sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Nº- 1079 - Fim de -semana 44


1. A produção e o comércio dos produtos farmacêuticos é onerada por taxas fiscais requeridas pelo Estado com o alegado fim de atender às necessidades públicas, assumindo os respectivos organismos supervisores o compromisso de zelar pela estrita obediência às normas estabelecidas para o exercício das referidas actividades, embora o Estado esteja mais devotado à colecta do que aos objectivos.

2. Dinastia é a série de pessoas ilustres e/ou pertencentes ao mesmo ramo familiar, tendo Portugal, com uma instituição monárquica multissecular, tido várias dinastias, provindo os soberanos de um grupo restrito de pessoas (aqui designadas por patrícios) privilegiadas devido ao estatuto social de independência económica e vizinhança ao núcleo do poder.

3. Tendencialmente, a classe privilegiada presume qualidades intelectuais fora do comum, cultivando os patrícios uma atitude potestativa e omnipresente sobre o núcleo duro do poder através de apaniguados circunstanciais; controlando tão-somente os bens de produção e estimulando o consumismo ad finitum.

4. Sendo óbvio que a figura do soberano se deve ao concerto entre os patrícios (classe privilegiada que desfruta do trabalho alheio) tal figura vitalícia poderá ser eleita (em algumas monarquias) e/ou aclamada por norma hereditária, servindo para proteger os interesses dos patrícios, bem como do povo, cultivando a autonomia deste em contraponto.

5. Importa ter presente, como aliás foi sublinhado em vários apontamentos, que a figura do rei serve para obviar disputas partidárias no topo da comunidade, dado que o soberano a prazo (o presidente da República) de génese sectária, apenas existe para apoiar ou contrariar a maioria apurada nos órgãos democráticos.

6. A Lei do Banimento foi um acto jurígeno-político (produziu um direito e agilizou a mera prática executiva) tornando-se uma simples medida sectária e violentadora, denunciando a insegurança do legislador perante factos incontroversos.

7. Pugnar para o regresso do rei, bem como para a consolidação do ideal Monarquia justifica-se pela vontade de mudança, dado que todo o mundo está cansado das litanias dos partidos que, sem avançarem com propostas credíveis, se limitam a aplicar "recomendadas" soluções.

Nau

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Nº.1078 - A Questão Doutrinária, V


1. O que se impõe será esclarecer o interesse que certas pessoas manifestam em alimentar uma falsa questão dinástica.

2. Sabido que a vantagem da instituição Monarquia reside no facto do rei obviar disputas partidárias no topo da comunidade dando lugar a que estas se realizem em sede própria, isto é, nos órgãos democráticos, torna-se evidente que o interesse de certos cavalheiros será de postergar o regresso do soberano vitalício e hereditário.

3. Todo o mundo tem presente a importância de um soberano apartidário, e até os movimentos revolucionários optam por eleger os chefes supremos colegial e vitaliciamente, tal como se verificou na União Soviética do passado e se mantém nos dias de hoje - mero recurso das Repúblicas ditas democráticas.

4. Vem a talho de foice chamar a atenção daqueles para quem a Monarquia é algo do passado, não se apercebendo que a actual República francesa copia a prática do Ancien Régime: o soberano a prazo de génese sectária demite o ministro caído em desgraça, e até o primeiro-ministro, sempre que a contestação popular sobe de tom.

5. Trazer à colação os argumentos usados pelos retardatários pretendentes à coroa (alguns deles de atitude bastante curiosa, para não dizer capciosa) é dar relevo a disputas do género - o Futebol Clube Cascalheira é o melhor do mundo ! - não havendo contestação possível para tais asserções.

6. Pugnar para o regresso do rei, bem como para a consolidação do ideal Monarquia justifica-se pela vontade de mudança, dado que todo o mundo está cansado das litanias dos partidos que, sem avançar com propostas fundamentais, se enredam nas soluções de recurso, até para a chefia do Estado.

Nunca é de mais repetir: Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, pelo que é a este que compete tomar as decisões, assumindo as inerentes responsabilidades; desistindo de delegar em desconhecidos aquilo que é importante para a realização pessoal - a liberdade, a equidade e a solidariedade.

Nau

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Nº. 1077 - PR: A Questão Dinástica, IV


1. Designa-se por acto político aquele que é praticado no desempenho das funções executivas da res publica.

2. Por outro lado, as formalidades concertadas pelos deputados numa assembleia legislativa, poderão resultar em actos jurígenos.

3. Este arremedo de definições pretende distinguir actos governamentais de actos que condicionam as relações na comunidade.

4.   A Lei do Banimento é um acto jurígeno-político: produz um direito, agilizando a mera prática executiva.

5. A proscrição é uma medida violentadora que apenas denuncia a insegurança do legislador perante factos incontroversos.

6. Porém, negar o direito consaguíneo de ascendência (mera proveniência social e genealógica) é crime repugnantemente sectário.

7. A Questão Dinástica, é falsa questão - atabalhoada na 1ª República, enredada pela salazarquia e cultivada por cripto-republicanos.

Nau

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Nº. 1076 - RAC: A Questão Dinástica, III


1. Sendo óbvio que a figura do soberano se deve ao concerto entre os patrícios (classe privilegiada de fartos cabedais) tal figura vitalícia poderá ser eleita e/ou aclamada por norma hereditária.

2. Embora a existência da classe patrícia resida na capacidade desta se apropriar de meios que lhe garantem uma subsistência autonómica, bem como o desfrutar do trabalho alheio, tal privilégio carece da protecção do soberano e/ou de adequadas regras.

3. O compromisso entre a classe privilegiada e o soberano depende dos humores de ambas as partes, aumentando as vantagens da primeira através do Estado de Direito conducente ao estatuto republicano; subsistindo o poder do rei através da aliança com a maioria, isto é, com o povo, pelo cultivo da liberdade popular.

4. Logo, as questões dinásticas - ruptura da sucessão directa de pais para filhos - ocorrem apenas pela conveniência dos patrícios, porquanto a sucessão ao trono consiste no reconhecimento do presuntivo herdeiro (designado de antemão pelo parentesco) que não no ensaio de hipóteses sob a capa de leis que servem meras jogadas pessoais.

