sábado, 28 de fevereiro de 2015
Nº. 1199 - Psyche
1. O egocentrismo é caracterizado pela disposição em situar os interesses próprios como centro e directriz de toda actividade psíquica.
2. Aparentemente, os egocentristas são pessoas determinadas, compulsivas e dominantes, projectando a sua imagem numa combinação de aspereza e agressividade tida como escudo protector por excelência.
3. De raiz narcisista, o egocêntrico aceita com dificuldade opiniões diferentes daquelas por si avançadas, a menos que a dissensão possa ser convertida e expressa como lucubração final genuinamente sua.
4. Rebelde a uma integração política e social, o homem nu apropria-se de tudo que possa assegurar a subsistência confortável que toma como um direito natural.
5. Por outro lado, o conceito liberal, promovendo a diluição do ego na votação anódina, excede o abuso do poder absoluto, através da alienação total do poder de decisão própria.
6. Teoricamente, tudo o que é característica individual, particular e original distancia-se da política (arte de governar os povos), bem como do próprio Eu.
7. Hegel pretendeu que se realizasse a fusão entre a vontade geral e a vontade particular, abdicando totalmente da liberdade própria.
Nau
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Nº. 1198 - Fim de Semana 9
1. Tanto os liberalismos como os socialismos assentam num conceito viciante: delegar o poder de decisão a minorias provenientes de uma burguesia dominante.
2. O comunalismo (fora da esfera religiosa, isto é, monástica) é uma doutrina social que estabelece a autonomia da população que reside num dado território - a comuna.
3. Legalmente reconhecida como alavanca estratégica para o desenvolvimento económico, as cooperativas - a par das associações mutualistas, fundações, IPSS, etc. - procuram fomentar a adesão e participação, livre e voluntária, de todos aqueles que pretendam realizar uma comunidade mais sã e justa.
4. Se és um jovem empreendedor e tens largo número de amigos nas mesmas circunstâncias, procura formar uma associação (mesmo irregular) com um número ímpar de sócios (mínimo 5) para uma futura actividade cooperativista.
5. Porém, é bom ter presente que a formação profissional dos associados e cooperadores é muito importante, sobretudo nos sectores de gestão, liderança, prospecção de mercados e até nos meandros legais, porquanto há sempre alguém que tira vantagens do intricado dos regulamentos oficiais.
6. Os clubismos disponibilizados - quer pelos liberais, quer pelos socialistas - servem apenas para o contentamento e satisfação de minorias com fome de poder, isto é, determinadas em criar dependências favoráveis ao bem-estar das ditas minorias.
7. O fundamento do processo social foi, é e será sempre a subsistência de pessoas como nós e não a sobrevivência dos pretensos aristocratas.
Nau
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Nº 1197 - Luta Popular
1. A luta popular é a tua e a minha hipótese de dirimir o espírito burguês dominante.
2. Sem uma reforma da mentalidade subserviente aos interesses do grande capital que impõe o Estado de Direito (e este apenas serve os poderosos) e a eleitorite (que delega poderes inalienáveis a demagogos) a real democracia jamais será possível.
3. As soluções musculadas através de sacerdotes de doutrinas políticas espúrias e/ou de caudilhos iluminados, invariavelmente acabam numa condenação em tudo semelhante à de Pio VI, em 1785, isto é, não produzem qualquer efeito.
4. Os clubismos disponibilizados - quer pelos liberais, quer pelos socialistas - servem apenas para o contentamento e satisfação de minorias com fome de poder, determinadas em criar dependências favoráveis ao bem-estar das ditas minorias.
5. Ninguém zela melhor pelos nossos interesses do que o próprio, quando devidamente esclarecido, sendo a unidade cooperativa o melhor fórum democrático para o efeito, onde exporá as suas dúvidas e escutará a opinião dos seus pares, igualmente interessados em satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.
6. Para Herbert Spencer, a comunidade é um organismo que se desenvolve desde a infância até à morte, sendo esta adiável pela mão de verdadeiros aristocratas (minoria superior pelo saber e merecimento real) contudo os resultados são patentes.
7. O fundamento do processo social foi, é e será sempre a subsistência de pessoas como nós e não a sobrevivência dos ditos aristocratas.
Nau
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Nº. 1196 - Prelo Real
1. Em seguimento ao apontamento de ontem, aqueles que estejam interessados nos valores e princípios cooperativos, deverão incentivar uma participação activa de todos - eventuais associados e colaboradores.
2. O exemplo é uma forma de fortalecer a construção do projecto que tenham em mente, estando cientes que nem tudo é fácil, exigindo muito trabalho e uma luta constante para vencer a inércia e a burocracia oficiais.
3. A melhor forma para organizar um grupo coeso é privilegiar a comunicação interna e externa, mantendo-se atentos aos vários esquemas já ensaiados que poderão ser válidos, tanto para o mercado de trabalho interno, como alhures.
4. Porém, é bom ter presente que a formação profissional dos associados e cooperadores é muito importante, sobretudo nos sectores de gestão, liderança, prospecção de mercados e até nos meandros legais, porquanto há sempre alguém que tira vantagens do intricado dos regulamentos oficiais.
5. Ineditismos são desnecessários, basta explorar novos aspectos das unidades cooperativas de sucesso e até (caso não tenham tido êxito na construção do grupo associativo) o eventual ingresso num projecto cooperativo já consolidado.
6. O que importa é o equilíbrio entre as componentes económica e social da cooperativa, pelo que o projecto deverá ser criteriosamente estudado - a curto, médio e longo prazos.
7. Sobretudo, a vossa cooperativa deverá ser autossustentável.
Nau
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Nº. 1195 - RAC
1. Se pensas emigrar, não esqueças que o mercado de trabalho externo é muito competitivo pelo que a inexperiência significa emprego apenas no sector de mão de obra barata.
