.

2. Claro que há indivíduos mais condescendentes do que outros e, recentemente, certo cavalheiro defendeu a honestidade de um certo político da nossa praça alegando que este, para agradar a figuras gradas da UE, apadrinhara decisões pouco respeitáveis.

3. Nas sua alegações finais, o dito cavalheiro insinuava que, um pequeno país como o nosso, era forçado a condescender com certas práticas internacionais, dando como exemplo inúmeras situações ocorridas numa grande potência do Novo Mundo em que até o fisco regista operações similares com agrado e reverência.

4. Também os deuses se deixam subornar com súplicas e arrependimentos dos seus indefectíveis fieis, pelo que, lamentando tal prática, vou tentando comprometer correligionários meus com promessas de um cooperativismo que assente, sobretudo, na participação e crença democráticas.

5. Talvez seja erro meu por excesso de cepticismo, mas duvido que a mudança do regime vigente dará azo ao aparecimento de governantes mais honestos e críveis, pelo que continuo a apelar mais para a adopção de uma linha orientada para a concertação associativa do que na falácia eleitorista.

6. A falácia eleitorista serve para iludir os mais distraídos, à semelhança dos regimes políticos monopartidários em que a votação piramidal através de assembleias múltiplas garante pouca saúde às bases que não estejam em consonância com o vértice.

7. Aqui não defendemos soluções miraculosas, apenas convidamos todo o mundo, isto é, tanto os mais aptos como os menos dotados a concertarem uma estratégia para satisfazerem as suas necessidades - económicas, sociais e culturais - em plataformas autónomas, na via mais democrática que facilitará o regresso do Rei, por este obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

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