5. Afirmar que uma meia centena de acólitos (embora mor parte destes quadros dirigentes das organizações que representavam o soberano defunto) tenham procedido à aclamação do presuntivo herdeiro - sem qualquer contestação - "é pouco democrático" apenas evidencia o desconhecimento da razão monárquica.

6. Importa ter presente, como aliás foi sublinhado em parágrafos anteriores, que a figura do rei serve para obviar disputas partidárias no topo da comunidade, dado que o soberano a prazo (o Presidente da República) de génese sectária, apenas serve para apoiar ou contrariar a maioria apurada nos órgãos democráticos.

7. Fala-se demasiado em Democracia e poucos se mostram disponíveis para trabalhar para a consolidação desta, tal como tem sido preconizado pelo movimento cooperativo em que todos trabalham para o mesmo fim - tanto republicanos, como monárquicos - sem a tutela de directórios revolucionários, comités sociais-fascistas e outros da mesma espécie.

Nau

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Nº. 1075 - DC: A Questão Dinástica, II


1. A privilegiada classe patrícia tem um instinto de conservação (esforço para manter largo património e continuada influência no sector político) muito apurado.

2. Tendencialmente a classe privilegiada presume qualidades intelectuais fora do comum, aparentando uma dinâmica - industrial e operosa - apenas devida às suas disponibilidades patrimoniais e/ou financeiras.

3. Cultivando uma atitude potestativa e omnipresente sobre o núcleo duro do poder através de apaniguados circunstanciais, os patrícios argentários controlam os bens de produção e estimulam o consumismo ad finitum.

4. Apaniguados circunstanciais são todos aqueles que, gozando de uma relativa independência económica, se alcandoram em formações académicas e/ou profissionais, sobranceiros e tuteladores em relação à maioria subjacente.

5. Claro que os patrícios não dispensam os seus pajens e estes, por outro lado, presumem ser os eleitos naturais para a funções dirigentes, exibindo títulos universitários ou de hipotética nobreza, de capacidade aristrocática muito duvidosa.

6. A maioria dos simpatizantes monárquicos dividem-se em dois grandes grupos: os que se dizem monárquicos sem saber a razão substancial e os que nem sabem o fundamento da doutrina monárquica.

7. São justamente estes dois grandes grupos que alimentam despundonoradamente  a Questão Dinástica.

Nau

domingo, 26 de outubro de 2014

Nº. 1074 - PC: A Questão Dinástica, I


1. Dinastia é a série de pessoas ilustres e/ou soberanos pertencentes à mesma família e/ou trono. Como é sabido, Portugal, com uma instituição monárquica multissecular, teve várias dinastias.

2. Originalmente, subir ao trono (ser aclamado rei) verificava-se de entre um grupo de pessoas - que passamos aqui a designar por patrícios - privilegiadas devido a um estatuto social de independência económica e proximidade ao centro do poder.

3. Como é óbvio, o poder é a faculdade ou possibilidade de dominar, influenciar, submetendo e/ou reduzindo à obediência o maior número de pessoas que, na grande comunidade, por inerência, se tornam súbditos dessa autoridade,

4. Sendo o número de patrícios, em regra, minoritário, o soberano vitalício era eleito de entre estes ou simplesmente aclamado pela transmissão hereditária, isto é, pela via da geração, dos pais aos filhos, na fórmula consagrada "Morreu o Rei.  Viva o Rei!".

5. A vitaliciedade do soberano tinha por objecto atenuar a fome de poder (arbitrário e turbulento) dos patrícios cujas preocupações de classe privilegiada eram judiciosamente contempladas pelo rei, aproximando-se este da maioria sempre que a autoridade soberana era contestada pelos presumidos aristocratas.

6. Claro que o Estado de Direito - complexo de normas jurídicas pragmáticas que adopta como efeito consagrado a utilidade conveniente - é a fórmula providencial do tal grupo limitado de pessoas - os patrícios - que através das referidas leis dispensa a protecção de qualquer soberano, passando a controlar os soberanos a prazo.

7. Logo, o esquema jeffersoniano "um homem, um voto" - metendo na mesma urna o voto criterioso e o voto anódino - foi prontamente sublimado pelos patrícios porquanto, através da sua posição social privilegiada, tem na República o regímen político ideal, embora adverso à Democracia.

Nau

sábado, 25 de outubro de 2014

Nº. 1073 - Psyche


1. Existem fortes suspeitas acerca de algumas epidemias que grassam neste planeta serem resultantes de descontroladas experiências laboratoriais.

2. Claro que os ditos descontrolos alimentam a indústria farmacêutica que, de modo pressuroso, ocorre com meros linimentos que ora dão origem a forçadas dependências, ora provocam fatais desequilíbrios hormonais.

3. A produção e comércio dos produtos farmacêuticos é onerada por taxas fiscais requeridas pelo Estado com o alegado fim de atender, por essa via, às necessidades públicas.

4. O Estado assume o compromisso de zelar pela estrita obediência às normas estabelecidas para o exercício da referida produção e comércio, embora esteja mais devotado à colecta do que aos objectivos.

5. Uma vez mais os Estados (particularmente os mais débeis) abdicam da sua soberania em relação aos grupos oligopolistas, mais preocupados com a recolha de impostos do que com a saúde pública.

6. Aliás, o aumento da expectativa de vida não resulta, em grande parte, dos cuidados profiláticos, mas sim da disponibilidade dos meios de subsistência, isto é, refeições regulares.

7. Cobaias, somos todos nós e, na colecta de impostos, o que renderá mais: a idade avançada ou a formação profissional, esta como mero subsídio de desemprego?.

Nau

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Nº. 1072 - Fim de Semana 43


1. As células do cérebro reagem a estímulos agradáveis, proporcionando sensações de bem-estar na repetição de idênticos comportamentos. Logo, recordar os bons momentos poderá atenuar depressões, dando azo a eventuais sintomas de felicidade.

2. O objecto da política é a boa administração dos bens públicos, assentando esta na capacidade de persuasão dos dirigentes, bem como na compreensão e participação activa dos dirigidos, ambos cientes que a coisa pública (res publica) está para além de qualquer interesse particular nas constituições clássicas: Monarquia, Aristocracia e Democracia.