2. Se tens e/ou estás em vias de concluir o 12º ano de escolaridade, procura participar em cursos de formação profissional onde os jovens são instruídos para empregos qualificados, garantindo um futuro mais seguro e melhores compensações materiais.
3. Se és um jovem empreendedor e tens largo número de amigos nas mesmas circunstâncias, procura formar uma associação (mesmo irregular) com um número ímpar de sócios (mínimo de 5) para uma futura actividade cooperativa.
4. Se o grupo em questão pretender selecionar várias actividades profissionais, melhor é dirigirem-se à ESCOLA LASER, em Lisboa, Praça Bernardo Santareno, 3B. 1900-098, tlfs. 218 491 215 - 218 405 801, e falarem com o respectivo director, o Major Serôdio Pardal.
5. Se és um jovem responsável e ambicioso, começa por selecionar os melhores do tal grupo de amigos, do qual te foste apercebendo das capacidades de trabalho e da força de carácter de cada um, durante a frequência dos cursos da ESCOLA LASER que se encontram acreditados no estrangeiro.
6.Se és um cooperativista céptico, dentro em breve mudarás de atitude formando "a tua" empresa para o início de uma proveitosa actividade profissional, em que poderás ter o inestimável auxílio da CASES.
7. Se alguma dúvida burocrática ainda tiveres fala com a CASES, Cooperativa António sérgio para a Economia social, cases@cases.pt/www.cases.PT
Nau
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Nº. 1194 - Doutrina Cooperativista
1. Terminei o apontamento de ontem sublinhando que o objectivo do comunalismo monárquico é o estabelecimento progressivo de uma economia social.
2. Legalmente reconhecida como alavanca estratégica para o desenvolvimento económico, as cooperativas - a par das associações mutualistas, fundações, IPSS, etc. - procuram fomentar a adesão e participação, livre e voluntária, de todos aqueles que pretendam realizar uma comunidade mais são e justa.
3. Através da gestão e controlo democrático dos respectivos órgãos sociais, os cooperativistas exercitam e concertam entre si as diferentes capacidades dos seus associados - tanto administrativas, como financeiras e empresariais - sempre na óptica do bem comum.
4. Na via da conciliação dos interesses dos associados, sem qualquer discriminação social, política ou religiosa, a prática cooperativa estimula uma gestão autónoma e independente, procurando afectar os eventuais excedentes realizados à prossecução dos fins estatuídos.
5. A economia social, conforme atrás sublinhado, compreende as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que desenvolvem uma actividade de apoio a crianças, idosos e/ou incapacitados, procurando manter estes harmoniosamente integrados na comunidade.
6. Para além de ser um importante fonte de desenvolvimento económico, de criação de emprego e de apoio às populações carenciadas, as cooperativas, tendencialmente, compreendem nas suas actividades programas de formação profissional e/ou curricula académicas.
7. Bom é ter presente que as cooperativas são pessoas jurídicas colectivas privadas, sem fins lucrativos, vocacionadas para a comercialização, consumo, agricultura, crédito, habitação e construção, produção operária, artesanato, pescas, cultura, serviços, ensino e solidariedade social.
Nau
domingo, 22 de fevereiro de 2015
Nº. 1193 - Portal Comunalista
1. O comunalismo (fora da esfera religiosa, isto é, monástica) é uma doutrina social que estabelece a autonomia da população que reside num dado território - a comuna.
2. Baseada na descentralização administrativa, a comuna corresponde ao antigo município ou concelho que o regime partidocrático republicano disponibiliza à sua clientela dirigente.
3. Porém, o comunalismo monárquico assenta em dois pressupostos: o conjunto de pessoas residentes num determinado território com interesses comuns; o governo do Povo preconizado pela Monarquia (mono-arkein).
4. Abro aqui um parêntesis para sublinhar que o conceito de monarquia tem evoluído com os tempos - soberano+conselheiros; soberano+ministros e soberano consensual - pelo que na actualidade o soberano reina, mas não governa, pois tanto a administração como o governo ao povo pertencem.
5. Por outro lado, sendo o soberano aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia da comunidade, quando este é de génese partidária (soberano a prazo) apenas serve para contrariar ou apoiar os parceiros da sua tendência política.
6. As excepções confirmam a regra, pelo que o soberano hereditário e vitalício plenamente satisfaz a particularidade na globalização, mitigada pelos ditadores de cariz radical nas Repúblicas dos nossos dias.
7. Logo, a fim de dirimir o espírito burguês dominante verificado nas doutrinas liberais e socialistas, o cooperativismo fomenta a multiplicação das associações de responsabilidade solidária para o progressivo estabelecimento de uma economia social.
Nau
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Nº. 1192 - Psyche
1. Temos passado os olhos por muitos apontamentos, exibidos na Internet, que nos entristecem.
2. Não será por mera displicência que um conhecido internauta do Reino dos Algarves levanta a questão - que raio de Monarquia afinal querem os monárquicos?.
3. Maior miscigenação do que existe não é possível (e não é recente!); falar de um só credo ou seita religiosa é disparate; tolerância é palavra absurda, porquanto os limites do que é justo, censurável ou merecedor de castigo pertence ao foro da comunidade.
4. Partilhar um rectângulo da Península Ibérica à beira do Atlântico poderá ser um castigo ou um desafio, consoante a intrepidez ou inanidade do homem contemplado.
5. Vivemos para satisfazer as nossas necessidades - económicas, culturais e sociais - tendo a via cooperativista para o efeito, de modo consensual e dialogante.
6. Tanto os liberalismos, como os socialismos assentam num conceito viciante: delegar o poder de decisão a minorias provenientes de uma burguesia dominante.
