domingo, 15 de fevereiro de 2015

Nº. 1186 - Portal Comunalista


1. Para certos monárquicos, basta restaurar a Monarquia, entregar o governo ao Rei, reforçar o poder local, sublimar as raízes cristãs do povo português (embora tolerantes com outras confissões religiosas) e o futuro será mais radioso, no rectângulo ocidental da Península Ibérica.

2. O monárquico liberal, agarrado ao aggiornato parlamento vintista, está convencido que uma simples mudança de regime dará azo ao aparecimento de políticos responsáveis que porão cobro à corrupção impante; tornará os deputados nominalmente eleitos como arcanjos do foram democrático; moderará a refrega partidária acabando com as promessas irrealistas.

3. Claro que ainda restam monárquicos saudosos da salazarquia, apostando numa figura ímpar (normalmente um militar com muito pulso) que meterá tudo na ordem, impondo orçamentos equilibrados, sessões parlamentares com discursos previamente visados pela comissão de censura e achegas sociais de acordo com o perfil humilde da gente lusa.

4. A troika ainda deixou algumas esperanças no espírito de monárquicos que, no concerto de oligarcas+timocratas+monopolistas, presumem verificar-se a solução mágica nos esquemas do dito triunvirato, uma vez que (é bom não esquecer...) sempre que o regabofe partidocrático toma as rédeas do poder, não há orçamento que resista.

5. Os monárquicos cripto-republicanos resolvem tudo com a eleição de um soberano aleatório, numa assembleia monopartidária; um governo aristocrático, isto é, gente de bem - tanto da direita, como da esquerda - que salutarmente eliminará os contestatários habituais.

6. Confesso que a existência de tanto nefelibata, digo, monárquico extravagante, torna a enumeração destes muito complicada e, sobretudo, extensa e cansativa, pelo que deixo à imaginação do visitante deste espaço o local para onde mandará tais reformadores sociais.

7. Aqui, ao consumismo desenfreado opomos a doutrina cooperativista; ao espírito burguês  dominante sugerimos os princípios cooperativistas; à apropriação doentia recomendamos a prática cooperativista; à eleição de soberanos a prazo, preferimos um rei hereditário e vitalício por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

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