3. A emulação é sentimento que leva a igualar ou suplantar outra pessoa tida como padrão, servindo para estreitamento dos laços sociais no aspecto positivo, porém, o lado negativo abre portas a uma concorrência desmedida e a uma apropriação sem limites, pelo que o equilíbrio das referidas tendências é importante na construção de uma consciência social e na produção da riqueza.

4, Viciosas corporações internacionais, gozando de privilégios económicos, controlam a produção de bens e motivam o consumismo, perante a idiotia dos dirigentes políticos empenhados nas lutas partidárias; até a indústria farmacêutica não escapa ao referido controlo, dopando populações e levando a cabo experiências dignas de aprendizes de feiticeiros.

5. Por outro lado, sempre que os patrícios (classe privilegiada) concertam entre si o acesso às cadeiras do poder optando por um soberano a prazo, o regímen político é designado por República, mesmo quando o dito soberano é, tendencialmente, vitalício, tal como se verifica na República da Coreia do Norte.

6. Claro que a reforma das mentalidades - movimento social e revolucionário em resposta à crise da sociedade burguesa, plutocrática e geradora de consumismos viciantes - será possível tão-somente pela via popular, pelo que aqui defendemos a cooperação vs à apropriação excessiva; a cooperação contra as ronhentas propostas sociais-fascistas; a cooperação em oposição ao intitulado Estado Social.

7. Não pactuamos com tecnocratas ao serviço de interesses particulares; abominamos os burocratas corruptos. Logo, somos cooperativistas monárquico-comunalistas.

Nau

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Nº. 1071 - Luta Popular


1. A reforma das mentalidades - movimento social e revolucionário em resposta à crise da sociedade burguesa, plutocratista e geradora de consumismos viciantes - será possível tão-somente pela via popular.

2. Luta sem tréguas, mas consciente, que está a ser inteligentemente participada pelo PCTP/MRPP, não procurando este fomentar o desvario das massas, mas o conhecimento do que se passa na comunidade, explicando factos, denunciando abusos.

3. Nesta conformidade, importa acompanhar as notícias relativas às várias frentes de combate, estas acessíveis no Luta Popular Online, divulgando e discutindo as matérias trazidas à colação, tanto no rectângulo à beira Atlântico plantado,  bem como na diáspora portuguesa.

4. Claro que um movimento revolucionário à moda antiga, sobretudo no Velho Continente, é pouco viável porquanto a Europa encontra-se manietada por um socialismo burguesóide de pão e circo, isto é, meios de subsistência precários e muito futebol, esportulados por uma minoria dirigente e pantagruélica.

5. Muita gente acomodatícia defende que nestas coisas de lutas - com armas na mão ou simples argumentos - o que importa é muita presença de espírito e ausência de corpo, mas tal apenas demonstra a irresponsabilidade daqueles prontos a criticar, mas nada práticos na defesa dos interesses comuns.

6. Do nosso lado, defendemos a cooperação versus a apropriação excessiva; a cooperação contra as ronhentas propostas sociais-fascistas; a cooperação em oposição ao intitulado Estado Social que pactua com tecnocratas ao serviço de interesses particulares, alimentando meros burocratas corruptos.

7. Nós somos cooperativistas monárquico-comunalistas.

Nau

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Nº. 1070 - Prelo Real


1. Monarquia significa Estado em que o soberano vitalício poderá ser eleito de entre os elementos de uma classe privilegiada - esta mormente suportada por largos cabedais - ou designado pela via hereditária.

2. Sempre que os patrícios (classe privilegiada) concertam entre si o acesso às cadeiras do poder optando por um soberano a prazo, o regímen político é designado por República, mesmo quando o dito soberano é, tendencialmente vitalício, tal como na República da Coreia do Norte.

3. Logo, uma vez mais sublinhamos que República assinala a coisa comum, acepção usada na "Crónica d'el-Rei D. Fernando", da autoria de Duarte Nunes de Leão (1530-1608); pelo próprio D. Sebastião (1554-1578) nas suas elaboradas "Máximas", e até pelo Vaz Gouveia (1593-1692), na "Justa Aclamação".

4. Claro que República tanto é válida para um Estado supostamente governado pelo consenso da sua população, como pela mão férrea de um Hitler, um Estaline ou um dos inolvidáveis Castros, da República cubana da América Central.

5. O culto da figura do Rei advém do sentimento que une as diferentes pátrias - cidade, vila, lugar, etc., em que alguém nasceu - da qual a referida figura é soberana, que não a "pátria una" conotada com o nacionalismo que exprime a aspiração de certas regiões se emanciparem do domínio administrativo estrangeiro.

6. Bom é sublinhar que o adjectivo hereditário significa algo que se transmite, dos pais aos filhos, pela via da geração, podendo ser assumida ou refutada pelo herdeiro, tanto como património tradicional ou mero credo religioso/político, pelo que o presuntivo herdeiro da Coroa Real Portuguesa é o actual Duque de Bragança, D. Duarte Pio.

7. Porém, o título de presuntivo herdeiro da Coroa Real não obriga a figura em questão a se impor à comunidade porquanto é esta que, trabalhando para o efeito, o deverá chamar a fim de obviar as disputas partidárias na dança dos soberanos a prazo e/ou dos rodriguinhos cripto-republicanos.

Nau

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Nº. 1069 - RAC


1. Segundo me contaram, numa entrevista gravada nos anos 80, Mário soares afirmara que "le parti socialiste portugais a aussi ses idiots".

2. O parónimo verificado entre os adjectivos franceses "idiots" e (idéaux) é justificável pela má qualidade da gravação, a menos que se pretenda evidenciar as qualidades premunitivas daquele político de Abril.

3. De facto, o aparente idiotismo - grau mais profundo de oligofrenia, correspondente a uma idade mental inferior a 3 anos - tem sido detectada em quadros dos vários partidos políticos.

4. As causas poderão ser hereditárias, infecciosas e, sobretudo, traumáticas, dado que a sanha para a conquista das cadeiras do poder - sem medidas ponderadas para as adequadas reformas - é sintomática patetice.