7. Solidariamente não é uns suarem labutando para outros apenas desfrutarem da riqueza sofridamente realizada, pois a alavanca (o trabalho) que serve para erguer o Mundo tem por fulcro a cooperação.
Nau
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Nº. 1191 - Fim de Semana 8
1, A experiência é a mestra da vida e ao longo desta, vezes sem conta, repetimos os mesmíssimos erros.
2. Para certos monárquicos, basta restaurar a Monarquia, entregar o governo ao Rei, reforçar o poder local, sublimar as raízes cristãs do povo português (embora tolerantes com outras confissões religiosas) e o futuro será mais radioso no rectângulo ocidental da Península Ibérica.
3. O cooperativismo é um sistema político-económico baseado na associação de pessoas interessadas na satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem qualquer discriminação de classe, de feição política ou religiosa.
4. Também os deuses se deixam subornar por súplicas e arrependimentos dos seus indefectíveis fieis, pelo que, lamentando toda a prática corruptiva, vou tentando comprometer correligionários meus com promessas de um cooperativismo que assente, sobretudo, na participação e crença democráticas.
5. O ócio - ocupação que não exige grande esforço, tanto físico como intelectual - é o almejado paraíso que as religiões proporcionam para controlar aqueles que não desejam assumir qualquer responsabilidade, aguardando que as decisões milagrosas caiam dos céus ou venham do caudilho improvisado.
6. Os portugueses encontram-se divididos em várias capelinhas: os monárquicos que não sabem o que querem e os que querem e não sabem o quê, misturados com titulares de duvidosa validade, isto é, fora de prazo, tal como académicos que, aperaltados nas suas habilitações irregulares, presumem ser os predestinados aristocratas.
7. Enquanto os deuses foram governados pelos homens, nós, cooperativistas, procuraremos multiplicar pequenas associações onde a solidariedade resulta de largos consensos e as decisões pertencem a cada um dos associados.
Nau
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Nº. 1190 - Luta Popular
1. O que está a dar é a formação de um espaço internáutico (blog), composto por vários plumitivos convidados que, à vez, inserindo um texto (por mais anódino que este seja) será lido pelos seus comparsas, resultando largo número de visitantes.
2. A simplicidade não é coisa fácil mas, para os mais simples, basta uma entrada meramente anedótica para merecer dos indefectíveis apoiantes judiciosos comentários do género: "Porreiro, pá!"; "São todos uns carneiros!"; "Dá-lhes com força!"; "E viva o Rei!", tudo num clubismo digno dos apoiantes do Futebol Clube da Cascalheira.
3. Os portugueses encontram-se divididos em várias capelinhas: os monárquicos que não sabem o que querem e os que querem e não sabem bem o quê, misturados com titulares de duvidosa autenticidade, isto é, fora de prazo, tal como académicos que, pelas suas habilitações irregulares, presumem ser os novos aristocratas.
4. Da esquerda - embora démodé - transpiram ainda inspirações sublimes, tresandando algumas a um jacobinismo pouco evoluído; outras, ancoradas a credos marxistas que, como todas as outras religiões, soam a bacorada, sempre na expectativa de que providenciais sacerdotes lhes salvarão o coiro.
5. Claro que os aristocretinos activistas - cheios de espiritualidade ligada ao divino desconhecido - continuam grudados às suas loja maçónicas, não por questão de fé, mas dos tachos que lhes proporcionam bom repasto, pela simples razão do Estado de Direito já não oferecer tantas garantias como no passado.
6. Os anti-monárquicos subsistem por uma razão cultural - frustração e pouco decoro - assumindo-se como herdeiros da Primeira República e ateus por falta de qualquer ideia quanto aos problemas económicos ou políticos, tudo mesclado num revanchismo de tradição gaulesa.
7. Em suma: perdido o encanto e o suporte do Kremlin, a esquerda rumina o capitalismo, mas sem propostas democráticas, isto é, incentivos à real participação das comunidade, tal como é sugerido pelo cooperativismo.
Nau
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Nº. 1189 - Prelo Real
1. Vezes sem conta nos têm perguntado, com franca rudeza, porque não nos dedicamos a rectificar erros ortográficos, sintaxes incorrectas, alterações numéricas, etc., em vez de extravasar novos textos.
2. A resposta é simples. Aqui defendemos ideias e procuramos ser o mais claro possível na exposição das mesmas, sem curar da ortografia ou de estilos literários, na optica daquele que reage com amargura ao triste espectáculo da política e dos políticos que temos.
3. Claro que se escrevêssemos acerca de temas anódinos como, por exemplo, uma jogada futebolística, logo choveriam comentários de técnicos arvorados em mestres daquela actividade expondo doutos pareceres acerca do que ocorreu e/ou pareceu ter ocorrido.
4. Todo o mundo tem ideias próprias quanto a factos agradáveis, mesmo que resultem em controvérsias nefelibatescas pela necessidade de manifestar, de modo intempestuoso, frustrações dolorosas, expectativas malogradas ao longo das suas vidas cinzentas.
5. O ócio - ocupação que não exige grande esforço. tanto físico como intelectual - é o almejado paraíso que as religiões proporcionam para controlar aqueles que não desejam assumir qualquer responsabilidade, aguardando que as decisões milagrosas caiam do céu ou venham do caudilho improvisado.
6. Apenas as nossas mãos e a adequada determinação poderão construir um futuro satisfatório, sem perder de vista que o espaço que desfrutamos é partilhado por outrem com os quais devemos concertar actividades profícuas que não confrontações iníquas.
7. A burguesia dominante, por capricho republicana graças ao estratagema do Estado de Direito, só vacilará quando o espírito cooperativo assegurar uma democracia participativa em que a figura do soberano reina, mas não governa, dado que Monarquia significa governo de um só - Governo do Povo.