5.Segundo um louvável preceito maoísta, o primeiro passo será analisar as causas, seguido da avaliação das medidas mais convenientes numa óptica de solucionar problemas que não optar por carreirismos políticos.

6. Viciosas corporações internacionais, gozando de privilégios económicos, controlam a produção de bens e motivam em crescendo o consumismo, perante a idiotia dos dirigentes políticos empenhados nas lutas partidárias.

7. Até a indústria farmacêutica não escapa ao referido controlo corporativo, dopando populações e levando a cabo experiências dignas de aprendizes de feiticeiros.

Nau

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Nº. 1068 - Doutrina Cooperativa


1. A emulação (de longe superior à inveja) é sentimento que leva a igualar ou suplantar outra pessoa.

2. Na acepção de reguladora das suas acções pelas de outrem tidas como modelo servirá para o estreitamento dos laços sociais.

3. Sublinho aqui a emulação - impulso competitivo - por esta abarcar tanto os aspectos úteis, como os menos agradáveis.

4. O aspecto positivo já foi acima evidenciado, isto é, o fortalecimento da tendência para viver em sociedade.

5. Porém, o lado negativo abre portas a uma concorrência desmedida e a uma apropriação sem limites.

6. Claro que o equilíbrio das referidas tendências é importante na construção da consciência social e na produção da riqueza.

7. Logo, o espírito cooperativo é, sem dúvida, o fautor do almejado equilíbrio.

Nau

domingo, 19 de outubro de 2014

Nº. 1067 - Portal Comunalista


1. Pressurosamente aventaram aqui do lado que pátria (patris) exprime o enraizamento à terra dos pais, bastando compulsar os poemas homéricos para não restar qualquer dúvida quanto à vetustez de tal conceito.

2. No entanto, a identificação de pátria como herança comum foi recurso do Novo Mundo, devido à inexistência de um soberano de raiz que satisfizesse a unificação da comunidade resultante de um nacionalismo circunstancial.

3. O conjunto de pessoas do mesmo sangue e associação íntima poderá ser identificado como uma família, e o entrecruzamento de várias famílias num determinado território (por vezes com laços de parentesco muito fortes e hábitos comuns) inegavelmente dará origem ao sentimento pátrio.

4. No Velho Continente, o sentimento pátrio era de índole regionalista e a unidade das regiões assegurada pela figura do rei - soberano normalmente vitalício e hereditário - esta apenas contestável pela insatisfação patricial.

5. Bom é ter presente que a classe dos patrícios, fundamentada no equilíbrio do poder entrepares e largo património, foi a origem da República, esta consolidada pela emergente burguesia que promiscuiu o poder económico (produção) com o poder político (coerção).

6. A boa administração dos bens públicos é o objecto da política - ciência da arte de governar - assentando esta na capacidade de persuasão dos dirigentes, bem como na compreensão e participação dos dirigidos, ambos cientes que a coisa pública (res publica) está para além de qualquer interesse particular nas constituições clássicas: Monarquia, Aristocracia e Democracia.

7. Logo, República como sinónimo de Democracia, mesmo na versão corrente, é bundo castiço, tal como as "liberdades republicanas", em vez de liberdades democráticas, tão em voga na Gália dos nossos dias, herança de um radicalismo torpe.

Nau

sábado, 18 de outubro de 2014

Nº. 1066 - Psyche


1. A felicidade é um sentimento relativo, isto é, disposição afectiva a coisas de ordem material, moral ou intelectual.

2. Relativo porquanto a qualidade de ser feliz é assumida como termo de comparação à felicidade de outras pessoas.

3. Logo, o termo de comparação jamais poderá ser absoluto mas tão somente relativo, embora de ordem crescente: x>y.

4. Porém, sendo uma correlação entre duas coisas, nada nos garante que a maior (x) não será menor em relação a uma terceira (z).

5. Gratificante seria a total superioridade, persistindo, no entanto, para os mais exigentes, a dúvida em relação a desconhecidos.

6. As células nervosas do cérebro reagem a estímulos agradáveis, proporcionando sensações de bem-estar na repetição de idênticos comportamentos.

7. Recordar, por sistema, os bons momentos poderá atenuar depressões dando azo, sem dúvida, a eventuais sintomas de felicidade.

Nau

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Nº. 1065 - Fim de Semana 42


1. O sardoniquismo de Filipe Cardeal é a receita adequada para fazer esquecer - mesmo por breves minutos - o mau ambiente eleitoral que se avizinha

2. Claro que o persistir no erro não será a conveniência mais esclarecida, porquanto urge abandonar cultivados preconceitos e só as boas práticas numa actividade disciplinadora poderão suavizar a longa caminhada por vias sinuosas pejadas de armadilhas, estas colocadas por mentes doentias.

3. Não há dúvida que o singelo cruzar dos braços permite larga satisfação em críticas mordazes aos actos e/ou empreendimentos menos felizes , porém a apatia ou inveterado cepticismo denota apenas insensibilidade à dor e necessidades dos menos favorecidos.

4. Sejamos criteriosos nos projectos em que nos dispomos participar voluntariosamente; cooperativistas de alma e coração, rumo a um comunalismo saudável e realista.

5. De parabéns se encontram os portugueses que trabalham longe do seu torrão natal porquanto, no espaço internáutico, têm acesso aos textos dos seus autores preferidos, através da edição online do público (jornal).

6. Entretanto a estagnação económica continua; o desemprego mantém-se em níveis insuportáveis; a administração pública e respectivos serviços vão-se degradando, na expectativa dos novos padrinhos que já se exercitam na prática do intrigalhismo.

7. Claro que a solução é não votar, no próximo acto eleitoral, quer no rotativismo vigente, quer nos partidos com assento nas cadeiras da Assembleia da República, sendo a alternativa possível o voto em massa no PTP/MRPP.

Nau



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Nº. 1064 - Luta Popular


1. Grupo de pessoas unidas em ideias e actividades para a consecução de certos fins políticos é a definição possível de uma organização partidária.

2. Porém, no seio de tais organizações o que impera é o caciquismo de certos dirigentes (e respectivos simpatizantes) que extravasam interesses particulares de grupelhos, sobretudo nas véspera das mobilizações eleitorais.

3 O actual Partido Socialista não foge á regra e a vitória dos Antónios (Costas versus Seguros) é pouco significativa, embora mascarada de surpreendentes percentagens nas exímias peixaradas , seguida de uma provável entente semelhante à verificada entre José Sócrates e o providencial novo campeador.

4. Claro que o actual executivo (PSD+CDS/PP) não soube gerir o momentum político e encontra-se exausto, enredado em lutas de lana caprina, manchado por jogadas e soluções pouco claras que servirão, na falta de medidas credíveis, como prática de mal dizer e alvo das injúrias habituais.

5. Entretanto a estagnação económica mantem-se em níveis insuportáveis; a administração pública e respectivos serviços vão-se degradando, na expectativa dos novos padrinhos que já se exercitam na prática do intrigalhismo habitual.

6. Claro que a solução é não votar, no próximo acto eleitoral, quer no rotativismo vigente, quer nos partidos com assento nas cadeiras da Assembleia da República, sendo a alternativa possível o voto em massa no PCTP/MRPP.

7. Logo, o voto do protesto e esperança de renovação/saneamento da cambada política que se tem governado é apostar no PCTP/MRPP - vota PCTP/MRPP.

Nau

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Nº. 1063 - Prelo Real


1. O jornalismo, na era da comunicação global, tem largo número de bons profissionais.

2. Porém, as ondas hertzianas e a imagens animadas - sobretudo a televisão que roubou às salas de cinema numerosos espectadores - estão a relegar para um segundo plano as notícias impressas, bem como toda actividade editorial.

3. Vários estratagemas estão a ser ensaiados pelos directores dos jornais, apostando estes ora no sensacionalismo do bloco de informação - crimes, escândalos públicos, futebol, etc. - ora na idoneidade dos profissionais.

4. Homens das letras, com méritos e obra consagrada, são frequentemente aliciados a colaborar nas edições jornalistas com certa regularidade, motivando a assiduidade de visitas dos seus indefectíveis admiradores.

5. De parabéns se encontram os portugueses que trabalham longe do seu torrão natal porquanto, no espaço internáutico, têm acesso aos textos dos seus autores preferidos, através da edição online do Público (jornal).

6. Os textos de Miguel Esteves Cardoso, Vasco Pulido Valente, António Barreto, Constança Cunha e Sá, bem como tantos outros, poderão ser lidos e relidos pois os temas focados estão sempre actuais e, para além de serem um bom exercício mental, encantam pela correcção da escrita e a elegância da mesma.

7. Não percam: Público (jornal), 1 Euro (um Euro!) mensal.

Nau

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Nº. 1062 - RAC


1. A corrupção verifica-se nos pequenos nadas e persiste nas relações sociais do quotidiano.

2. Vindo do passado longínquo, ganhou maior visibilidade na chegada das naus do oriente a Lisboa em que a tripulação, estivadores, homens da Casa da Índia, etc. iam fazendo mão baixa a tudo que resultasse benefício próprio, sob o olhar benévolo da afilhadagem.

3. Todos se abotoavam ou fechavam os olhos na expectativa de compensações satisfatórias; organizavam esquemas paralelos de cumplicidades múltiplas; agilizavam soluções, por portas travessas, num toma lá-dá-cá tão primário quanto abstruso.

4. Já no século XVII, ironizando, dizia o padre António Vieira que o defunto ainda não tendo sido comido pelos vermes da terra, já fora largamente comido em Terra.

5. Será uma questão cultural que está para além do espaço luso, mas atenuável por vias menos burocráticas e de maior clareza (quiçá diafaneidade) válida a toda prova.

6. Na base de um respeito mútuo e o espírito cooperativo, este fundamentado no consenso e reunindo a acção de várias pessoas interessadas em trabalho comum, será uma mais valia para qualquer comunidade.

7. Sejamos criteriosos nos projectos em que nos dispomos participar voluntariamente; cooperativistas de alma e coração, rumo a um comunalismo saudável e realista.

Nau

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Nº. 1061 - Doutrina Cooperativa


1. Cooperativismo e comunalismo entrecruzam-se de modo tão harmonioso que o cultivo desta entente possibilitará uma comunidade mais sã e equilibrada.

2. Aqueles que presumem ser democracia a mera delegação noutrem do poder de decisão pessoal que só ao mesmo pertence limitam-se, através do voto anódino, a subscrever uma carta em branco onde serão inscritas tropelias costumeiras.

3. Claro que o conflito de interesses será impossível de evitar em qualquer decisão administrativa, governativa e/ou judicial, mas quanto mais afastados estivermos dos circuitos decisórios, mais em números estatísticos nos tornamos, sem apelo nem agravo porquanto a deliberação do tal círculo a todos obriga.

4. O estratagema dos não bafejados ou menos favorecidos pelas decisões governativas será a mera corrupção a qual consiste em atenuar - modificar ou adulterar - os efeitos adversos por simples compadrio, isto é, combinações ilícitas que exigem compensações particulares inconfessáveis, compromissos ou ajustes circunstanciais.

5. A prática da corrupção (favorecimento encapotado) é algo que se perde na noite dos tempos, cultivada até por aqueles que nas oferendas aos venerados deuses buscam a protecção - ajuda, socorro, atenção especial - para os seus interesses particulares.

6. Os velhos do Restelo lá vão argumentando que a prática cooperativa, tendencialmente e a curto prazo, resultará num mero clubismo em que os interesses da unidade cooperativa a que se pertence serão colocados acima das unidades similares, quiçá ultrapassando e/ou ofendendo os valores da própria comuna.

7. Não há dúvida que o singelo cruzar dos braços permite larga satisfação em críticas mordazes aos actos e/ou empreendimentos menos felizes, porém a apatia ou inveterado cepticismo denota apenas insensibilidade à dor e necessidades dos menos favorecidos.

Nau

domingo, 12 de outubro de 2014

Nº. 1060 - Portal Comunalista


1. Contra ventos malsãos e marés adversas, temos aqui dedicado o nosso pouco tempo disponível chamando a atenção de certos monárquicos para o facto de, após a expectável apoplexia do regímen vigente, não ser automático o espraiar de futuros radiosos.