Nau
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
Nº. 1188 - RAC
1. Sempre que me é possível, recorro às dissertações pedagógicas de alguns comentadores políticos acerca dos cozinhados à portuguesa e dos principais actores que, raramente, ficam bem nos papéis que representam.
2. Claro que há indivíduos mais condescendentes do que outros e, recentemente, certo cavalheiro defendeu a honestidade de um certo político da nossa praça alegando que este, para agradar a figuras gradas da UE, apadrinhara decisões pouco respeitáveis.
3. Nas sua alegações finais, o dito cavalheiro insinuava que, um pequeno país como o nosso, era forçado a condescender com certas práticas internacionais, dando como exemplo inúmeras situações ocorridas numa grande potência do Novo Mundo em que até o fisco regista operações similares com agrado e reverência.
4. Também os deuses se deixam subornar com súplicas e arrependimentos dos seus indefectíveis fieis, pelo que, lamentando tal prática, vou tentando comprometer correligionários meus com promessas de um cooperativismo que assente, sobretudo, na participação e crença democráticas.
5. Talvez seja erro meu por excesso de cepticismo, mas duvido que a mudança do regime vigente dará azo ao aparecimento de governantes mais honestos e críveis, pelo que continuo a apelar mais para a adopção de uma linha orientada para a concertação associativa do que na falácia eleitorista.
6. A falácia eleitorista serve para iludir os mais distraídos, à semelhança dos regimes políticos monopartidários em que a votação piramidal através de assembleias múltiplas garante pouca saúde às bases que não estejam em consonância com o vértice.
7. Aqui não defendemos soluções miraculosas, apenas convidamos todo o mundo, isto é, tanto os mais aptos como os menos dotados a concertarem uma estratégia para satisfazerem as suas necessidades - económicas, sociais e culturais - em plataformas autónomas, na via mais democrática que facilitará o regresso do Rei, por este obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Nº. 1187 - Doutrina Cooperativista
1. O cooperativismo é um sistema político-económico baseado na associação de pessoas interessadas na satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem qualquer discriminação de classe, de feição política ou de credo religiosos.
2. A cooperativa tem igualmente por objectivo libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários, bem como dos esquemas capitalistas, tornando-se um escudo eficaz contra os capitalismos - tanto o de cariz liberal, como o do centralismo burocrático.
3. Sem discriminação de classe e abarcando todos os misteres, a cooperativa é a távola redonda onde amesendam o patrão e o empregado numa só pessoa; o prospector que descobre bens essenciais e o dinâmico empresário numa cooperação salutar; uma propriedade que podemos dispor democraticamente, partilhando com outros direitos e obrigações de interesses e responsabilidade mútua.
4. Porém, sendo a cooperativa um polo de compra/venda e/ou produção de bens essenciais, o que distingue o associativismo cooperativista das empresas (tanto as comerciais, como as industriais) vocacionadas para as mesmas actividades? - a participação directa dos associados na gestão/financiamento das operações.
5. O exemplo prático poderá ser o da saca de batatas partilhada por ene pessoas que, transportada na viatura de um deles, pagando o mesmo ao fornecedor, corresponderá, a grosso modo, a um encargo divisível por x associados, presumindo-se preço atractivo , encargos com combustível, armazenagem, etc., previamente concertados entre todos.
6. Ao contrário dos outros actos eleitorais em que a maioria se limita a delegar o seu poder de decisão a desconhecidos para os colocar nas cadeiras do poder, nas cooperativas a decisão cabe, acima de tudo, aos associados de acordo com os objectivos estabelecidos.
7. Como dizia lá na aldeia um partidário do cooperativismo: cooperar não é operar pelo traseiro, mas na vanguarda, e com cabecinha.
Nau
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Nº. 1186 - Portal Comunalista
1. Para certos monárquicos, basta restaurar a Monarquia, entregar o governo ao Rei, reforçar o poder local, sublimar as raízes cristãs do povo português (embora tolerantes com outras confissões religiosas) e o futuro será mais radioso, no rectângulo ocidental da Península Ibérica.
2. O monárquico liberal, agarrado ao aggiornato parlamento vintista, está convencido que uma simples mudança de regime dará azo ao aparecimento de políticos responsáveis que porão cobro à corrupção impante; tornará os deputados nominalmente eleitos como arcanjos do foram democrático; moderará a refrega partidária acabando com as promessas irrealistas.
3. Claro que ainda restam monárquicos saudosos da salazarquia, apostando numa figura ímpar (normalmente um militar com muito pulso) que meterá tudo na ordem, impondo orçamentos equilibrados, sessões parlamentares com discursos previamente visados pela comissão de censura e achegas sociais de acordo com o perfil humilde da gente lusa.
4. A troika ainda deixou algumas esperanças no espírito de monárquicos que, no concerto de oligarcas+timocratas+monopolistas, presumem verificar-se a solução mágica nos esquemas do dito triunvirato, uma vez que (é bom não esquecer...) sempre que o regabofe partidocrático toma as rédeas do poder, não há orçamento que resista.
5. Os monárquicos cripto-republicanos resolvem tudo com a eleição de um soberano aleatório, numa assembleia monopartidária; um governo aristocrático, isto é, gente de bem - tanto da direita, como da esquerda - que salutarmente eliminará os contestatários habituais.
6. Confesso que a existência de tanto nefelibata, digo, monárquico extravagante, torna a enumeração destes muito complicada e, sobretudo, extensa e cansativa, pelo que deixo à imaginação do visitante deste espaço o local para onde mandará tais reformadores sociais.