2. Poucos entendem que a mentalidade republicana, de raiz patrícia e/ou burguesóide, não se extingue com a mudança dos seus títeres porquanto estes são manipulados pela alta finança e respectivos patrões, de que as várias Repúblicas francesas, bem como as havidas cá por estes lados, são um bom exemplo.

3. Claro que o persistir no erro não será a conveniência mais esclarecida, visto que urge abandonar cultivados preconceitos e só as boas práticas numa actividade disciplinadora poderão suavizar a longa caminhada por vias sinuosas pejadas de armadilhas, estas colocadas por mentes doentias.

4. Só a análise sistemática das dificuldades e a determinação em as contornar poderá eficientemente conduzir à solução dos problemas, e esta é mais fácil de ocorrer através da concertação de esforços do que pela via do aventureirismo individual.

5. Obviamente que, uma vez mais, sublinhamos a cooperação porquanto a falta desta conduz ao oportunismo viciante (vulgo corrupção) que dá azo à emergência de caudilhos vocacionados em, primeiro que tudo, defender uma solução confortável para os seus interesses particulares e dos respectivos apaniguados.

6. Logo, através do espírito cooperativo se vão construindo as comunas e estas se enrobustecem por via da participação individual na solução dos problemas comuns que não no cruzamento de braços e/ou na crítica sistemática - diletantismos possíveis apenas para aqueles bem instalados na vida.

7. Projectos e boas vontades precisam-se; para já basta a discussão das coisas preliminares. Quem quer usar da palavra?.

Nau

sábado, 11 de outubro de 2014

nº. 1059 - Psyche


1. Filipe Cardeal, condestabre do sardoniquismo - sabedoria que envolve tanto o conhecimento teórico como o conhecimento prático centrado numa ironia mordaz - cultiva um espaço internáutico onde apresenta temas, pensamentos e críticas ao quotidiano.

2. Selecção eclética do que lhe parece melhor daquilo que lê, visita e pesquiza na comunicação social, este nosso correligionário faz jus ao conceito Antigo em que as coisas sérias também se aprendem com disposição de alma gentil - ridendo castigat mores.

3. Apenas os adeptos do pensamento único (tanto de direita, como de esquerda) se satisfazem em lucubrações centradas no umbigo (ou num palmo abaixo deste) mascaradas de pensamentos sublimes pour épater le bourgeois.

4. Certos monárquicos, blasonando fidalguias que nem a um bimbo motivado interessam, presumem que Monarquia se limita a cerimónias de beija-mãos, papa-missas e nacionalismos espúrios, dificilmente compreendendo o fenómeno da globalização de que tanto se fala.

5. Inexoravelmente caminhamos para um regímen político e social republicano em que o poder é exercido por minorias burguesoides que controlam os bens de produção e, através de esquemas usurários, impõem um desbragado consumismo.

6. Claro que às correntes liberais e socialistas, toldadas por certo modelo de globalização, opõe-se a terceira via, isto é, o cooperativismo monárquico-comunalista que se afirma como governo do Povo, porquanto Monarquia significa isso mesmo - governo de um só.

7. Caro Filipe Cardeal, Eminência, obrigado pelo seu espírito acutilante e engenhoso, usado na partilha de vídeos e de matéria tão útil como interessante. Que ninguém perca no Google o https://www.facebook.com/filipe.cardeal.

Nau

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Nº. 1058 - Fim de Semana 41


1. Qualquer desequilíbrio hormonal poderá causar a dependência de fármacos, quer para atenuar a dor articular que, ao fim de muitos anos, poderá produzir artroses invalidantes, quer para combater insuficiências cardíacas e outras coisas mais.

2. Toda a natureza (os seres que compõem o universo e os fenómenos que nele se produzem) segue o curso regular das coisas, transforma-se, isto é, nasce, cresce e morre sem qualquer necessidade de prestar vassalagem a entes desconhecidos, mormente por intermédio de sacerdotes profissionais.

3. Através de um glossário elementar, vimos chamando a atenção para alguns aspectos importantes, tais como o conotado com o substantivo cooperativa - associação de produtores/consumidores, estes determinados em se libertarem dos encargos relativos a lucros de intermediários - que advém do sistema social-económico consubstanciado na cooperação de várias pessoas interessadas em trabalhar para o mesmo fim.

4. Sem dúvida que a classe dominante - a burguesia - não está interessada em abrir mão do controlo económico que exerce ao nível planetário, porquanto tal lhe permitir uma apropriação doentia, bem como o desfrutar de posições sociais privilegiadas sem a aplicação das forças e faculdades do homem à produção de qualquer coisa.

5. Ora os estupefacientes (cocaína, morfina, etc.) que circulam, ilegalmente, no mercado estão isentos de qualquer taxa fiscal, sendo fonte de elevados rendimentos para pantagruélicos burgueses que desfrutam de óptimos contactos nas esferas oficiais.

6. Não posso deixar de sugerir uma leitura do apontamento de Abel Guedes Ferreira no espaço internáutico do CMP (Centro Monárquico do Porto), bem como a divulgação do comentário deste acerca de um manifesto do "NÓS", porquanto ainda há muito boa gente que presume uma mudança do regímen político ser a receita adequada aos embrulhos do presente.

7. Logo, o que importa é a reforma da mentalidade burguesa em curso.

Nau

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Nº. 1057 - Luta Popular


1. Acabaram de me facultar um apontamento de Abel Guedes Ferreira, inserido, em fins do mês transacto, no Centro Monárquico do Porto.

2. O tema é o último manifesto do "NOS" que, segundo dá a entender, apresenta-se como projecto de um novo partido, embora anti-partidocrático.

3. Frequentemente são lançados apelos à anémica sociedade civil que ora embarca em manifestações de indignação, ora amesenda em conspiratórias jantaradas, e pouco mais.

4. Não posso deixar de sugerir uma visita ao espaço Centro Monárquico do Porto, bem como a divulgação do referido apontamento porquanto ainda há muito boa gente por aí distraída que presume uma mudança do regímen político ser a receita adequada.

5. O espírito republicano na Europa é medularmente anti-monárquico, embora o presidencialismo vigente em França seja uma cópia dos tempos idos: ministro caído em desgraça é prontamente substituído por deliberação soberano a prazo.