7. Aqui, ao consumismo desenfreado opomos a doutrina cooperativista; ao espírito burguês dominante sugerimos os princípios cooperativistas; à apropriação doentia recomendamos a prática cooperativista; à eleição de soberanos a prazo, preferimos um rei hereditário e vitalício por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Nº. 1185 - Psyche
1. A experiência é mestra da vida e ao longo desta, vezes sem conta, repetimos os mesmíssimos erros.
2. De facto, a aprendizagem poderá ser uma mais valia, dando origem a comportamentos vários, de acordo com a anatomia cerebral de cada um.
3, A aprendizagem estimula os neurónios e estes enrobustecem as sinapses que se esbatem por falta de utilização, embora um bom profissional possa retomar, eficientemente, a sua actividade suspensa por largo período de tempo.
4. O cérebro é composto por milhões de neurónios que comunicam entre si por sinais electricos. Através de longas estruturas (dendrites) vão coligindo a informação que é transmitida a outra célula nervosa pelos axónios, filamentos que propagam os dados adquiridos a velocidades inimagináveis.
5. Bom é ter presente que o processo de aquisição de conhecimento, por vezes, não é agradável, aliás, penoso, mormente quando se utilizam esquemas tortuosos para trapacear nas aulas a falta de aplicação aos estudos.
6. Ocorre igual erro na política quando presumidos aprendizes avançam com curricula espampanantes pour épater le bourgeois, à semelhança de graus académicos adquiridos de forma irregular.
7. Com frequência o cérebro mente, isto é, passa informação menos correcta aos seus neurónios, mas quem nunca tenha mentido que lance a primeira pedra.
Nau
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Nº. 1184 - Fim de semana 7
1. Casos patológicos susceptíveis de originar conflitos sociais que carecem de tratamento preventivo adequado, tal como os actos perversos aos quais não deverá ser aplicada a pena capital. Mas como lidar com os fanatismos religiosos que envolvem milhares (quiçá milhões) de pessoas?.
2. Talvez a eutanásia, como doutrina médico-jurídica, segundo a qual se torna lícito suprimir indivíduos com tara ou acometidos por doenças incuráveis, mereça desapaixonada discussão neste espaço. E porque não analisar os fanatismos que se acentuam em pleno século XXI!.
3. Ninguém tem o direito natural de tirar a vida a quem quer que seja a menos que, o virtual cadáver, tenha expressamente manifestado esse desejo, a fim de ser poupado a sofrimentos provocados por doenças incuráveis, porquanto a possibilidade de fármacos miraculosos entrarem no mercado a todo o momento não evita que pacientes, no estado terminal, sofram tratamentos de caracter lenitivo e contingente.
4. O cooperativismo é o sistema associativo com base nas unidades em que se cultiva o espírito de cooperação e os participantes, por consenso e mútua responsabilidade, procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem qualquer discriminação de classe, de feição política ou de credo religioso.
5. Apesar de se verificar um razoável número de visitantes a este espaço, ainda nenhum teve a coragem de expressamente se afirmar como cooperativista. Talvez aqueles que trabalham longe do seu torrão natal já se sintam livres das peias cultivadas para o agrado das boas almas e possam discorrer acerca das matérias aqui defendidas.
6. No espaço internáutico luso há mais blogs que se insinuam monárquicos do que a real população monárquica existente, embora grande segmento da população portuguesa não se reveja no regime político vigente, assacando-o de corrupto, partidocrático e ao serviço de uma burguesia dominante.
7. Sem dúvida que o empreendedorismo é motor do progresso desde que o empresário esteja imbuído do espírito de cooperação (concertação e solidariedade) nunca como mero apropriador - agente de negócios alheios ou em nome individual.
Nau
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Nº. 1183 - LP: Burguesia IV
1. O espírito de classe - grupo de pessoas com atributos semelhantes - é mera presunção do simples mortal, isto é, do homo sapiens.
2. Ao assumir uma função dirigente - política, empresarial, catedrática, etc. - o homem presume-se distinguido do grupo civilizacional a que pertence, embora reconheça que o coração, o fígado, o cérebro, os pulmões, etc., fazem todos parte e são órgãos essenciais para a vida do humano.
3. Claro que a complexidade de muitas das funções exigidas numa moderna comunidade requerem pessoal altamente qualificado, mas ninguém dispensa o cangalheiro dado que o homem, em luta para não ser levado a vida inteira, é levado como defunto para a sepultura.
4. O centralismo burocrático, empenhado em eliminar as classes sociais, preconizando a abolição da propriedade privada e a comunhão dos bens, além da distribuição da riqueza de acordo com o princípio "a cada um segundo as suas necessidades", inevitavelmente cria a classe dirigente e respectivos serventuários.
5. Todas as doutrinas político-económicas radicais são mero subterfúgio para alimentar os sacerdotes que cuidam da pureza dos seus credos distribuindo entre si altos cargos dirigentes e delegando em subalternos as funções menos nobres: polícia repressiva para o maralhal e zelosa para os bem-aventurados.
6. A característica da classe burguesa (que por razões de simplicidade passaremos a designar por espírito burguês) salienta-se pela criação de dependências, bem como pelo desfrutar do trabalho alheio, normalmente através de uma minoria escudada em largos cabedais e/ou posições de alto coturno na política.
7. Como teoria social, burguesia é definida como classe dominante das sociedades capitalistas - tanto as dos consórcios monopolistas, como as de cariz meramente Estatal.
Nau
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Nº. 1182 - PR: Burguesia III
1. No espaço internáutico luso há mais blogs que se insinuam como monárquicos do que a real população monárquica existente.
2. A maioria dos supostos monárquicos, à semelhança da maioria da população portuguesa, não se revê no regime político vigente, assacando-o de corrupto, partidocrático e ao serviço de uma burguesia dominante.