6. Ganhando o presidencialismo v/s ao jogo parlamentar maior estabilidade, persiste a disputa partidária no topo do regímen gaulês, tudo orquestrado pela grande burguesia que controla os meios de produção e consumo, bem como a alta finança.

7. Logo, o que importa é a reforma da mentalidade burguesa em curso - dominadora, atrofiadora, mesquinha - apostando mais na cooperação do que na continuada apropriação.

Nau

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Nº. 1056 - Prelo Real


1. A produção e comercialização do tabaco é controlada pelo poder legítimo, obtendo daquelas actividades taxas fiscais supostamente usadas para atender as necessidades públicas.

2. O tabaco, erva solanácea oriunda da América tropical, foi introduzido na Europa em meados do século XVI, divulgando-se rapidamente o consumo por todas as classes sociais, até para justificar uma actividade à ociosa burguesia possidente.

3. As classes sociais de fracos recursos económicos, durante largo tempo, contentaram-se em mordiscar os caules de plantas odoríficas a fim de diminuir inconvenientes maus hálitos nas aproximações amorosas.

4. Porém, hoje, até as extremosas mamãs abusam do consumo do tabaco, mesmo durante a gravidez, sem qualquer preocupação pelos efeitos nocivos que produzem no desenvolvimento do feto e/ou no bem-estar das crianças.

5. Ora os estupefacientes (cocaína, morfina, etc.) que circulam, ilegalmente no mercado estão isentos de qualquer taxa fiscal, sendo fonte de altos rendimentos para pantagruélicos burgueses que desfrutam de óptimos contactos nas esferas oficiais.

6. Parece ser já tempo para acabar com tais conluios, estabelecendo circuitos menos onerosos e taxas fiscais moderadoras; oferecendo aos inveterados consumidores uma assistência mais digna.

7. Não há qualquer dúvida que, pela via do centralismo tecnocrático ou meramente burocrático, a droga é a receita milagrosa, tal como está prevista no Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley.

Nau

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Nº. 1055 - RAC


1. Não há dúvida que os partidos são essenciais para a democracia por veicularem possíveis soluções para o governo do Reino.

2. Abro aqui um parêntesis para salientar que Reino - à semelhança das grandes divisões que agrupam os corpos que existem na natureza - aplica-se ao conjunto de seres das várias comunas que têm interesses comuns.

3. Logo, o importante é que os partidos políticos se apresentem como forças progressistas, isto é,  motivadoras de alterações para o desenvolvimento e bem-estar na sociedade que não meras facções clubísticas.

4. Sem dúvida que a classe dominante - a burguesia - não está interessada em abrir mão do controlo económico que exerce ao nível planetário, porquanto tal lhe permitir uma apropriação doentia, bem como o desfrutar de posições sociais privilegiadas sem a aplicação das forças e faculdades do homem à produção de qualquer coisa.

5. Também a média burguesia, com uma formação académica e/ou profissional mais cuidada, assume-se como a eleita para o exercício do poder, isto é, a condução dos negócio do Reino, embora condicionada pelos interesses dos plutocratas.

6. Porém, o que importa é a reforma das mentalidades sem tutelas - quer dos tecnocratas da direita, quer dos burocratas da esquerda - sendo tal possível através da articulação de pequenas unidades cooperativas onde a prática da gestão comum é uma hipótese admissível.

7. Também a liberalização e controlo da venda das drogas (ilícitas para camuflar negócios rentáveis) seria uma boa achega para acabar com dependências anti-sociais.

Nau

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Nº. 1054 - Doutrina Cooperativa


1. Talvez seja oportuno avançar com um glossário neste espaço, a fim de salientar a diferença entre monárquicos criteriosos e monárquicos cripto-republicanos ou meramente burgueses.

2. Comuna deriva da palavra comum - de uso de muitos ou de todos - de raiz latina (commune-), contemplando antigos agrupamentos de mouros ou judeus; povoações autónomas, emancipadas da tutela feudal; município ou concelho em terras lusas.

3. Do substantivo cooperativa - associação de produtores/consumidores, estes determinados em se libertarem dos encargos relativos a lucros de intermediários - advem o sistema social-económico consubstanciado na cooperação de várias pessoas interessadas em trabalhar para o mesmo fim.

4. Logo, cooperação significa concorrência de auxílio e de meios realizada por pessoas, material ou moralmente trabalhando, por livre arbítrio e responsabilidade mútua, com o fim de satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

5. Nunca é demais salientar que a cooperação - impulso natural para ultrapassar dificuldades e defender algo útil e comum - opõe-se esclarecidamente à apropriação doentia, raiz do assenhoreamento, este gerador da fome de poder daqueles que, por vias usurárias, estimulam a dependência e o consumismo dos mais.

6. Sublinhados os fundamentos das comunas, bem como da cooperação, voltamo-nos o mais brevemente possível (e a palavra nem merece tanto!) para o nacionalismo o qual consiste na exaltação do lugar onde se nasceu e que, nem sempre, corresponde à comuna onde se está integrado.

7. De facto, o nacionalismo - mormente a aspiração de um povo em constituir-se num estado autónomo  - à semelhança do substantivo pátria, são equívocos alimentados desde a independência estadunidense a fim de minar a figura do soberano sem máculas partidárias, bem como erradicar o sentimento das pessoas que, no conjunto das comunas, são pertença do reino.

Nau

domingo, 5 de outubro de 2014

Nº. 1053 - ortal Comunalista


1. Ainda ontem me ocorreu a imagem do admirável mundo novo, sublimemente ironizado por Aldous Huxley.

2. De facto, o homem é um animal muito frágil e instável, de natureza medrosa, agrupando-se, instintivamente mas com finalidade precisa, a fim de proteger os interesses comuns e, por inerência, os próprios.

3. Claro que a tendência para a formação de grupos e a adopção de credos religiosos provem da referida fragilidade, bem como da crença em entes superiores, sem apelo nem agravo ou mero fundamento.

4. Toda a natureza (os seres que compõem o universo e os fenómenos que nele se produzem) segue o  curso regular das coisas, transforma-se, isto é, nasce, cresce e morre sem qualquer necessidade de prestar vassalagem a entes desconhecidos.