3. Claro que a dita burguesia por vocação monopolista controla a produção e consumo dos bens essenciais, através de organizações tentaculares e do nível internacional, fazendo crer que a produção/comercialização sob patente protege os interesses das populações.
4. Não temos qualquer dúvida de que o empreendedorismo é motor do progresso desde que o empresário esteja imbuído do espírito de cooperação (concertação e solidariedade) nunca como mero apropriador doentio - agente de negócios alheios ou em nome individual.
5. Todo este aparente desarrazoado aponta para o cerne do problema, dado que se pretende a mudança de regime deixando campo aberto aos corruptos, aos jogos partidocráticos e aos diktats da burguesia dominante que se insinua como classe média da comunidade.
6. Deste modo, facilmente se compreende a simpatia da prosaica burguesia pelas sociedades secretas (basta olhar para a República Maçónica 1910-1926) porquanto nestas é cultivado o espírito de classe aristocrática - aquela vocacionada para o exercício do poder - bastando ao maralhal um acto tão simples como votar.
7. Porém, Democracia exige participação activa na gestão da res publica - tal como é sugerido pelo cooperativismo - e não cerimónias delegatórias, pelo que Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, coisa que arvorados monárquicos não entende.
Nau
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Nº. 1181 - RAC
1. Apesar de se verificar um razoável número de visitantes a este espaço ainda nenhum teve coragem de expressamente se afirmar como cooperativista.
2. Pela cabeça de um monárquico convicto jamais passará a ideia de que, ao afirmar-se publicamente adepto do Futebol Clube do Porto, possa beliscar o normal apartidarismo de um clube desportivo.
3. Várias referências têm aqui sido feitas a unidades cooperativas do espaço português e, apesar de alguns apontamentos serem visitados com certa frequência, nenhum protesto foi, até à data, registado da parte dos visados.
4. Ao ser transportado num táxi da AUTOCOOPE, em Lisboa ou em qualquer outra cidade do país, natural será o passageiro estar interessado na qualidade do serviço prestado e não na cor política do agrado do condutor.
5. Claro que a mesquinhez de certas pessoas vai ao ponto de considerar apenas válidas as posições dos que comungam das suas ideias, demonstrando falta de flexibilidade mental devido ao peso dos anos e/ou tacanhez inata.
6. Talvez aqueles que trabalham longe do seu torrão natal já se sintam livres das peias (provincianismo, no mau sentido) cultivadas para o agrado das boas almas e possam vir aqui discorrer acerca das suas experiências cooperativistas.
7. Sobretudo é bom não esquecer: o que importa são as ideias e não o estilo literário; sete parágrafos bastam.
Nau
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Nº. 1180 - Doutrina Cooperativista
1. A união de esforços entre, pelo menos, cinco pessoas com o objectivo de libertar os diligentes associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou dos capitalistas, em projectos de interesse comum, toma a designação de cooperativa.
2. Logo, o cooperativismo é o sistema associativo com base nas unidades em que se cultiva o espírito de cooperação e os participantes, por consenso e mútua responsabilidade, procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem qualquer discriminação de classe, de feição política ou de credo religioso.
3. A gestão da unidade cooperativa é tendencialmente democrática porquanto são os associados que, pelas suas opções, orientam os respectivos actos administrativos, e, através das preferências manifestadas, coarctam os impulsos consumistas, estes alimentados por grupos monopolistas de inspiração e controlo da burguesia dominante.
4. Tanto produtores, como consumidores responsáveis poderão estabelecer as suas cooperativas de acordo com as actividades desenvolvidas, contemplando vários sectores: agricultura, pescas, ensino, artesanato, construção civil, indústrias diversas, expressão artística e outras coisas mais.
5. O cooperativismo estimula a capacidade empreendedora dos seus associados, porquanto múltiplos projectos poderão ser concertados no seu meio, bastando o consenso dos participantes e o conhecimento da administração que poderá coordenar ou meramente registar a actividade em questão.
6. Quanto maior for a coesão entre os associados na linha aqui sugerida - Amizade, Proximidade, Capacidade - mais eficiente se torna a unidade cooperativa podendo esta realizar parcerias com unidades similares e/ou estabelecer uniões, federações, etc., para voos mais alargados.
7. A inspiração monárquica aqui assumida tem dois fundamentos - a Cooperação e a Monarquia - combatendo o primeiro o espírito burguês através de uma solidariedade pura; consolidando o segundo a raiz democrática porquanto Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo.
Nau
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Nº. 1179 - Portal Comunalista
1. Ontem terminei o apontamento condenando a pena capital mesmo para actos perversos, estes considerados como factos patológicos.
2. Claro que os tratamentos levados a cabo pelos profissionais de saúde poderão ser viciosamente politizados, sobretudo para a contenção de eventuais contestatários assumidamente incómodos.
3. Ninguém tem o direito de tirar a vida a quem quer que seja, a menos que o virtual cadáver tenha expressamente manifestado esse desejo, a fim de ser poupado a sofrimentos provocados por doenças incuráveis.
4. A possibilidade de fármacos miraculosos entrarem no mercado a todo o momento não evita que pacientes em estado terminal sofram tratamentos de caracter lenitivo e contingente.
5. O apego à vida é diferente de indivíduo para indivíduo - por razões culturais, medo do desconhecido, credos irrealistas - mas o prolongamento da vida vegetativa por argumentos emocionais ou de investigação científica é manifestamente imoral.
6. Talvez a eutanásia, como doutrina médico-jurídica, segundo a qual se torna lícito suprimir indivíduos com tara ou acometidos por doenças incuráveis, mereça desapaixonada discussão neste espaço.
7. Quem quer usar da palavra? - não esquecer, por favor, 7 parágrafos por cada intervenção.
Nau
sábado, 7 de fevereiro de 2015
Nº. 1178 - Psyche
1. A esquerda tem necessidade de ordem e de lógica, inventando algo plausível para justificar situações menos óbvias
2. Por outro lado, a direita é mais terra a terra, tendo uma noção espacial prática e dotada com uma boa visão dos factos, avançando com projectos inovadores.
3. Claro que me estou a referir às duas secções do córtex cerebral - lado esquerdo e lado direito do cérebro - embora os atributos enunciados possam ser linearmente extrapolados para o campo político.
4. A esquerda insinua-se como socialista, preconizando a direcção e domínio do Estado nos bens de produção e consumo, defendendo o predomínio da sociedade sobre o indivíduo, com fé e convicção marxista.
5. Embora partidária da liberdade política, civil, económica, religiosa, etc., a direita aposta no empreendedorismo, movimento baseado naqueles que melhor visão têm para o negócio, controlando a produção e consumo como riquezas próprias.
6. Lesões cerebrais poderão dar origem a alteração de personalidade, sobretudo quando o córtex pré-frontal é afectado, actuando o indivíduo como mero predador sexual, tendências compulsórias, impulsos assassinos.
7. Casos patológicos susceptíveis de originar conflitos sociais carecem de tratamento preventivo adequado, tal como os actos perversos aos quais não deverá ser aplicada a pena capital.
Nau
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Nº. 1177 - Fim de Semana 6
1. Todos nós temos presente que o poder autocrático tem como único limite a sua própria vontade, sendo legítimo a contestação desta.
2. À maioria das pessoas, absorvida na luta pela subsistência própria, bem como dos dependentes - filhos menores, outros incapacitados e/ou idosos - pouco tempo e energia resta para entender e zelar por algo que é comum, isto é, do domínio público.
3. Embora os governos sejam supostos tomar decisões destinadas a maximizar a felicidade dos eleitores, os governantes nunca esquecem a sua génese partidária e compulsivamente prometem aquilo que sabem não poder realizar.
4. Aqueles que labutam longe do seu torrão natal é gente esforçada na luta pela sua subsistência. Natural será os ditos lutadores criarem círculos de amigos onde revivem práticas ancestrais, apostados na retemperação das forças.
5. O regime vigente não caminha para a supressão das classes sociais, mantendo a promessa de uma distribuição da riqueza (pão e circo, aliás, subsídio e futebol) com base no Estado de Direito que apenas serve os desígnios da classe burguesa dominante.
6. De facto, somos todos burgueses, logo iguais perante a lei embora esta tenha várias leituras, consoante os interesses particulares e o estado emocional de cada um, desculpando-se os deslizes daqueles que nos estão próximos e verberando contra presumíveis inimigos dado que ninguém dispensa a elementar dicotomia do bem e do mal.
7. O desafio da classe dirigente, o bloqueio da autoridade, a corrupção impante, o clubismo de cariz partidário - é o prenúncio do fim de uma era.
Nau
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Nº. 1176 - LP Burguesia II
1. "Somos todos burgueses", como ironicamente dizia Alexandre O'Neill, e procuramos satisfazer as nossas necessidades tomando como padrão aqueles que estão bem instalados na vida, os tais que disfrutam do trabalho alheio.
2. Somos todos burgueses protegidos pelo Estado de Direito (fórmula política que consagra os possidentes e vota ao deus dará o simples mortal que luta pela subsistência) predispostos para adoptar como próprias as opiniões e comportamentos da classe dominante à qual pretendemos agradar.
3. Somos todos burgueses, logo iguais perante a lei embora esta tenha várias interpretações, consoante os interesses particulares e o estado emocional de cada um, desculpando-se os deslizes daqueles que nos estão próximos e verberando contra presumíveis inimigos dado que ninguém dispensa a elementar dicotomia do bem e do mal.
4. Somos todos burgueses: os bons são aqueles que têm avultados capitais - normalmente os outros - e nós, que nos vamos safando periclitantemente. No grupo dos maus incluímos os que têm avultados capitais, mas dos quais não temos hipótese de usufruir qualquer benefício.
5. Somos todos burgueses e no grupo dos maus não resistimos em incluir todos os que não nos agradam e nos permitem conjecturar que ainda há alguém em pior circunstâncias do que a nossa pessoa e, embora tal não nos traga qualquer benefício, pelo menos satisfaz o nosso ego - não somos masoquistas.
6. Somos todos burgueses e presumimos que pela simples razão de ter nascido temos o direito de ser servidos, desprezando o que é comum por não ser nosso; negligenciando o que pertence a outrem por... não ser nosso.
7. Somos todos burgueses e dificilmente entramos em projectos cooperativistas porquanto somos obrigados a ter ideias práticas, a emitir e discutir opiniões; em suma, em arrostar penosamente com responsabilidades.
Nau
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Nº. 1175 - PR: Burguesia I
1. A Monarquia Constitucional Portuguesa, nos finais do Séc. XIX, continuava no processo de democratização burguesa iniciado pela Revolução Liberal de 1820.
2. O regime partidocrático então instalado (com razoáveis contestações no gatinhar) entrara numa fase de rotativismo entre dois partidos eleitoralmente predominantes, oferecendo o partido vencedor aquilo que não podia cumprir; penalizado o partido vencido por incumprimento de promessas eleitorais.
3. A República Maçónica imposta na primeira década do Séc. XX, com chutos e pontapés entre si, mãozinha inconformista dos opositores, promessas despudoradas de bacalhau a pataco e continuados desequilíbrios orçamentais, manteve-se comprometida, submetida e reverenciada à classe burguesa dominante.
4. Claro que a dita classe social, embora minoritária como núcleo estratego, com mão férrea controla o modo de produção capitalista, tendo o lucro por objecto e o consumismo como via de escoamento, mantendo apaniguados contidos na presunção de virem a disfrutar de idênticos privilégios.