5. Porém, o homem desamparado e só carece de protecção, anuindo espontaneamente, à vontade de alguém ou de forças míticas, situação ronhenta explorada por chefes circunstanciais e/ou sacerdotes.

6. Até nos dias de hoje se verifica a diferença entre a actuação de um grupo de pessoas a esmo, sem rei e sem norte, e o comportamento de um bando de desordeiros sob a batuta de um chefe .

7. O culto do chefe - daquele investido a prazo na direcção de outros indivíduos - provavelmente resultará numa maior sofisticação dos processos dominantes. Talvez as drogas sejam a "pacificação" possível.

Nau 

sábado, 4 de outubro de 2014

Nº. 1052 - Psyche


1. O hipotálamo controla os processos essenciais para a vida, tais como do comportamento sexual, da fome, da sede, da temperatura do corpo, além dos ciclos do sono.

2. A hipófise - glândula pituitária, também conhecida como a regente porquanto coordena muitas funções das outras glândulas endócrinas - controla as diferentes hormonas segregadas pelo hipotálamo.

3. Libertadas para a circulação sanguínea a partir de uma glândula ou órgão, as hormonas (compostas por cadeias de aminoácidos de comprimento variável) são substâncias ou esteroides que regulam a actividade das células, com a capacidade de provocar efeitos consideráveis em qualquer organismo.

4. As hormonas regulam o crescimento, o desenvolvimento e as características sexuais, influindo na maneira como o corpo utiliza e armazena a energia, controlando o volume de líquidos e as concentrações de sal e açúcar no sangue.

5. Qualquer desequilíbrio hormonal poderá causar a dependência de fármacos, quer para atenuar a dor articular que, ao fim de muitos anos, poderá produzir artroses invalidantes, quer para combater insuficiências cardíacas e outras coisas mais.

6. Certo é que as drogas são produtos farmacêuticos que, administradas num organismo, são absorvidas pelo sangue e distribuídas em pontos específicos, susceptíveis de serem eliminadas, mormente pela urina, transformadas noutras substâncias.

7. Porém, os fármacos, o tabaco, o álcool e outras coisas tais dão azo a dependências e à cobrança de impostos que, por extrapolação, poderão ser uma boa arma política, rumo ao admirável mundo novo.

Nau

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Nº. 1051 - Fim de Semana 40


1. O cérebro é a sede das funções psíquicas, mas a regulação da temperatura corporal, da fome, da sede e do comportamento dos órgãos reprodutores é controlada pelo hipotálamo através da libertação das hormonas do stresse e... do sexo.

2. Usufruto não significa o direito de apropriação, conspurcação e/ou destruição do que é comum mas tão somente a conveniência de o partilhar, assim como partilhamos o sol, a chuva, o vento e o ar que respiramos.

3. Abjurando as tendências centralizadoras oligárquicas e/ou burocráticas, a doutrina CMC tem por fundamento o livre arbítrio, isto é, o poder de praticar ou não um certo acto, sem outra razão além do próprio querer.

4. Densidade populacional fraca; sorvedouro de gentes nas epopeias de além-mar; entrecruzamento de pessoas do mesmo sangue ligadas por laços de parentesco, tudo leva a crer não existir em Portugal famílias que não tenham na sua procedência heróis, poltrões, santos, criminosos e prostitutas.

5. Toda a burguesia desenvolve esquemas dominantes através do controlo económico-financeiro; na função política e/ou administrativa; na relação com a maralha de fracos recursos materiais.

6. Claro que a submissão, anuência voluntária à vontade de outrem, proporciona àquele que se submete uma protecção relativa, não inibindo este de fazer ou tentar fazer o mesmo em relação àqueles em posição subalterna.

7. A autêntica luta popular ainda vai no adro e, tanto liberais como socialistas, continuam a tripudiar pelo controlo do poder político à volta do andor.

Nau

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Nº. 1050 - Luta Popular


1. Teses sociais têm sido apresentadas demonstrando que a insegurança dos mais conduz estes a uma submissão a chefes de conveniência.

2. A fome do poder, isto é, de ter a faculdade ou possibilidade do domínio sobre alguém é prática corrente, numa grandeza tradicional e gradativa, do cimo para o baixo.

3. Justifica-se a tendência sublinhada pelo facto das migrações de povos de regiões de fracos recursos para outras mais férteis tornar os intrusos necessariamente impositivos.

4. Claro que a submissão, anuência voluntária à vontade de outrem, proporciona àquele que se submete uma protecção relativa, não inibindo este de fazer ou tentar fazer o mesmo em relação àqueles em posição subalterna.

5. Esta cultivada intenção é do agrado tanto da burguesia liberal como dos sociais-fascitas porquanto justifica o controlo dos meios de produção e consumo pelos primeiros, bem como a "necessidade" da ditadura pelos inveterados estalinistas.

6. Um comunalismo mais sublimado e uma prática cooperativa mais realista poderá colmatar os excessos do domínio burguês, mas tal apenas poderá ser possível através de uma reforma substancial da mentalidade subserviente em curso.

7. A autêntica luta popular ainda vai no adro e, tanto liberais como socialistas, continuam a tripudiar pelo controlo do poder político à volta do andor.

Nau

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Nº. 1049 - Prelo Real


1. A classe dominante burguesa impõe-se pelas cultivadas tendências autoritárias.

2. Todo mundo (mesmo quando não tenha qualidades para tal) adora mandar e ninguém quer servir, isto é, prestar utilidade ou préstimo a outrem.

3. Até nos cuidados prestados a idosos de fracos recursos materiais estes esperam ser servidos e mostram-se avessos a qualquer cooperação.

4. Cultivar a autonomia é importante para a sanidade mental, particularmente quando, pelo peso dos anos e/ou problemas de saúde, o necessitado carece de assistência.

5. Porém, são aqueles que melhor poderiam consolidar uma autonomia mais equilibrada e sã que exigem maiores cuidado, em suma: querem ser servidos.

6. Logo, toda a burguesia desenvolve esquemas dominantes através do controlo económico-financeiro; na função política e/ou administrativa; na relação com a maralha de fracos recursos.

7. Servir não; ser servido sim, numa linha muito próxima dos senhores e dos escravos.

Nau