5. Os excessos da República Maçónica que comprometiam a paz de alma e segurança do espírito burguês assustadiço, deu azo à consolidação da salazarquia, esta baseada na ordem pública e orçamentos de uma criatividade de mestre de escola aldeã.
6. A República não é sinónimo de Democracia dado que impõe soberanos a prazo com a função de apoiar ou contrariar o governo segundo a sua cor preferida, coniventes no facto dos governantes serem, normalmente, a expressão muito reduzida do eleitorado.
7. Logo, o regime vigente não caminha para a supressão das classes sociais, mantendo a promessa de uma distribuição da riqueza (pão e circo, aliás, subsídio e futebol) com base no Estado de Direito que apenas serve os desígnios da classe burguesa dominante.
Nau
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Nº. 1174 - RAC
1. Aqueles que labutam longe do seu torrão natal é gente esforçada na luta pela sua subsistência.
2. Natural será os ditos lutadores criarem círculos de amigos onde revivem práticas ancestrais - confecção de alimentos, músicas e cantares populares, etc. - apostados na retemperação das forças.
3. Para os autóctones, a força laboral estrangeira representa um orçamento mais aliciante, no cômputo de receitas e despesas, bem como uma assegurada condescendência servil, tanto do agrado daqueles que disfrutam do trabalho alheio.
4. A longa dependência dá origem a muitas frustrações, mitigadas pelo culto da saudade e eventual processo de retorno às origens, embora muitos sejam bem sucedidos e criem fortes raízes nas comunidades onde se integraram.
5. D entre os emigrantes com sucesso também há aqueles com um saber de experiências feito se armam em gestores de agências de emprego, procurando aliciar mão de obra barata para, mediante subcontratos, obterem confortáveis lucros.
6. Explorando mão de obra alheia os ditos gestores de agências de emprego não chegam ao extremo das máfias tradicionais - italiana, russa, 'black power', etc. - mas fazem pela vida, aliciando emigrantes ilícitos que, pela natural dependência, sustentam tais práticas imorais.
7. Até a protecção e bom nome da gente lusa que labuta em terras estrangeiras, as unidades cooperativas formadas por residentes com boa reputação moral, poderão ser uma mais valia - tanto para acreditação, como para as trocas comerciais com unidades similares do país de origem.
Nau
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Nº. 1173 - Doutrina cooperativista
1. O valor de todos os bens produzido na economia num determinado período de tempo - trimestre ou ano - serve para avaliar se as políticas governamentais estão equilibradas.
2. Quando há uma subida generalizada dos preços devido ao excesso de dinheiro em circulação os riscos de uma perniciosa vaga inflacionária são grandes, com elevadas taxas de desemprego e consequente diminuição da produção de bens e serviços.
3. A inflação é devida ao crescimento do nível global dos preços na economia provocado pelo excesso de dinheiro em circulação, mormente originada pela dificuldade dos governos em cobrarem receitas indispensáveis para o pagamento das obrigações por estes assumidas.
4. Os períodos de tempo durante os quais a produção de bens e serviços diminuem (recessão) poderão ser combatidos através de aumentos das despesas públicas, contraindo os governos novos empréstimos, ou pela diminuição da carga fiscal que (na hipótese de estímulo falhado) resultará o mais do mesmo.
5. A satisfação das necessidades próprias, tal como é sugerido pelo cooperativismo, torna os intervenientes mais responsáveis pelas decisões assumidas - tanto na óptica do consumidor, como no campo da produção - e, embora tenha pouco significado na macroeconomia num mercado globalizado, progressivamente se liberta do controlo da classe burguesa dominante.
6. Logo, embora os governos sejam supostos tomar decisões destinadas a maximizar a felicidade dos eleitores, os governantes nunca esquecem a sua génese partidária e compulsivamente prometem aquilo que sabem não poder realizar.
7. Sem dúvida que os partidos são indispensáveis para o aprofundamento das doutrinas políticas porém, a participação activa do povo é essencial através do associativismo de índole cooperativista.
Nau
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Nº. 1172 - Portal Comunalista
1. Terminei o último apontamento dramaticamente anunciando o fim de uma era, ocorrendo tal ideia sempre que graves conflitos sociais se avizinham.
2. À maioria das pessoas, absorvida na luta pela subsistência própria, bem como dos dependentes - filhos menores, outros incapacitados e/ou idosos - pouco tempo e energia resta para entender e zelar por algo que é comum, isto é, do domínio público.
3. Claro que aos párias da sociedade apenas resta as benesses dos bem instalados na vida e a esperança das promessas anunciadas pelos candidatos às cadeiras do poder, além de uma insubordinação genuinamente popular.
4. Porém a burguesia dominante, escudada no Estado de Direito que apenas serve para protecção dos seus interesses - nomeadamente o controlo dos bens de produção e desbragados consumismos - promove a política de pão e circo, isto é, subsídios sociais e futebol.
5. Os marginalizados, emparelhando com os outros marginais de colarinho branco, vão fazendo pela vida abocanhando "democraticamente" tudo o que está ao seu alcance - por esticão ou mão armada - berrando por um advogado de defesa (quando apanhados no cometimento de trapaças) alegando ser um direito do qual não abdicam.
6. Em suma: todos prezam por uma vida confortável sem grandes responsabilidades e, convenientemente, suportada pelo trabalho alheio, apostando em lotarias vendidas ao público na esperança de que fabulosos prémios pecuniários lhe caiam no bolso, tal como na imprevisibilidade da eleição de um bom político.
7. Resta esperar que a nova era que se advinha seja mais cooperativista do que alienatória.
Nau
Assinar:
Comentários (Atom)